sábado, 31 de julho de 2010

O REI SEMPRE ESTEVE NU

Por Edison da Silva Jardim Filho

Há notas explicativas de entidades associativas que são verdadeiras plataformas e confissões de alma, de práticas e projetos de vida, de modus operandi, de interesses já não mais inconfessáveis, se não da maior parte dos seus membros, pelo menos das pessoas que formam os seus órgãos diretivos.

Agora, foi a vez da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis- Acif, por intermédio do seu presidente, Doreni Caramori Júnior, cuja nota publicada tinha o escopo de revelar a sua posição sobre a construção e operação, em Biguaçu, do estaleiro da empresa OSX, pertencente ao homem que tem cifrões no lugar dos olhos, Eike Batista.

A Acif, nessa questão do estaleiro, age da mesma forma como o Sindicato da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis- Sinduscon, através do seu presidente, Hélio César Bairros, agiu por ocasião da denominada: “Operação Moeda Verde”. Lembram-se ainda dela?... Ricos e poderosos políticos, empresários e agentes públicos estavam nas duas pontas da corrupção envolvendo licenças ambientais para empreendimentos estabelecidos em Florianópolis.

A nota da Acif tem os dois fatores principais da conversa-fiada das entidades associativas dos empresários e da classe política brasileiras, quando se encontram às voltas com a defesa de empreendimentos que suscitam a aplicação da legislação que dispõe sobre a preservação do meio ambiente: o sofisma da “geração de emprego e renda e de desenvolvimento econômico da nossa região”- no caso, a Grande Florianópolis-, e as agressões gratuitas e injustas lançadas na direção dos ambientalistas e das ONG’s que não estão disponíveis no grande “mercado persa” tupiniquim, que “cria dificuldades para vender facilidades”, bem ao gosto dos médios e grandes empresários e dos políticos.

“O empreendimento de R$ 2,5 bilhões trará benefícios econômicos para toda a região, gerando milhares de empregos (5 mil postos diretos)”. Ninguém nasceu ontem para não saber que, nesse tipo de empreendimento, o pessoal técnico virá de fora, e os peões igualmente, porque, com a sua avidez por trabalho, o preço dessa mão-de-obra ficará muito mais barato do que com o aproveitamento dos nativos e residentes. Abstraindo os danos ambientais irreversíveis já suficientemente enfocados, alevantam-se as não menos importantes facetas social e infraestrutural do problema. Há menção de que a população de Biguaçu poderá vir a quase dobrar... Os prefeitos dos municípios da região da Grande Florianópolis e os governadores do Estado nunca se preocuparam com os brutais déficits em saneamento básico e de moradias populares dignas em bons locais, em suma, com o planejamento e organização das nossas cidades. E, de mais a mais, urge eu perguntar: quem deu legitimidade para a Acif conjecturar que a maior parte da população da região da Grande Florianópolis deseja o progresso ao custo do sacrifício de suas belezas naturais e da falência do poder público? Essa indagação nunca foi, clara e seriamente, objeto das discussões que costumam ser feitas somente nos períodos eleitorais.

“ONG’s que não representam coisa alguma além do interesse de seus ‘donos’, os pequenos grupos contrários ao empreendimento contam uma história cheia de som e fúria.” “Grupelhos dedicados à algazarra”. Peço vênia aos meus eventuais leitores para, daqui, prestar uma homenagem ao meu irmão, empresário e ambientalista, Geraldo Luiz da Silva Jardim. Ele mantém intacta uma área razoavelmente grande de floresta, no município de Rancho Queimado, da qual retira as ervas medicinais que vende. Foi também devido a sua luta, que as multinacionais Bunge e Yara não conseguiram instalar, recentemente, uma fábrica de fertilizantes no bucólico município de Anitápolis. Tal qual o meu irmão, inúmeros outros defensores do meio ambiente florianopolitano e catarinense, agem, sincera e desprendidamente, fora e dentro dos órgãos públicos encarregados dos licenciamentos ambientais.

Se prevalecesse somente a vontade de entidades associativas como a Acif e o Sinduscon, e dos políticos, há muito tempo não teríamos razões para enaltecer, para quem não conhece, as belezas naturais da região da Grande Florianópolis e de Santa Catarina.

Eduardo Espíndola deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O REI SEMPRE ESTEVE NU": O artigo é mortífero de bem escrito! Eu não sabia que aí em Floripa a coisa era igualzinha como aqui no Rio de Janeiro...
Eduardo Espíndola


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Sobre o poderoso Juquinha

Prezado Sérgio,
Sobre o Secretário de Obras que tem o acesso de sua fazenda asfaltada pela empreiteira Sul Catarinense.

A fonte é segura, CIDASC.

Não sei se você tem conhecimento, mas todos os bovinos devem ser registrados na CIDASC e recebem um brinco devidamente numerado para possibilitar o rastreamento da carne vendida para o mercado interno e para o exterior.
O Sr. Nilton Alexandre, popular Juquinha, Secretário de Obras de Florianópolis, possui registrados na serra Catarinense: fêmeas 595 e machos 1247 totalizando 1842 cabeças de bovinos.
Este rebanho precisa de no mínimo 62 milhões de metros quadrados só de campo,
não contando contando o mato(floresta).
Não sei se a CIDASC dá uma certidão, mas é o fato.

Leitor pediu para não ser identificado por motivos óbvios.

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Bom demais ! Para vocês queridos leitores...


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Na prefeitura os enroladores do dinheiro público continuam os mesmos

Frase do new prefeito Márcio de Souza sobre novo rolo da Prefeitura Municipal com a escola de samba Grande Rio que terá Florianópolis como enredo:

“Neste momento não estou autorizado a divulgar o valor do patrocínio. Na ocasião oportuna isso será feito. Repito: o investimento será captado junto à iniciativa privada por meio da Lei Rouanet, sem a participação de verba pública da prefeitura, do governo do Estado, da União.”

Esta história parece estar na linha dos outros "negócios" feitos por Dário Berguer como o da árvore de Natal, Boceli e restauração da Casa de Câmara e Cadeia que ficou conhecida como "caso Piazza"

Quem está contando bem esta historinha é o Cesar Valente no De Olho na Capital. Beba na fonte


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Campeão de multas por crime ambiental, Eike Batista faz doação e recebe elogios de Minc

Publicada em 14/10/2008
Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta terça-feira a doação de R$ 11,4 milhões do grupo EBX, do empresário Eike Batista, para investimentos nos parques nacionais de Fernando de Noronha, dos Lençóis Maranhenses e do Pantanal. Segundo o Ibama, uma das empresas da holding, a siderúrgica MMX, deve R$ 29,4 milhões em multas não pagas por desmatamento ilegal do Pantanal.

" Isso não abate as multas do grupo. É uma doação completamente voluntária "

Em solenidade na sede do ministério, Minc entregou um diploma a Eike pela posse de uma reserva particular em Mato Grosso do Sul e, após fazer diversos elogios ao novo parceiro, disse esperar que outros empresários sigam o seu exemplo.Leia mais em O Globo.

Eike Batista diz que BNDS é o melhor banco do mundo

Também pudera, levou do banco RS 1,2 bilhão para o projeto, orçado em RS 1,8 bilhão para obras do Superporto Sudeste, em Itaguaí (RJ)

"O BNDES é o melhor banco do mundo. E é um empréstimo rígido. Só bons projetos ficam de pé. Isso é pago", disse, durante a cerimônia, enquanto agradecia o apoio do banco.

Eike disse ainda que está "na expectativa de trazer para o Rio" (tomara) o estaleiro planejado inicialmente para Santa Catarina, onde enfrenta entraves ambientais.

Segundo o empresário, será construído, junto ao estaleiro, o Instituto Tecnológico Naval. Isso, disse ele, transformará o estaleiro na "Embraer dos mares", referindo-se à fabricante brasileira de aviões, que tem no Instituto Tecnológico da Aeronáutica seu apoio tecnológico.

"Aproveitaremos o conhecimento que nossos sócios coreanos trarão para criar esse centro tecnológico, que reterá o conhecimento aqui", afirmou Eike.

Rolos de Eike com o BNDS

Em um ano em que teve fraco desempenho com ações, o BNDES conseguiu arrumar espaço para uma operação com Eike Batista que representou ganho de cerca de R$ 67 milhões para o empresário. Saiba mais. Beba na fonte.

TV FLORIANOPOLIS deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Campeão de multas por crime ambiental, Eike Batist...": A mineradora MMX foi multada três vezes desde meados de 2007 pela compra de carvão produzido a partir de madeira em áreas onde o acesso era restrito, de acordo com documentos da agência ambiental do Brasil, conhecida como Ibama. O carvão vegetal vinha de uma reserva indígena para alimentar a planta de ferro-gusa da MMX em Corumbá, no coração da região do Pantanal do Brasil. Video Eike Batista extraordinary people http://www.youtube.com/watch?v=XT4JlDrHl0Y


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