quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Aos amigos e leitores



Queridos amigos e leitores! Não sou muito bom de mensagem, dessas de Natal e fim de ano, mas de qualquer forma vou tentar:

"Que 2010 nos clareie a consciência e nos faça escolher melhor os futuros governantes. Que os milhõe$ "investidos" nas festas de final de ano pelos corruptos, governador e prefeito, sejam merreca perto do que vocês colocarão no bolso em 2010!

SALUD, PLATA, CAMPO Y VACA

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Virada do ano xexelenta em Florianópolis

Estou morrendo de piedade das pessoas que planejaram, investiram dinheiro, se prepararam para passar o reveillon em Florianópolis e de repente, em vez de curtirem com tranquilidade, terão um fim de ano de merda.
Quando falo que sinto "pena" não estou sendo irônico. Sinto realmente. São incautos do interior, de capitais e de outros países que cairam no conto do bilhete. Tenho parentes e amigos que se encantam com a propaganda do governo estadual e municipal vendendo a Ilha da Fantasia e acabam se frustrando. Sem segurança, sem água, sem mobilidade urbana (para usar o termo da moda), explorados por comerciantes que exploram o turista em vez do turismo, enfrentam filas até para ir ao banheiro, telefonia em colapso, enfim um lugar lindo, maravilhoso mas sem nenhuma infra para receber tanta gente.

As colunas socias estão bombando, abarrotadas de personagens globais, modelos internacionais, empresário do jet-set mundial que vieram passar o reveillon na Ilha. Sem água este pessoal vai ter que passa a virada na base do rexona. Xexelentos!

Os governos preferem investir em shows, viagens à Europa, corrupção e caixa 2 para campanhas eleitorais do que em esgoto, abastecimento de água, projetos sérios de trânsito, educação, saúde, além de permitirem a ocupação voraz da Ilha, patrocinada por empreiteiras da construção civil.

Tudo em nome do "emprego e renda". Toda vez que os bandidos que estão destruindo a Ilha de Santa Catarina obtém sucesso em algum projeto na cidade, toda vez que conseguem uma aprovação da Fatma e do Ibama para projetos sabidamente em áreas de preservação ou que no mínimo atropelam o bom senso aparecem discursando nas TVs, junto a autoridades, e ao falarem
as palavras mágicas "emprego e renda" justificam a ganância e falcatrua que está levando este paraiso à falência !

A ILHA FALIU !!!!!! FLORIANÓPOLIS FALIU !!!!!!!!

Li agora no blog do Moacir Pereira que o presidente da Casan, Walmor de Lucca, disse que já está faltando água em Florianópolis e que vai continuar faltando, inclusive na virada do ano. Quem disse isso não foi nenhum desses blogs ressentidos que existem por aí. Foi o próprio De Lucca e ainda acusou a prefeitura de Florianópolis, ou seja, o prefeito Dário Berger, de autorizar a construção de prédios sem a mínima condição de garantir o abastecimento.
Cita o caso da Bacia do Itacorubi onde a região virou terra de ninguém. As empreiteiras, financiadoras de campanhas, estão deitando e rolando.

Mas o presidente da Casan esquece que não é só o Dário que está destruindo a cidade. O seu governador, Luiz Henrique da Silveira, também tem culpa no cartório. Permitiu um monte de falcatruas em seu governo inclusive dentro da Fatma. Além de acoitar envolvidos na operação Moeda Verde da Polícia Federal que investigava ação de quadrilha de empresários e funcionários públicos que tinham como objetivo burlar leis ambientais em benefício dos seus investimentos.

O mais vip dos empresários presos pela PF, Fernando Marcondes de Mattos, dono do Costão do Santinho, teve direito a um jantar de desagravo oferecido pelo governador Luiz Henrique na Casa D'Agronômica. Nome brega pomposo que Luiz Henrique batizou o antigo Palácio Residencial do governador.

Marcondes de Mattos saiu direto da jaula da Polícia Federal para a casa de LHS. Fica ao lado.

Mas de tudo isso uma coisa me chamou a atenção. O presidente da Casan, aquele que recebeu uma baita grana, dobrada, como participaçao nos lucros da empresa, afirmou lá no Moa: " E o sistema de distribuição não comporta mais fornecimento de água. Está estrangulado. A pressão só vai aumentar com uma nova rede, que custará 26 milhões de reais e exigirá bloqueio parcial da Avenida Beira Mar Norte".

Pôrra!!!! R$ 26 milhões???!!!!!!
Merreca destas e não fizeram até agora??!! Chama o Cowallazzi que ele descola a grana Walmor!!!!!!!!

Queriam trazer o Bocelli por R$ 3 milhões, constróem uma árvore de Natal por R$ 3,4 milhões e estão se acadelando por R$ 26 milhões pra resolver o problema de abastecimento da Ilha????

Vocês são muito sem vergonhas!!!!!!!

Turistas e visitantes desta Ilha maravilhosa, perdão pelo mau tempo. A culpa não é de vocês!!!!!

Helio deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Virada do ano xexelenta em Florianópolis": É. Com um pouco mais de frequência. Para nossa satisfação. Arrombaste com essa matéria dando uma geral do final de ano. Te dedica um pouco mais. Sei que nós, leitores, somos chatos, egocêntricos, e todo adjetivo pejorativo que vier.Mas somos assim; gostamos de "sugar" até a medula dos que nos são caros, dos que escrevem aquilo que gostamos. Somos uma espécie de nascisos mórbidos. Que 2010 seja um recomeço. Estou de plantão, só de ôlho...

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Tijolada no Mosquito": "em tempos onde quadrilhas especializadas tomam conta da política e dos governos, com o apoio da grande imprensa vendida os blogueiros prestam um importante serviço a sociedade, vida longa a estes heróis. E amanhã no reveillon da ilha da magia teremos "uma música exclusiva e inédita, criada por um compositor musical para o evento.", segundo informa a página da quadrilha, digo prefeitura, já vi estas palavras antes, quanto será que custou a tal música inédita e exclusiva?"

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Virada do ano xexelenta em Florianópolis": Estava lendo agora no AN (Driblando a falta d´água), que está faltando água "POR TOOODA SANTA CATARINA".

renato deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Virada do ano xexelenta em Florianópolis": Ôpa,concordei com o Anonimo (Veneziano?).Escreve mais sô.Parabens pelo gana e persistência. Não te micha, Indio Véio
Anônimo disse... Já eras bom, agora sem a concorrência (Cesar Valente) com certeza emplacarás como o melhor observador político do sul do Brasil. Só precisas escrever com mais frequência.

Olufela Olusegun Oludotun Ransome-Kuti

“Não foi uma vida qualquer”. Assim inicia a resenha do Globo sobre “FELA!”, a montagem da Broadway acerca da vida de Olufela Olusegun Oludotun Ransome-Kuti, ou apenas Fela Kuti. E de fato não foi.

Nascido em Abeokuta, Nigeria, a 15 de outubro de 1938, foi multiinstrumentista e ativista político por excelência; tornou-se lenda. Nascido em família de classe média e em berço revolucionário (pra se ter ideia, sua mãe, feminista atuante, foi a primeira mulher a dirigir um automóvel no país) esteve sempre envolto em polêmicas. Detido incontáveis vezes pelo exército nigeriano, poligâmico (teve 27 esposas), morreu de AIDS em agosto de 1997 – dava declarações contra o uso de preservativo.

Fela Kuti dedicou a vida ao enfrentamento militar e à reinvenção da música, fazendo dela sua arma de protesto. Viveu também em Londres e nos Estados Unidos, bebendo do funk e do jazz, com os quais somou a música africana, sendo o pioneiro do Afrobeat, como ficou conhecida essa mistura quente e rica em ritmos. Do blog VooDoo.


Momento musical "extremamente" inspirado entre Cangablog (Canga) e Blog do Cañas (Carmelo Cañas)

video

Participação de Dario de Almeida Prado Jr.

Canguita.
O link abaixo nos conduz ao THE BIG PICTURE, inserido no site do jornal The Boston Globe, e que já postamos nas comemorações dos 170 Anos da Fotografia. Mas VALE A PENA acessar de novo, prá vermos a seleção de fotos do ano que termina, e muito mais
Dario
PS: A primeira foto é do carnaval

Adoçando a minha boca

Do jornalista, poeta e escritor Nei Duclós em excelente artigo sobre mídia blog:

"Meu amigo Sergio Rubim, jornalista da pesada, faz seu Cangablog uma referência de notícias importantes para a região e o leitor brasileiro, destacando a política local, as barbeiragens políticas nacionais, sem abrir mão de um perfil autoral, pois sempre há um texto saboroso sobre suas andanças, ambiente doméstico e relações familiares e de amizade".
Leia artigo completo. Beba na fonte.

Com prisão de Pavão deve rarear pó em Florianópolis

Um dos maiores esquemas de remessa de drogas do Paraguai para Santa Catarina rompeu-se no último domingo com a prisão de Jarvis Chimenes Pavão. Preso em uma fazenda no Paraguai, o traficante brasileiro era um dos grandes barões da droga procurados na fronteira dos dois países e tinha dois mandados de prisão decretados pela Justiça catarinense. Leia mais no DC. Beba na fonte.

A crônica do Olsen

Olá, camaradas, salve!
Tirar férias das férias dá nisso...
Essa crônica deveria ter sido enviada na sexta-feira passada... Enfim, está aí, e na sexta agora, tudo volta ao que era antes...
O texto fala de retomada, de consciência... Então, a música pode ser essa...
"My Way"



Que vem a ser a versão inglesa/americana feita por Paul Anka da música (original) que é francesa e se chama "Comme d'habitude" de Claude François e Jacques Revaux lançada em 1967 na França...
Paul Anka fez a versão em inglês e só manteve a melodia, a letra é completamente diferente da original... Lá como aqui, lembra-se do Renato e Seus Blue Caps fazendo versão dos Beatles?
Frank Sinatra gravou-a em 1968...
Tudo ia bem até o senhor Elvis Presley decidir gravá-la... Matou a pau... É a minha interpretação favorita...
Isso que foi gravada ao vivo no Hawaii em 1971, confiram aí...
Vai o texto da crônica como carinho de sempre do poeta!
Se 2010 for como esse que passou, estou "ferrado"...
Até!

FECHADO PARA BALANÇO

Por Olsen Jr.


Supondo que se pudesse emprestar este “recurso administrativo” de gerenciamento de empresas para uma causa humana e individual, quando interrogado sobre como me sinto nesse final de ano, respondo: “fechado para balanço”.

Não que tenha demasiados produtos para fazer o tal recenseamento, tampouco que “eles” valham muito, mas é o que disponho e com esses que devo contar. Tenho consciência de que se fosse uma loja de artesanato, de manufatura morosa e acima do poder aquisitivo mundano, já estaria trabalhando no prejuízo há muito tempo.

O que tenho a meu favor nesse empreendimento é o fato de não precisar despender recursos com mão de obra de terceiros e também não dispor de funcionários para trabalhar na área, a menos que se considerem os ditos “fantasmas” do ofício, mas esses são generosos, sempre aparecem em grande número e se divertem com o meu empenho em tentar entendê-los e, mais ainda quando me percebem buscando tirar algum proveito dessas incursões malogradas que fazem imaginando talvez, que com isso, sabotem o “meu fazer”.

Alguma coisa tem de ser feita, penso, senão enlouqueço.

Lembro do Scott Fitzgerald e naquela série de textos que publicou com o título “A Derrocada” (em inglês, “The Crack-up”), falando de sua vida, como ela era (glamourosa, rica e bem sucedida) e de como ela estava no momento em que se confessava publicamente (no semi-anonimato, pobre e fracassada)... Ernest Hemingway achou tudo aquilo um horror porque um homem não poderia se revelar daquela maneira para o mundo, ainda mais sendo um artista porque tinha consciência de que tudo o que acontece para um escritor pode ser-lhe útil, mas isso requer um processo de maturação que só um distanciamento cronológico possibilita e desde que o acontecido seja (re)criado com arte... Mas é outra história.

O que fazer com o material que se tem? É isso. Tenho dado um duro danado, mas não tem sido fácil. Tem horas que parece, tudo está conspirando contra. Pessoas que não conseguem ser dissimuladas sofrem mais. Sim, é necessário não perder de vista o objetivo, custe o que custar. Poucos conseguem. É preciso ter “cojones”, com o perdão pela vulgaridade, a expressão hardboiled (calejado) é mais elegante. Uma minoria chega lá de fato e por isso são poucos os escritores contemporâneos que admiro.

Estamos vivendo uma outra espécie de ditadura, nessa se pode tudo, paradoxalmente ninguém está conseguindo fazer nada. Hoje a ditadura se manifesta de maneira mais sutil: é a covardia em se definir diante da vida, quando esta nova posição implica em perda; é o silêncio diante da barbárie; é a omissão ante a sacanagem quando acontece com os outros; é a falta de diálogo; é o medo de estarmos sendo observados em nosso medo; é a agonia da testemunha que teme o mesmo destino do crime que presenciou...

De repente é aquela grande amizade de 34 anos e você acaba descobrindo que nem era grande e sequer era amizade; aquele amor impossível que te aniquila um pouco todos os dias, mas também de conforta com o simples fato de existir; aquela dor que te mata um pouco gradativamente, sem pressa, mas que você precisa dela para criar (lembra-se do conto “O Rouxinol” de Oscar Wilde?); é a insolência do cotidiano que temos a impressão de que só nós que estamos vendo... Tudo isso massacra, faz você perder as esperanças, e nos versos de um poema do bom e velho Bertolt Brecht, no “Apêlo Endereçado Aos Pósteros”, se descobre que essa percepção do mundo vem de longe:


"... Entretanto sabíamos:/

o ódio contra a baixeza/ também endurece os rostos!/

a ira contra a injustiça/ faz a voz ficar rouca./

Infelizmente, nós, que queríamos preparar o terreno para a amizade,

não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos/

Mas vocês, quando chegar o tempo/ em que o homem for amigo do homem,/

pensem em nós com um pouco de simpatia”.


De qualquer maneira, nessa jornada chamada vida, a sensação que tenho é a mesma do viajante que se vai desapegando de suas tralhas durante a jornada, e quanto mais se livra dos objetos e das lembranças que lhe parecem inúteis e dispensáveis, mais pesado fica para seguir em frente e tenho a consciência de que jamais vamos nos libertar desse gosto amargo das coisas perdidas... É o que redime os poetas!


CANGUITA.
Começar esse texto com ELVIS - perfeito na interpretação que nos atinge no íntimo - foi muito bom. Nosso querido OLSEN nos proporciona um belo e difícil olhar prá nós mesmos - e vale a pena percorrer o texto até o fim...
FELIZ ANO NOVO!
Dario

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Refresco...

Edinho Bez sustenta malandragem com dinheiro público

Deputado federal do PMDB ("partido que gosta de roubar") por Santa Catarina acha normal bancar passeio turístico com dinheiro público. Leia matéria no Diário Catarinense que parece ter despertado de anos de letargia e vista grossa para denúncias de corrupção dos governos estadual e municipal. Ou ficou de mal com os poderosos de plantão (rareou a verba) ou não quer mais ser furado pelos blogs.

Deu no DC: Farra das passagens: deputado federal Edinho Bez diz que nada fez de irregular

Parlamentar catarinense hospedou a mulher em cidade turística com verba da Câmara

Citado no escândalo sobre gastos de verbas indenizatórias, o deputado federal Edinho Bez (PMDB-SC) não considera que tenha cometido irregularidade ao usar recursos da Câmara para pagar uma hospedagem para sua mulher. A viagem para Pirenópolis, cidade turística localizada no interior de Goiás, foi em outubro de 2008. Leia mais. Beba na fonte.

Amilton Mosquito deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Edinho Bez sustenta malandragem com dinheiro públi...": Canguita. esses caras da RBS fazem é dinheirismo. Venho falando da corrupção no governo desde o primeiro dia do Tijoladas (28.09.08) Só agora na última quarta feira, que a RBS descobriu esse governo falcatrua. O Knaesel agora está no jornalismo de merda deles. Mamaram na teta e agora os ratos estão abandonando os navios do Dário e do LHS. essa gente não presta.

Foi só o Bispo Macedo e os Petrelli da RIC- Record entrarem no foguetório e no bolo da verba publicitária do governo, que os caras mudaram de lado.

Mas vão continuar pautando-se pelos blogs.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Terra faz radiografia do escândalo Bocelli

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

Depois da contratação de uma empresa para a montagem de uma árvore de Natal em Florianópolis (SC) pelo valor de R$ 3,7 milhões, a grande polêmica que toma conta da cidade é o cancelamento da apresentação do cantor italiano Andrea Bocelli, que estava marcada para a noite desta segunda, dia 28 de dezembro. O show gratuito e marcado para um palco montado ao lado da árvore natalina, também vem sendo criticado pelo alto valor - R$ 3 milhões.

Além de alvo da oposição ao prefeito Dário Berger (PMDB), a contratação do tenor italiano virou motivo de investigação preliminar por parte do Ministério Público de Santa Catarina.

Várias questões são levantadas na apresentação do tenor - o valor, a legalidade do contrato firmado pela prefeitura e até mesmo a identidade da empresa contratada sem licitação para agenciar o show.

A Beyondpar, responsável pela produção do show do cantor, curiosamente é do mesmo grupo de uma das envolvidas na polêmica construção da árvore de R$ 3,7 milhões - a Beyondcomm. Esta foi apontada pelo próprio secretário de Turismo Mário Cavallazzi como a "detentora da tecnologia interativa" do enfeite de Natal. A construção do enfeite à beira-mar, sem licitação, gerou processos na Justiça e no Tribunal de Contas do Estado. Leia mais. Beba na fonte.

Deu no Moacir Pereira

O Futuro de Cavallazzi

Crescem nos bastidores da Prefeitura, especialmente, no quinto andar do edifício das Secretarias, as especulações de que o ex-deputado Mário Cavallazzi estaria demissionário da Secretaria de Turismo da Prefeitura de Florianópolis. O secretário de Imprensa, Fenelon Damiani, retornou hoje ao trabalho, mas não obteve confirmação da notícia. Há um clima tenso na Prefeitura, mas oficialmente nada foi divulgado.

Começa queda da cafonália da Capital

Despencar a popularidade de Dário Berger

Segundo pesquisa da Datafolha, publicada domingo no jornal Folha de São Paulo, o prefeito (virtual) de Florianópolis, Dário Berger, está em curva descendente em popularidade. Saiu de segundo colcado entre os prefeitos de capital, para sexto lugar.

Uma queda bastante acentuada que provavelmente reflete o que ele tem feito:

Abandonou a administração da Capital.

É visto apenas em colunas sociais em fotos com Luiz Henrique da Silveira na Europa.

Envolvimento em casos de corrupção deslavada e esbanjamento de dinheiro público juntamente com seu secretário Mário Cavallazzi.

Acabou com o Natal de Florianópolis ao tentar fazer caixa para campanha "pagando" R$ 3.4 milhões por uma árvore de Natal que é o supra sumo da cafonice. Bem a cara desta gente.

Fecha o blog "De Olho na Capital"

"O final da coluna no Diarinho não foi exatamente uma surpresa, nem se pode dizer, a rigor, que tenha sido uma decisão unilateral. Havia, pelo menos da minha parte, a sensação que era tempo (ou já estava passando da hora) de inventar uma moda nova. O desafio inicial, de criar uma coluna “diferente”, tinha sido superado. E a coluna “De Olho na Capital” estava perdendo seu humor, revelando um certo cansaço da fórmula". Leia tudo no último posto do César.

Caro Cesar,
sem dúvida o fechamento do De Olho na Capital será sentido por leitores e defensores da nossa cidade contra malandros, ladrões e esta cafonália que se instalou nos poderes estadual e municipal.
Ganha espaço a imprensa chapa branca, oficialesca.
Tenho certeza que, de certa forma, te libertaste da “vida on-line” por um tempo, espero.
Quem mantém um blog sabe do compromisso diário do lance. Independente do humor, das condições de saúde, enfim, tens que estar dioturnamente ligado nos comentário, nas notícias, nos acontecimentos, investigando e, não raro, te incomodando bloqueando anônimos que destratam e ameçam.
É uma chachaça que nos escraviza.
Mesmo assim continuo achando que o verdadeiro jornalismo, hoje, se pratica nos blogs. O resto virou “secos e molhados” mesmo. É puro negócio!
De qualquer forma se tiveres uma recaída ou uma crise de abstinência, o Cangablog está aberto para comentários e post do amigo.
Nao demora, viu?
Um abraço
Canga

O PIOR CONCERTO

Deu na coluna da Juliana Wosgraus no Diário Catarinense.

Críticos e repórteres de VEJA SÃO PAULO contam o que viram de bom e de ruim durante o ano · edição-2145 »
· O melhor e o pior concerto de 2009

O PIOR CONCERTO

Num ano especialmente devagar para o canto lírico — não houve temporada de ópera no Municipal, em reformas —, o tenor italiano cego Andrea Bocelli fez um concerto ao ar livre no Parque da Independência. Apesar de nunca ter sido levado a sério pela crítica, há quem ainda veja seus discos, que mesclam árias operísticas, canções napolitanas e música pop cafona, como uma porta de entrada para o mundo erudito. Com uma orquestra fraca, que não ajudou em nada a voz limitada do cantor, o show teve como melhor momento o instante em que o convidado Toquinho revelou “sem querer” a gravidez de Ivete Sangalo, também presente no palco.

Comentário do blog: Sobre o mau gosto da cafonália de Luiz Henrique todo o mundo já sabia

Nei deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Deu na coluna da Juliana Woagraus no Diário Catari...": Discordo, amigo. Acho injusto o comentário da Veja. Bocelli difunde música de qualidade e tem uma bela voz. Faz grande sucesso popular, compensando assim um pouco a barbárie de inúmeros ruídos que tomaram conta do ouvido das massas. Emociona com um grande acervo, uma seleta musical de todos os tempos. Fazer pouco de Bocelli é típico esnobismo de uma parte da mídia, que nada faz contra a invasão do sertanojo e o baticum. E Bocelli nada tem a ver com os governos que tentam contratá-lo.

Amilton Alexandre deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Deu na coluna da Juliana Woagraus no Diário Catari...": A RBS só descobriu isso depois que o foguetório foi parar na mão do Bispo Macedo e da RIC/Record.
Até quarta passada, Árvore e Bocelli era tudo de bom.
Essa gente não presta. Não fazem jornalismo, fazem dinheirismo

domingo, 27 de dezembro de 2009

A Noiva da Morte


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   Durante a cordeirada de sábado passado, meu irmão recém chegado da fronteira me contou de suas andanças lá por Artigas (Uruguay). Estava feliz pois havia encontrado vários amigos que não via há anos e um em especial: Nelci Baldessari.
   
   Na verdade o Nelci era amigo do nosso Pai, o guarda Rubim.
O Éio, meu irmão, estava de compras e “olhando as modas” nas vitrines dos Free Shopps de Artigas quando viu várias motos estacionadas em frente a um café. Motoqueiro, chegou para admirar as máquinas e com surpresa encontrou a “Noiva da Morte”, uma Triumph preta, que povoou nossos sonhos de adolescência. Era a moto no Nelci !

   Conversaram sobre motos, viagens e aventuras passadas quando Nelci relatou que estava terminando seu segundo livro, onde o nosso pai era um dos personagens.

   Resulta que lá em 1961, quando da renúncia de Jânio Quadros, o “guarda” Rubim (o pai era guarda aduneiro de fronteira) e o Nelci estavam em São Paulo comprando um motor para um ônibus, Ford F-600.

   Estas histórias o Pai sempre nos contava mas não lembrávamos com quem estava em São Paulo. Daí, com renúncia do Jânio e os militares ameaçando não permitir a posse do vice-presidente João Goulart que se encontrava na China, (além de china ainda comunista!) o guarda Rubim, presidente do PTB em Quarai, decidiu descer para Porto Alegre onde Leonel Brizola organizava a resistência ao golpe militar que a “gorilada” já preparava.

   O Pai participava, então, da Campanha da Legalidade, liderada pelo governador do RS, Leonel Brizola. Pai e Nelci, até onde o pai nos contou, andaram pelo Palácio Piratini, e depois embarcaram o motor do F-600, em um avião cessna e se mandaram para a fronteira. Teriam tirado as duas portas traseiras do teco-teco, onde acomodaram o motor, atravessado.

   Na chegada em Quaraí, chovia torrencialmente e o piloto ficou com receio de aterrizar naquele campo tomado pela água. O pai falou que podia fazê-lo com segurança. Havia sido Guarda Campo no pequeno "campo de aviação" da cidade, no tempo em que a Varig ainda cobria as pequenas cidades da fronteira.

   Bem, essas e outras histórias serão lançadas brevemente no livro do Nelci Badessari. Espero ansiosamente pelo livro. Depois de lê-lo contarei mais detalhes a vocês.
Por Nelci Baldessari

Cómo conocí a Che Guevara
"No quiero sentirme mañana enmudecido, horrorizado, avergonzado y culpable de no tener la valentía que tiene él de tirar a matar".

Estaba muy frio aquel día de agosto del ´61 en que conduciendo un automóvil Volkswagen del año ´59, llevaba en dirección a Montevideo a doña Sonia, madre de Vera, quien había sufrido un problema cerebro vascular de importancia. Nos alojaríamos en el apartamento de Vera, quien ese año había empezado sus estudios en derecho en la Universidad de la República.
Cabe decir que conocía muy bien los padres de Vera. Don Kaufman, hombre ilustrado que se casó con la hija de padres portugueses (profesora en ese idioma) oriundos de la ciudad de Colonia en Uruguay.
Ella fue mi profesora en primario y me atendía con amabilidad suma cuando llevaba su Volkswagen de alguna revisión, pues don David fue uno de mis primero clientes como mecánico especialista en esa marca de autos. En esas ocasiones, la señora siempre me invitaba con algo de comer.
La señora Sonia era una mujer de carácter dulce, devota a la religión, llegada a interminables oraciones y fuerzas espirituales y cuando pregonaba la palabra de Dios, hacía de manera suave, hablando siempre en tono de voz modulado como quien estuviera haciendo una confesión de amor, una continuada profesión de fe. Leia mais. Beba na fonte.