quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

SC: Elite do funcionalismo avaça nos cofres públicos

     Virou sacanagem reiteirada a todo ano. ALESC, TCE, MPTC, MPE e Fazenda dividem o dinheiro público como se empresas privadas fossem.

     A ordenha natalina está
fora de controle. ALESC, TCE, MPTC e MPE com seus gordos abonos de final de ano, numa concorrência de quem dá mais, viraram escândalo e o contribuinte não a quem recorrer. Todos os órgão publicos estão envolvidos.

    Na Fazenda, a coisa é mais grave ainda, pois é um problema dentro do Poder Executivo, servidores ganham mais de 4 Gratificações dentro de uma única folha de pagamento funcional mais diversos penduricalhos mês a mês, não só no final do ano. Todas as Gratificações vinculadas, de alguma forma, à arrecadação do Estado.
 
    Somente por arrecadar, a Fazenda ganha a Gratificação de Arrecadação Fazendária, famosa GAF, como prêmio, uma "divisão do lucro do Estado", quando esta é a atribuição legal do órgão, arrecadar. 

    Tem ainda a Gratificação de Esforço ou Resultado, como queiram, quando é obrigação do servidor público trabalhar com zelo e compromisso, eficientemente, mas pagam mais uma "participação no lucro do Estado", para que cumpram suas atribuições legais.
 
    Tem mais a Gratificação de Controle Interno, quando a Fazenda é órgão sistêmico de controle interno, inerente então às funções do órgão, mesmo assim mais uma mordida nos recursos públicos destinadas a um pequeno grupo de privilegiados.

    Cabe ressaltar que a Secretaria da Administração (SEA) utiliza a tabela da Gratificação Fazendária como TETO para conceder gratificações aos demais órgaos e secretarias. Alguns órgãos, inclusive, tem sua gratificação limitada a um % da Gratificação Fazendária (60%, por exemplo).

 
    O projeto que o governador encaminhou à ALESC pretende travar o crescimento de todas as gratificações do Estado. Por baixo dos panos (como sempre), SEA e SEF já se movimentam para evitar o pior (a SEA buscando ganhar uma nova gratificação, e a SEF buscando aumentar o valor da Gratificação por Esforço). Vão modificar o projeto encaminhado pelo Governador à ALESC.


    Fazenda através dos Deputados fazendários (Gelson Merísio, Aldo Schneider, Gilmar Knaesel e Renato Hinnig) conseguiu tirar o Projeto Lei do Governador, numa demonstração de afronta, para aumentar sua Gratificação de Esforço ou Resultado de R$ 3 mil para R$ 6 mil no começo de 2012. 

 
    Abaixo as tabelas da Gratificação Fazendária e da Gratificação de Controle Interno da Fazenda. A de esforço é complicada. A legislação é confusa e, pelo que entendi, o valor é variável (depende da arrecadação).

 
Clique que aumenta

 
S.M. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "SC: Elite do funcionalismo avaça nos cofres públic...": Saiu no Diário Catarinense, de que além dos servidores do TJSC que você já havia relatado de que irão receber um vale polpudo no final do ano, outros órgãos também adotaram o mesmo sistema, como o Tribunal de Contas, Legislativo e o próprio MPSC,variando entre 4.000,00 a 1.000,00, pode isso? Se os servidores irão receber esse valor, imagine o contracheque de final de ano dos Juízes, Promotores de Justiça e Deputados? E assim vai o nosso Brasil... Será que os servidores da área da Educação, Saúde e Segurança também irão receber um vale polpudo? Se está sobrando tanto dinheiro desses Órgãos, porque eles não investem por conta própria na saúde, educação e segurança, afinal de contas é nosso dinheiro e nada mais justo que se beneficie uma maior número de pessoas. Será que um dia iremos ver um Brasil com uma cara mais justa? Eu particularmente acredito que SIM! 

Osvaldo Peixoto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "SC: Elite do funcionalismo avaça nos cofres públic...": Mamãe eu quero mamar, me dá a chupeta, me dá a chupeta...côsa medonha !!! 
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "SC: Elite do funcionalismo avaça nos cofres públic...": Enquanto isso, Canga, o vencimento base de um policial civil em início de carreira, é de R$ 781,82. Dizer o quê, né?? Cambada de sem-vergonha!
 
L.I. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "SC: Elite do funcionalismo avaça nos cofres públic...":Canga, tem uma outra coisa tenebrosa ainda na fazenda que tu não mencionou. É o caso dos auditores fiscais da fazenda. No projeto que foi enviado a ALESC, o dito congelamento não contemplava a produtividade dos fiscais que aumenta todo o ano conforme a arrecadação do Estado aumenta, como se muitos outros fatores não ajudassem neste aumento. Além disso , o teto remuneratório deles não é o do governador (15000) e sim de desembargador (25000), numa afronta a constituição federal (adin 4202, ainda não foi julgada).
Assim, a remuneração de um fiscal em inicio de carreira beira 20.000 reais. Cabe lembrar que eles ganham 3.800 reais livres de impostos todo mês, sob a rubrica indenização pelo uso de veículo próprio. Só que 90% não usa o seu carro no trabalho de campo, uma vergonha!!!!
Mas isso tem uma explicação Paulo Eli e Milton Martini (ambos fiscais) foram os últimos secretários da administração.

4 comentários:

Fernando disse...

Só para constar: a remuneração bruta de um servidor concursado de nível superior da SEA, com 5 anos de serviço e mestrado, é de pouco mais de R$ 3.800,00 (R$ 1.200,00 de vencimento básico, R$ 126,00 de vale alimentação, R$ 192,00 de adicional de pós-graduação, R$ 36,00 de triênio e o restante na tão falada GAP). Se alguém acha isso muito, talvez pense que servidor público deve complementar o salário pedindo dinheiro em sinaleiras.

Anônimo disse...

Bota no bog também.

Os bons servidores da atividade fim do TCESC têm uma das piores remunerações do país, nem precisa ir longe, é só fazer uma pesquisa rápida nos TCES do PR E RS.

Se for comparar carreiras você incorrerá em grave erro.

Então compare o salário do professor, do profissional de saúde, do praça (já que os oficiais ganham bem) com os juízes e promotores, assim a diferença ficará maior.

abraço.

Anônimo disse...

Parabéns, Canga... mostrando o que é a realidade do Estado. Inclusive onde a coisa tá muito descarada é no próprio Poder Executivo, onde o pessoal da Fazenda só tem privilégios e num ar de superioridade não deixam outras carreiras do Estado crescer, querem sempre estar na frente. GANANCIOSOS!

Anônimo disse...

Um auditor da receita da SEF-SC só ganha aumento salarial se a arrecadação subir x% em relação ao ano anterior. Eu pergunto: qual o problema disso? É a maneira mais justa de se avaliar o resultado do trabalho! Seria como aumentar o salario dos professores se os alunos melhorassem o desempenho, ou dos policias se a violência diminuisse...

PS: o salario base de um auditor é menos de 400 reais. O resto é gratificação. Tirem as gratificações e a faxineira vai ganhar mais!