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segunda-feira, 1 de junho de 2009

ALMOÇO DAS ESTRÊLAS


Por Olsen Jr.

O escritor Scott Fitzgerald estava certo “Muitas vezes as ocasiões importantes na vida começam por parecer incidentes”.

Segundo consta, já se passaram dez anos. Lembro bem que estávamos na sacada mais democrática de Florianópolis, no Restaurante “Polly`s”, um final de tarde, a turma reunida aleatoriamente e integrada pelo animador Aldírio Simões, o dublê de arranjador, compositor e perito em informática Irê Silva, sempre pronto para qualquer festa o autointitulado “Comendador” Roberto Laus, o jornalista e escritor Raul Caldas Filho e esse outro, infra assinado, poeta e escritor...

Em comum, o bom humor e a vontade de viver aqui na Ilha o que sugeria o título do livro do velho Hemingway “Paris é uma Festa”...Procurávamos um lugar para bater papo sossegadamente, e se possível que tivesse uma comidinha boa e honesta. Até nos propúnhamos em trazer o cozinheiro, quer dizer, cada semana um se encarregava, ou fazia o seu prato favorito ou trazia alguém para fazê-lo. As despesas seriam rateadas entre aqueles que participassem. Os convidados deveriam passar pelo “crivo” daquele grupo inicial, apenas para que nada fugisse do controle...

Tudo começou timidamente, mas com sucesso. Saímos do Polly`s pela praticidade do novo lugar, na sede da Embratel onde tínhamos a presença franqueada pelo marqueteiro Danilo Aranovich Cunha e não incomodávamos ninguém e tampouco éramos incomodados... Só mais tarde, quando o grupo cresceu assustadoramente, hoje tem mais de 150 integrantes, é que nos transferimos para o Lira Tênis Clube, no alto da Felipe Schmidt com Tenente Silveira, como queiram.

Muitas pessoas foram agregando-se a idéia da reunião, toda a última sexta-feira de cada mês (ignora-se quem decidiu isso, provavelmente porque todos já receberam o “seus” proventos e ninguém teria a desculpa de não comparecer por causa da grana, que aliás, ninguém deixou de comer por não poder dar sua cota no dia) e também, de acordo com o slogan que foi sugerido e adotado sem maiores delongas: “se você não resolveu os seus “abacaxis” até sexta-feira ao meio dia não vai pensar em resolvê-los sexta à tarde” era só o que faltava...

Assim, após as refeições, a turma continua reunida e deambulando. Agora lembrei outro ponto positivo que une o grupo: comer, beber e meter o pau no governo... Na dúvida, qualquer governo serve...

Ao bom humor credito a longevidade dessa turma. Muita gente se conhece só no dia. É gratificante fazer parte de um Clube que não tem estatutos, nem mensalidades... Reúne-se uma única vez a cada trinta dias, vai quem quer, todos podem opinar, o que não quer dizer que a opinião vá ser acatada, ouve-se por deferência, uma vez que ninguém leva a diretoria à sério, igualmente... Uma curiosidade: é o mesmo presidente e uma mesma diretoria, desde que o Clube foi fundado, uma ditadura de fazer inveja, mas ninguém quer derrubá-la porque quando “ela” cair, cai todo o mundo junto... Questão de solidariedade... É isso!

Depois que o Clube foi fundado, pode verificar: o índice de portadores de úlcera gástrica na cidade caiu assustadoramente, porque as pessoas que conseguem fazer piada ou blague ou ainda, glosar a própria “desgraça”, são pessoas que vivem melhores e envelhecem sendo jovens, quem sabe não poderemos servir ainda como referentes para essa rapaziada varonil (do nosso Brasil) que não larga dos computadores (os novos senhores) e esquecem de viver a vida (que não é só luta renhida) e suas ofertas essencialmente “grátis” sem a presença do caos (pode perguntar para o Beto Laus) e ter todas as últimas sextas-feiras de cada mês, como gostamos, só de paz e de amor (claro, para isso, basta só confirmar a presença com o comendador) para sentir a vida, porque não basta estar vivo, é preciso viver.

Honestamente, é o que todos tentamos!


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Quem era do Jornal Afinal


O jornal Afinal número 1 saiu às ruas em maio de 1980 com preço de capa de 20 cruzeiros e 5 mil exemplares. irculava nas principais cidades de Santa Catarina até Chapecó.
No expediente poucos nomes de colaboradores. Nos números seguintes a quantidade de colaboradores foi crescendo, alguns assumindo a participação no jornal e outros se mantendo no anonimato para preservar seus empregos no governo. Tínhamos, por exemplo, uma fonte dentro do Tribunal de Contas do Estado que nos passava informações valiosíssimas. Na maioria das vezes colocava um envelope embaixo da porta do jornal com listas de nomes que tinham empregos fantasmas e outras informações do governo.
Nenhuma gráfica de S imprimia o Afinal. O jornal era proibido de vender em bancas mas era vendido na frente do Ponto Chique em "comando de vendas" que juntavam muita gente durante todo o dia. Das secretarias do governo vinham boys que compravam de 15 a 20 jornais de cada vez. Muitas pessoas, funcionários do governo, não tinham coragem de comprar o jornal na rua com medo de serem identificadas. Em todos os comando de venda a polícia secreta da ditadura estava presente. Tinhamos até um agente do DOPS que acabou ficando de estimação do Afinal. estava sempre no Ponto Chic e nos tratava com elegância. Mesmo quando nos levava presos. Não lembro o nome dele mas volta e meia o encontro na esquina da Felipe Schmidt com sua enorme barriga.
Vai aí o expediente com o nome de todos os colaboradores do jornal:

Redação: Sergio Rubim (Canga), Nelson Rolim de Moura, Jurandir Pires de Camargo, Eloy Galloti Peixoto, Ney Vidal Filho e Flávio Expedito de Carvalho. Esse era o "núcleo duro" do Afinal

Fotografia: Rivaldo Souza e Ezequiel Tiskoski
Colaboradores: Acary Palma, Bodão, Sérgio Bonzon , Cleusa Ramos, Maria Celeste,Branda, Deise Gomes, Daniel H. Filho, Nelson Wedekin, Yara Germer,Quinquinha, Valmeron, Silvio Rangel de Figueiredo, Paulinho Salles Oscar de Paula, Paulo Afonso (Piroco), Maurício Tratenberg, Rosana Bond, Tiné Yamamura, Kioko (Lord K), Manoel e Silva (arquitetura UFSC)

Correspondentes: Orlando Tambosi e Hilton Libos (São Paulo), Luiz Fernando Melgarejo (Recife), Horácio Goulart (Porto legre), Douglas Mayer e Cláudio Cambé (Paraná, Carlos Verçosa (Salvador)anderley Rodrigues (França) e Beto Stodieck (Nova York).

Provavelmente estão faltando vários nomes de colaboradores do jornal nesta lista. Quem lembrar de algum e quiser engrossar a lista é só mandar nos comentários.

Comentário
Canga
Parabéns pelo trabalho. Muito importante lembrar fo Afinal.
Celso
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Sumiço

Avião da Air France que seguia do Rio de Janeiro para Paris está desaparecido

RIO - Um avião Airbus 330-200 da Air France que seguia do Rio de Janeiro para Paris desapareceu nesta segunda-feira dos radares quando sobrevoava o Oceano Atlântico. De acordo com a companhia aérea, há 228 pessoas, 12 delas tripulantes - 3 técnicos e 9 comissários -, a bordo do voo AF 447. Neste momento, uma aeronave Hércoles da Força Aérea Brasileira realiza trabalhos de resgate nas proximidades da ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Ainda não há informação sobre quantos passageiros são brasileiros. ( Ansa: cinco italianos estariam entre os passageiros ) Segundo a Reuters, o avião partiu do Rio às 19h de domingo e deveria chegar a Paris nesta segunda-feira às 11h15 (06h15, hora de Brasília).

Controladores de voo do Aeroporto Charles De Gaulle perderam contato com o avião por volta das 6h00 GMT (3h00, hora de Brasília). De acordo com a agência Reuters, a Air France teria emitido uma mensagem às 2h14m (23H14m) sobre forte turbulência. Uma fonte do aeroporto disse à agência AFP que é possível que o transponder do avião (um rádio receptor-transmissor que envia e recebe sinais, incluindo o tipo de avião e sua altitude, para outros aviões e as torres de controle) esteja com defeito, mas isto é raro.Leia matéria completa. Beba na fonte.


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