sábado, 17 de dezembro de 2011

As últimas palavras que troquei com o Mosquito





    Fazia tempo que o Mosquito não estava legal.
    Depois da decretação da prisão dele e da condenação no processo do Marcondes, ele simplesmente não tava atinando mais nada.
    No dia 07 de dezembro conversamos pelo Twitter onde, claramente, ele manifestava a intenção de dar fim à vida. Conversamos bastante e eu tentei demover ele das “idéias”. Mas parecia que ele tava determinado.
    Observem que ele pede “reza por mim”.
    Que eu saiba o Mosquito era ateu. E foi isso, podem acreditar, o que me deixou mais aflito.
    Nesse mesmo dia 07, enviei dois tuites pra o Sérgio Rubim (Canga) transcrevendo parte do que ele tinha me dito (segunda imagem), onde eu manifestava minha preocupação com o comportamento do Amilton.
    No dia 09 de dezembro, voltamos a conversar, mas ele não seguiu meu conselho ou recomendação de procurar um médico que pudesse prescrever um remédio pra controlar a sua ansiedade. Pediu que o ajudasse a deletar todo o conteúdo do Tijoladas do Mosquito.
     Foram ao todo 1.380 postagens que colocamos no lixo do blog. O conteúdo ficou zerado!
Imaginei que com o blog fora do ar temporariamente (pois esta era a nossa intenção) ele fosse ficar um pouco mais calmo. Engano meu. Continuou com a mesma “nóia”, como pode ser observado nas mensagens diretas que trocamos.
    Eu estava na Laguna e não consegui falar com ele por telefone porque o meu celular estava com problemas.
     Perdi um grande amigo e no momento é só o que tenho a dizer.
Jorge Oliveira

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