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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

PF prende prefeito, vice e presidente da Câmara

Nada se cria. Tudo se copia. Não é mesmo? Vejam só esta história de uma cidade do MS que coincidentemente, também está sem prefeito:
O prefeito Ari Artuzi, o vice-prefeito e o presidente da câmara do município de Dourados no MS, foram presos numa operação da Polícia Federal. Ao todo, 29 pessoas são suspeitas de desviar dinheiro público e fraudar licitações. Segundo a Polícia Federal o grupo cobrava 10%do valor dos contratos para beneficiar as empresas.Estão presos também nove, dos doze vereadores do município e quatro secretários municipais. Pela lei brasileira, na ausência de um representante do Poder Executivo, ou de um representante do Poder Legislativo, assumiria alguém do Judiciário, mas o Tribunal de Justiça ainda terá de decidir. Tirada daqui.



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A Justiça dos poderosos

Do Temperos & Apimentadas

CUMPLICIDADE EXPLÍCITA



Mesmo com o processo correndo em sigilo, mais uma vez, a RBS detém a informação quase que de forma instantânea. Tanto que aos 48 minutos desta quarta-feira, publicou: “Justiça nega recursos de advogado de menina de 13 anos vítima de ato infracional em Florianópolis”. (Traduzindo: ato infracional significa, na prática, ESTUPRO.) Porém, ainda, há um recurso no TJSC. Para a RBS a informação chegou rapidinho. Já, na audiência em que os Monstrinhos foram beneficiados, sequer a família ou o defensor da vítima foram intimados. Interessante. Muito interessante. Aliás, interessantíssimo. Tudo continua unilateral. Mas ainda há juízes, quem sabe, em Berlim!
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ESTUPRO E LEITORES

Continuamos batendo na mesma tecla. O som é estridente, porém necessário. Não podemos deixar que abafem o caso do estupro de uma menina de 13 anos. Os leitores entenderam isso perfeitamente e deixaram comentários. É um caso com uma sucessão de falhas. Os estupradores são filhos de famílias poderosas e obtiveram a remissão da pena. Ao invés da internação no São Lucas, terão liberdade vigiada e prestarão serviços comunitários. É claro que a família da vítima entrou com recursos. Um leitor deixou um comentário muito interessante e, ao final, indaga: “O que pensam os candidatos sobre a atuação da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícias? Qual a posição da OAB já que o advogado não teve acesso aos autos do processo?”

Tem mais. Beba na fonte.

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Craques do futebol catarinense

Originalmente publicado pelo Beto Day

Craque com os pés e com as mãos


Walmor Erwin Belz

Com a camisa 10 do Olímpico e jogando pela meia-esquerda, Walmor Erwin Belz era chamado de "Garoto de Ouro da Alameda Rio Branco", devido ao seu fino trato com a bola. Fez parte do time que em 1949 foi campeão estadual invicto e, mais tarde, já como médico, participou do grupo que ergueu o título estadual de 1964. Hoje, Walmor Belz é um conceituado cirurgião vascular, com prêmios e homenagens importantes na carreira, e a honra de ter participado decisivamente na implantação do curso de Medicina da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Em 1944, 1945 e 1946 venceu os títulos na categoria juvenil da Liga Blumenauense de Futebol. A coleção de títulos aumentou em 1948, novamente no torneio da Liga, mas agora pelo time de aspirantes. O melhor, contudo, ainda estava por vir. Em 1949, o Olímpico conquistou o título estadual de forma invicta. O jogo final foi contra o Avaí, no estádio Adolfo Konder, em Florianópolis, e terminou com a vitória dos blumenauenses por 4 a 1. Walmor era tido como o jogador mais habilidoso do time, sempre levando perigo no ataque e com um talento raro na cobrança de faltas. Ele próprio conta que tinha um chute potente na perna esquerda, que unia força e direção. Um veneno para os goleiros.
O título estadual não sai da lembrança, mas Walmor também não se esquece da rivalidade local entre Olímpico e Palmeiras. A cidade se dividia em duas para torcer. Segundo o ex-jogador, o Olímpico tinha um carneiro como mascote e passou cerca de um ano sem perder para o rival. "Depois o pessoal do Palmeiras matou o carneiro e começamos a perder as partidas", lamenta.
Flagrante do Dr. Walmor Belz, enviado por Carlos Jorge Hiebert no Tabajara Tênis Clube em Blumenau

Opção pela Medicina
O meia esquerda jogou no Olímpico ainda até o ano seguinte ao título estadual, depois partiu para o Rio de Janeiro para estudar Medicina. Mesmo assim, tentou associar a carreira de jogador com o estudo. Ficou no Vasco por dois meses, treinando ao lado do goleiro Barbosa, Vice-campeão mundial em 1950 pela Seleção Brasileira. Não conseguiu manter as duas coisas e optou pela Medicina. Atuava então por uma equipe da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Mesmo morando e estudando na capital fluminense, Walmor foi campeão em 1953 e 1954 da Liga Blumenauense de Futebol, jogando pelo Tupi, de Gaspar. "Eles pagavam a passagem de avião e eu vinha jogar, porque gostava mesmo", recorda. Em 1956, fez mais uma tentativa de continuar no futebol profissional, tendo atuado três meses pelo Olaria, mas novamente os estudos falaram mais alto. E, se o futebol de Santa Catarina e do Brasil perdeu cedo um Garoto de Ouro, a saúde ganhou um excelente profissional.
Arquivo de: Informações dos Craques que passaram por aqui.
• Walmor Erwin Belz
Arquivo de Carlos Jorge (Russo) e Valter Hiebert/Valdir Appel/Adalberto Day
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História das coisas

Estou trazendo para cá um documentário que achei no Tijoladas indicado pelo economista Afrânio Bopré. Didático e interessante.
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