sábado, 12 de novembro de 2011

RECEITA FEDERAL – ORGÃO DE RESPEITO OU UMA PIADA SEM GRAÇA!

     Recebi este desabafo do leitor indignado com a sacanagem que a Receita Federal está fazendo com pequenos e micro-empresários:

    Esta é incrível, mas num país onde os piores exemplos vêm de nossas autoridades e orgão públicos...

     Olhem o que está acontecendo na Receita Federal:

     Muitas das microempresas que tinham dívidas com a RF, por orientação da própria, tiveram seu débito parcelados.
    Após quitação total da mesma, qual foi minha surpresa ao verificar que o débito inicial ainda existia, ainda acrescido de multas, nos impedindo de obter uma CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS, indispensável para continuarmos com nossas atividades.
    Em visita à Receita, fomos informados que, por erro da mesma ao nos fornecer um código de processamento para o pagamento das parcelas, não “batia” com o código de recebimento destas.
    Assim, teremos que pagar novamente, desta em vez em 3 parcelas. Conforme o fiscal, muitas empresas tiveram este mesmo problema, e terão que pedir RESTITUIÇÃO de tudo o que foi pago, por um programa da Receita Federal denominado PERDCOMP (Pedido Eletrônico de Restituição). Cada DARF das parcelas já pagas será digitado neste programa onde será colocado conta bancaria para o ressarcimento. 

 
    Quando? Não sabem informar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    

    Pergunto: se erraram, não seria justo e honesto que eles mesmos retificassem o problema internamente, apurassem o valor da dívida e o valor total dos parcelamentos efetuados, não vindo a prejudicar os contribuintes.
     Ora! Já temos problemas diários com compras enganosas na internet, roubo por parte das empresas de telefonia, escândalos políticos de falcatruas e propinas, etc. etc., e ainda somos CHANTAGEADOS por um órgão que deveria se dar o respeito e servir de exemplo.
     A imprensa deveria verificar e divulgar esta RAPINA OFICIAL! 
Abraços

Márcio Tonelli 

Cangablog: É Márcio. Isso que dá querer ser legal, certinho. Quem cai no conto de sair da informalidade dança na mão do governo. Paga impostos que vão para o bolso de políticos ladrões e ainda levam cambau de lambuja.   
Seja um desobediente civil !

Altair G. Souza deixou um novo comentário sobre a sua postagem "RECEITA FEDERAL – ORGÃO DE RESPEITO OU UMA PIADA S...": Márcio, Reportagem de destaque no Jornal Nacional de ontem da Rede Globo >> BRASIL É BICAMPEÃO NA BUROCRACIA DOS IMPOSTOS PARA AS EMPRESAS, isto mesmo, pelo segundo ano seguido, o Brasil ficou em primeiro lugar em um ranking internacional que não orgulha país nenhum: não há outro lugar no planeta em que as empresas mais gastam tempo com a burocracia dos impostos.
Os empresários gastam muitas horas de trabalho só para acompanhar e decifrar as mudanças de regras e para seguir todos os trâmites necessários ao cumprimento de suas obrigações, sem falar no festival de regras de ICMS que variam de um estado para outro. É muita mão de obra desperdiçada numa atividade custosa e sem retorno, tanto para a empresa como para a economia nacional.
As empresas brasileiras gastam em média 2.600 horas por ano com os procedimentos necessários para cumprir as normas tributárias. Isso equivale a 325 jornadas de 8 horas. Foi o pior desempenho nesse quesito identificado na pesquisa Paying Taxes/2011 coordenada pelo Banco Mundial. Segundo o levantamento, realizado em 183 países, o tempo médio gasto para o cumprimento das normas tributárias é de 282 horas, ou 35 dias de trabalho. O tempo despendido no Brasil é mais que o dobro do consumido no segundo país em pior situação, a Bolívia - 1.080 horas. No Chile, frequentemente classificado como o país mais competitivo da América Latina, gastam-se 316 horas. Na França, 132. Na Alemanha, 215. Nos Estados Unidos, 187. Na Índia, 258. Na China, segunda maior economia do mundo, 398.
Lembro que lá pelas décadas de 80 e 90 do século passado alguns economistas visionários profetizavam que o Brasil poderia se tornar a nova potência econômica mundial já no início do Século XXI. Pela vontade e perfil da população empreendedora brasileira certamente o Brasil já poderia estar na liderança da economia mundial não fosse o grau de corrupção em todas as esferas de governo e não fosse este Sistema Tributário Perverso que só serve para sugar recursos do setor produtivo para sustentar o custeio público, políticos e governantes. Dependendo do ramo de atividade tem empresas que precisam recolher e tratar quase 50 tipos de tributos diferentes. Haja paciência!...
Não bastasse toda essa burocracia ainda temos empresas estatais que são verdadeiros antros de arrogância e que não nem aí para os problemas da população. Alem da Receita Federal gostaria de citar mais duas organizaçãoes do Gov. Federal que estão me atordoando a vida nos últimos anos: 1) Tive a infelicidade de ter a placa do meu carro clonada por um marginal do Rio de Janeiro e recebo quase toda semana multas de infrações em locais onde jamais estive. Já cheguei consultar até o DENATRAN (órgão de transito Federal) que ha muito tempo já está ciente da quantidade de delitos deste tipo no Brasil. A resposta que me deram é que tenho que entrar na justiça via Processo Administrativo porque a legislação brasileira de trânsito não permite trocar a placa que foi clonada. É por isso que este crime está cada vez mais frequente nas cidades e os bandidos deitam e rolam no trânsito.
2)Em estados como SC onde o Banco do Brasil emcampou bancos estaduais como o BESC a política de relacionamento do BB com os clientes que tinham algum lítigio judicial com os bancos que foram incorporados é das mais perversas e absurdas possíveis causando todo tipo de penalizações e restrições autoritárias até que a pendenga, depois de muitos anos, seja equacionada no judiciário. Lembro aos atuais correntistas do BB (principalmente os funcionários públicos), que estão sofrendo algum tipo de coação, que a partir do dia 02/01/2012, de acordo com a resolução 3.424 de 2006, já vai ser possível transferir sem custo, mensalmente, todo o saldo da sua conta salário do BB para outro banco de sua preferência.
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Então é isso meu caro Márcio, ou a desobediência civil ou a mobilização e a luta. Os meios de interação modernos como as rede sociais estão aí, para serem usados, vide os reflexos da Primavera Árabe em países condenados à ditadura por décadas.


Nelson Jvlle deixou um novo comentário sobre a sua postagem "RECEITA FEDERAL – ORGÃO DE RESPEITO OU UMA PIADA S...": É o que dá quando um órgão do governo obtém poder além do razoável. A receita federal, de tão egocêntrica que é, passa a não admitir a possibilidade de errar. Julga-se infalível. E o contribuinte nunca tem razão. Ponto final.
    A classe média assalariada sabe muito bem disso. Afinal, seu imposto é descontado já na folha, ou seja, o pobre cidadão nem tem o direito de ver a cor do SEU dinheiro. Ela já vai tirando antes, pois "esse povinho vai acabar gastanto em bobagem"
    E porque será que sempre tira a mais? nunca consegui entender.
Depois, no ano seguinte, quando da declaração de ajuste, as contas reais são feitas e o excedente passa a ser devolvido. Mas nem aí o dinheiro volta imediatamente.
    O pobre assalariado é então submetido a um joguinho cruel e sádico, e fica a aguardar todo o oitavo dia do mes, quando o noticiário da Globo anuncia: "...foi liberada hoje a consulta ao xxx lote de restituição do imposto de renda". E assim repetem o ritual até o último mes do ano.
Fazem o anuncio em tom alegre e otimista, como se isso fosse mais um "grande benefício do governo à população". Devolver nosso próprio dinheiro...ora pois.
E muitos ainda agradecem a "bondade".
    O mesmo pode-se dizer quando, depois de alguma enchente ou outra catástrofe, muitos meses de angustia e desespero depois, algum ministro vem alegremente anunciar que "finalmente nosso bondoso governo, compadecido da situação de milhares de vítimas, vai liberar o fundo de garantia dos atingidos"
    E dá-lhe reportagem em todos os canais e horarios. Só por permitir o acesso ao seu próprio dinheiro...E, mais uma vez, o cidadão desesperado, cansado e humilhado, agradece o "benefício"

País muito estranho o nosso.  

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