terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Grasse: capital mundial do perfume



Ontem visitamos Grasse, a Cidade dos Perfumes. Fica a noroeste e a 40 minutos de Nice. Depois de Cannes pode-se abandonar a autopista e seguir por um vicinal e admirar a paisagem da Provença. Várias estradinhas - de excelente qualidade - se cruzam, o trânsito é tranquilo e se passa por pequenas cidades todas preservadas e sem prédios. Plátanos, ciprestes e oliveiras são as árvores mais abundantes no caminho.
As oliveiras que margeiam a estrada são todas de troncos grossos e retorcidos denunciando sua longevidade. Passam dos 100 anos.
Grasse é o berço da perfumaria internacional. Cidade de 45 mil habitantes é responsável por dois terços da produção de aromas da França, coisa em torno de US$ 600 milhões anuais. Não é pouca coisa. Fundada no século XIII, Grasse guarda segredos da alquimía das essencias. Andando por suas vielas medievais se aspira lavanda, almiscar, rosas, anis e muito mais.

O Museu Internacional do Perfume, único no mundo, é algo espetacular. Fiquei impressionado com as formas criativas de mostrar a história, produção, frascos, design, embalagens e tudo o mais que se relacione a perfumes.
No museu com cerca de 32 salas distribuídas em 3.500 metros quadrados se faz uma viagem sensorial pela história dos perfumes desde a antiguidade até os dias de hoje.

No primeiro espaço uma experiência surpreendente. Ao se entrar em uma sala a luz vai diminuindo ao mesmo tempo em que uma música, com ruídos suaves, vai invadindo o ambiente.
Acomodados em grandes almofadas espalhadas pelo chão, ssistimos uma projeção - em duas paredes a 90 graus - de imagens de plantas, flores, fogo, rios, neve, madeira, vento, tudo acompanhado do cheiro dos elementos projetados. A imagem muda e mudam os aromas: incrível !

O Egito, origem do perfume, tem seu espaço reservado com vitrines cheias de potes de cerâmica, metal, madeira e vidro trabalhados e com as mais variadas formas. Verdadeiras jóias.

Em um jadim interno pudemos conhecer as plantas "ao vivo". Ao lado de cada uma, além do nome científico e popular, um equipamento onde se puxando uma aste de metal é possível sentir o perfume da planta. Os que mais me impressionaram foram os de maçã verde, almiscar e anis.

Visitar esse museu é conhecer a história do perfume através das civilizações além dos estudos de formas e design de seus frascos até os dias de hoje. Para quem tiver a oportunidade de conhecer não deve perdê-la. Grasse faz jus ao nome de capital mundial do perfume.

Cesar Laus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Grasse: capital mundial do perfume":
Meu amigo. Até parece que estas preferindo que a netinha demore. Enquanto isto vais rolando pela cidade. Afinal, é Nice ou Nizza??hehehe
Tem francies que pronuncia nisss
Abs

Cangablog: Querido Cesar, esta questão já havia sido levantada aqui por um leitora que parecia até um pouco indignada com a minha grafia de Nice, Nizza, ou Niza.
resposta foi essa: Pesquisei o assunto e descobri que "Nice" foi anexada à França em 1860 sendo até então parte do Reino da Sardenha, nunca foi parte do Estado italiano, que surgiu apenas um ano depois. O estado italiano foi unificado por Giussepe Garibaldi (o da Anita) nascido, casualmente, em Nizza.
O nome Nice foi adotado pelos norte-americanos que se apaixonarm pelo local e o transformaram, durante anos, no centro da badalação do jet set internacional. Tipo: o lugar era uma nice (ehehe). Adotei o nome original. Só isso.

Um comentário:

Anônimo disse...

Meu amigo. Até parece que estas preferindo que a netinha demore. Enquanto isto vais rolando pela cidade. Afinal, é Nice ou Nizza??hehehe
Tem francies que pronuncia nisss

Abs

Cesarlaus