segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ESCÂNDALO: a chantagem do TCE para conseguir aumentos

Pressionar, mobilizar e chantagear para arrancar mais dinheiro dos cofres públicos parece ser uma das coisas que o Tribunal de Contas/SC mais sabe fazer. Auditorias in loco? Nem pensar!

    Depois que o deputado Dirceu Dresh (PT) excluiu, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto de reenquadramento de carreira com aumento do vale-alimentação (de R$ 364 para R$ 1 mil ) retroativo a junho e a incorporação de adicional de insalubridade – que beneficiaria 10 funcionários, o pessoal do TCE voltou à carga.

   Amanhã, 13, mais uma vez, o projeto será analisado na CCJ.
    Chantagem estratégica?
    O deputado Gilmar Knaezel, provavelmente o cidadão com a maior quantidade de processos dentro do Tribunal de Contas - autor de um festival de distribuição de dinheiro dos fundos público "por toda Santa Catarina" - foi estratégicamente escolhido para sair em defesa dos seus, possíveis, algozes.

    Na mesma segunda-feira que o projeto foi excluido a pedido de Dresh, servidores e sindicalistas do TCE, cerca de 30, estiveram na Alesc pressionando os deputados para que o projeto fosse novamente apresentado. Procuraram deputados da Comissão de Finanças. A pressão deu resultado e, na manhã de quarta-feira, o deputado Gilmar Knaesel (PSDB) apresentou parecer pela concessão do aumento no vale-alimentação, mas sem acrescentar a retroatividade e a incorporação de insalubridade, tiraram o bode da sala. A proposta foi aprovada, com voto contrário apenas de Luciane Carminatti (PT) - o cumpanheiro Neodi Saretta votou a favor.

    Para Knaesel o parecer foi resultado de “exaustivas negociações” e que os servidores do TCE trouxeram esclarecimentos sobre o reajuste. Ah tá!

     O argumento utilizado na CCJ para negar o aumento era de que uma lei aprovada no final de 2009 já havia incorporado o antigo auxílio-alimentação dos funcionários do TCE, de cerca de R$ 1 mil, aos salários.

    Contas de LHS
    Nessa novela que envolve ameaças, chantagem e pressão de todos os lados, um fato parece ser de crucial importância na hora da decisão sobre o aumento que o TCE quer: as contas do último ano (2010) do governo Luiz Henrique da Silveira.

    Essa é uma das "cartas na manga" que o Tribunal de Contas tem para usar no momento oportuno. Julgadas em abril de 2011, com 19 ressalvas e 21 recomendações, as contas até hoje não chegaram ao conhecimento do contribuinte. Por que?

   Esse resultado provavelmente está sendo usado como peça de troca. É assim que funciona. Nada justifica contas julgadas em abril e mantidas até hoje sob sigilo, ainda mais que já se sabe a quantidade de "ressalvas" e "recomendações".

   Isso é escandaloso! É uma vergonha!!!!!!

   Nós, contribuintes, queremos saber dos rolos que o governador Luiz Henrique da Silveira fez com o nosso dinheiro!

    Chantagem
    Fora todas as pressões, expedientes usados por auditores e fiscais do TCE, deixam bem claro o nivel da brigaçada que acontece nos bastidores desses órgãos que nós, reles mortais, nem imaginamos. É uma briga de foice no escuro, tudo em benefício próprio.

     Um órgão que é encarregado de fiscalizar para onde vai o nosso dinheiro, acaba usando as informações que detém para um jogo de toma lá dá cá nada republicano.

    E-mails recebidos por deputados e pelo presidente da Alesc, Gelson Merísio, oriundos de fiscais e auditores do TCE, comprovam o nível de chantagem usado por funcionários públicos em benefício próprio.

    Leiam abaixo os e-mails ameaçadores e chantagistas:


   Nelson Jvlle deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ESCÂNDALO: a chantagem do TCE para conseguir aumen...": A coisa escapou ao controle. Não há mais o menor prurido moral nesse pessoal que, copiando o exemplo dos marginais menores (assaltantes, latrocidas e traficantes) não estão nem aí para os rigores da lei, pois sabem que essa já foi pro brejo ha muito tempo.
Essa infelizmente é a situação do nosso povo.
Fazer o que? diriam alguns.
Bem, o bravo pessoal da Barra da Lagoa, seguindo sua cultura ancestral, já começou a dar o exemplo. E a história nos mostra que, sempre que uma civilização ou cultura coloca a justiça em segundo plano, algo acontece.
Sociólogos de plantão, estudem bem o caso da Barra da Lagoa. Pode ser o início de algo bem maior.

6 comentários:

Anônimo disse...

Se a verdade fosse realmente exposta seria dito que as datas dos e-mails são de 24 de agosto de 2011, ou seja, mais de 4 meses atrás. Muito antes de qualquer votação do Projeto (dezembro de 2011).
Ainda, se fossem lidos os e-mails na íntegra, sem sensacionalismo, se veria que o texto não traz qualquer ameaça.
Se este blog prega a moralidade e a hosnestidade, deveria também preservar as informações de forma condizente com o contexto.
Inclusive um dos e-mails sequer fala do Projeto Lei, pede apenas transparência na ALESC e em site, coisa que é pública e notória que não existe lá, basta procurar uma Resolução interna e que trate dos servidores daquele órgão.

Anônimo disse...

Meu Deus, parece quadrilha. Cadê a grande imprensa que não se manifesta, já que o TCE está aí para verificar as contas de governos e não faz o seu serviço corretamente. Cada vez está mais parecido com Tribunal "faz" de Contas.
Abraços, Rogério.

Anônimo disse...

Um servidor que não sabe nem escrever a conjugação correta do verbo exigir na primeira pessoa (exigo, ao invés de exijo) e ainda sai com um "devido ao mundo globalizado que vivemos" (sic), tá ganhando muito bem, qualquer que seja o salário pago a ele. E ainda quer e exige aumento de salário um barnabé desses. Fico pensando qual a qualidade do serviço público prestado por esse tal de Renato Costa, que se diz Auditor Fiscal de Controle Externo do TCE. Nós, contribuintes, não merecemos isso.

Anônimo disse...

Olha caro blogueiro, sou meio leigo quanto as matérias de direito,nõ caberia uma ação civil ou sei lá o que contra este projeto que foi aprovado.ESTES MARGINAIS travestidos de auditores não estão recebendo em duplicidade.que absurdo é este?Inclusive temos deputados que fazem parte do quadro do TCE, não é legislar em causa própria?.como disse sou leigo mas estou revoltado com o descaso deste desgoverno e estes deputados de me*** com outras categorias do funcionalismo em vantagens aos que podem lhes causar problemas.Isso deveria ser investigado absurdos deste tipo não podem acontecer.MEU DEUS será que não existe um politico decente para botar a boca no trombone.que ELE nos salve desta corja.

Anônimo disse...

Prezado Canga, tu que és um homem digno e honesto, gostarias de ser citado indevidamente em algum lugar? Tenho certeza que não. A honra é uma coisa a ser preserva, não achas? Por isso, como assíduo leitor do teu blog peço que leia com imparcialidade os e-mails dos servidores do TCE publicados (um a um), citados indevidamente, pois são servidores com trajetória combativa à corrupção, assim como você. Labutam em prol do bem comum, podes ter certeza e isso incomoda muita gente que só quer tirar vantagens das coisas públicas. Deverias conhecê-los de perto, entre em contato com eles. Pessoas de boa reputação! É bem provável que o teu informante queira atrelar os servidores do TCE aos fatos diversos da politicagem catarinense e da troca de favores que é comum neste meio. Ressalto que os servidores citados sequer trabalham com fiscalização em órgãos estaduais (assim não fiscalizariam ALESC ou qualquer outro órgão do Estado). Precisamos ser coerente e devemos separar o joio do trigo. Os e-mails são claros e suas datas também. Em nenhum momento foram ofensivos ou ameaçadores. Quem sabe tu pesquisas com teu informante que por que lançou apenas 3 e-mails selecionados, quando foram mais de 15 de diversas pessoas? Por o mais incisivo não foi postado? Acho que o interessante o teu informante era outro, Canga!

Anônimo disse...

um servidor de qualquer escala(principalmente os la de cima)dos tribunais de contas reclamam de salarios,o que eles fazem? as contas dos entes estão sendo julgadas com mais de 10 anos de atrazo, e nós o que fazemos? quem quizer tomar conhecimento é só entrar nos sites que estão lá pra todo mundo ler.