domingo, 18 de dezembro de 2011

"Silent Night"

Peguei no FB da Marili...muitoi bom!


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Ao Mosquito, um homem chamado Amilton Alexandre.

    Em 1979, Novembro, ele foi para as ruas da capital protestar com muitos outros contra a ditadura e seus abusos. Pedia legalidade, justiça, decência e democracia. Ele não cobrava nada. Não era assessor de imprensa governamental, não trabalhava em nenhum tribunal e não corrompia o fiscal. No desespero financeiro ela pedia: Se quiserem ajudar a manter o blog no ar, depositem na agência tal, da instituição financeira qual.

    Ele não tinha vergonha de mostrar sua vida, suas dificuldades e a hipocrisia do Estado de Direito atual. Ele não tinha medo de falar do desembargador que comia criancinhas e não era comunista. Do conselheiro que roubava em razão da função. Nem do prefeito a quem chamava de corrupto e repetia na frente da juíza a afirmação. Não poupava o deputado que gostava de cabrinhas, nem a família que é dona da televisão. Quando ele chamava alguém de filho da puta, ele apenas repetia o que muitos de nós fazemos no segredo de nossos gabinetes.

    Ele foi um jornalista. Publicou o que ninguém publicaria. Não temia as consequências. Lutou até o último minuto em que deve ter perguntado: Como derrotar a corrupção, sozinho e desarmado? Como vencer sem a
ajuda dos omissos, meus possíveis aliados? Como quebrar essas estruturas
cínicas e detentoras formais do poder?

Amilton Alexandre é um símbolo em Florianópolis. 


Leitor que não quis se identificar.
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Uma graça...

Peguei lá no PutzGraça!!!!

    No Brasil, até o meio do século XX, todas as prostitutas estrangeiras eram "polacas".
Não eram. Muitas eram francesas.
    Vá virando as páginas do livro e veja se consegue distinguir as duas nacionalidades.
    Puxe as página com seu cursor. Mas, paciência, as moças às vezes relutam aparecer.
    Clique aqui para ver esse INTERNET NOTA10 agora.

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Crônicas do Irani (5)

Thomaz Fabrício das Neves com a família na década de 1920. Acervo: Vicente Telles. Reprodução: Celso Martins. Thomaz, irmão de José Fabrício das Neves, foi processado, preso e inocentado após o combate. Morreu em Coronel Domingos Soares-PR
          Personagens do Combate de 1912
  
Por Celso Martins
Alguns personagens do Combate do Irani precisam ser lembrados.
É preciso que se repare a injustiça feita contra essa gente, acusada de tudo de ruim que se possa imaginar.
São pessoas que nada mais fizeram do que defender as terras de onde tiravam o sustento de suas famílias. Não eram marginais ou bandoleiros, mas passaram à história como se tivessem sido.
Estamos falando de pessoas cujos descendentes ainda residem no Irani e região, ou foram para o Sudoeste do Paraná e outras áreas.
Muitos tiveram que adotar outros sobrenomes, como os Antunes das Neves, descendentes diretos de José Fabrício das Neves que residem em Pinhão-PR. O mesmo fizeram alguns filhos de Thomaz Fabrício das Neves, irmão de José, na região de Palmas.
Em relação a José Fabrício das Neves vimos sua parceria com José Maria e seu papel destacado no Combate. Vamos ver a seguir sua presença no restante do Movimento do Contestado.
Sabemos que nasceu na região de Passo Fundo-RS, onde aos 13 anos participava de combates da Revolução Federalista (1893-1895), ao lado dos maragatos. Foi emboscado e morto em 1925. A sepultura pode ser visitada nas margens do rio Irani, no município de Vargem Bonita.
Fornecemos a seguir uma espécie de “lista” de alguns indiciados no Inquérito que gerou o Processo do Irani, aberto em Palmas no dia seguinte ao do combate. São vários objetivos ao se enfatizar a “lista”. Em primeiro lugar destacar os combatentes de uma luta pela terra, amparados na fé católica e na religiosidade de São João Maria.
Em segundo estimular os descendentes destas pessoas a contribuir com a memória do combate. Muitos não o fazem por vergonha desse passado, mas a maioria por não saber dar o devido valor a uma fotografia, uma carta, uma oração, uma lembrança dos mais antigos ou relatos ouvidos na infância.

A “lista”
José Alves Perão, conhecido por José Felisberto, foi participante ativo e uma espécie de braço direito de José Fabrício, antes, durante e depois do combate. Seu irmão Elizeu também participou. Havia outro irmão, Desidério, e a mãe deles, dona Joana. Os Perão têm origem na Argentina com o sobrenome Perón, depois aportuguesado. Existe a versão Perone ligada ao mesmo Perón/Perão.
A família Belchior também esteve presente, como Cândido, Antônio, João e Manoel.
Bento Manoel dos Santos era o chefe de numerosa família. Conhecido por Bento Quitério. É referido por vários historiadores, pois foi ao lado da sua casa que João Gualberto montou a metralhadora. E foi onde também morreu. Um filho de Bento, Felipe, morreu em combate e foi sepultado no antigo cemitério do Irani. Outro filho, Alfredo, teve participação ativa. Saturnino Manoel dos Santos, irmão de Bento, também estava no combate.
O coronel da Guarda Nacional Miguel Fragoso, paranaense estabelecido no Engenho Velho (Concórdia), e antigo maragato, se deslocou ao Irani com dezenas de homens armados em socorro de José Maria. Mais tarde um filho de Miguel, Chico Fragoso, morou e se casou no Irani. Seus descendentes estão em Coronel Domingos Soares e Palmas.
Outros Fabrício das Neves são: Miguel (tio de José e de Thomaz). Thomaz, irmão de José. Clementino (secretário de José Maria), Antônio (possivelmente o pai de José e Thomaz). Gabriel Fabrício das Neves não foi indiciado, mas seu nome é citado como apoiador por Maurício Vinhas de Queiroz. O mesmo acontece com o pai de Antônio Martins Fabrício das Neves, a quem nos referimos em Crônicas do Irani 2.
Os Lemos também estiverem presentes no combate, como Francisco e João Lemos.
Sobre várias pessoas não encontramos maiores referências ou descendentes, como: Firmino Sapateiro, Luiz (indicado como filho de João Luiz), João Venerando, Paulo Ramos, Estanislau Borges, Raphael de Brum, Sÿnfronio Honorato do Canto, Sebastião Lageano, Sebastião Vicente, Sebastião Baiano, Venâncio Lageano, Veríssimo de Faria, Benedicto Teixeira Guimarães, Emiliano Glória, João e Joaquim Bello, Joaquim Antônio Santiago, Mathias Ermelindo, Manoel Barreto, Francisco Maria, João Vermelho, Joaquim Germano, Joaquim Gomes e José Clementino.  Muitos desses homens podem não ser do Irani e seu sertão, Queimados (atual Concórdia).

A história
É preciso esclarecer que nem tudo na História é permanente e definitivo. Existem problemas a serem resolvidos. Que a Guerra do Contestado aconteceu ninguém duvida, está fartamente provado e documentado, guardado na memória, mas quando passamos para as suas causas surgem os problemas.
Como toda ação humana, escrever é um ato cultural, uma construção, um parecer a partir das fontes, informações reunidas e da visão de mundo/ideologia do autor que condiciona o enfoque. 
No caso do Contestado vamos citar uma seqüência de expressões e adjetivos dos que escreveram sobre o tema, esclarecer do que estamos falando.

Setembrino de Carvalho, 1915
Fanáticos, inimigo, bandoleiros, carolas, criminoso aldeamento, banditismo, ousadia feroz, movimento revolucionário, matutos, jagunços, desordeiros, sedição, populações ignorantes, fanatismo funesto, antros criminosos, falsa religião, segregados dos centros de civilização, hidra da anarquia, perturbadores da ordem republicana, patrícios transviados da lei.
Demerval Peixoto, 1916
Afamado antro de bandidos, facínoras, degenerados, índio feroz, entes desgraçados, covil afamado, entes desgarrados, aluvião de infelizes, irmãos enlouquecidos das selvas, matutada, brasileiros transviados, movimento de bandoleiros, astuta matutada. Sertanejo semi-bárbaro, esqueléticos caipiras, combatentes pecadores, meliantes, tabaréus, malfeitores, traiçoeiros e sanguinários. 
José Herculano Teixeira d’Assumpção, 1917
José Maria: perfeito farsante, pseudo-irmão de João Maria, pseudo-asceta, inteligente, desertor, satisfazia seus cúpidos desejos em algumas ingênuas donzelas sertanejas.
Oswaldo Rodrigues Cabral, 1979
Grupo de sertanejos, fé exaltada e desviada da ortodoxia católica, monge ignorado e ignorante, sertanejos rudes, monge estranho, fanatismo, doutrinas sediciosas, rebelião, crime, loucura, sertanejo rebelado, fanatismo religioso, doutrinas subversivas, bando de rústicos, bando de fanáticos, jagunços. Sobre José Maria: impostor, taumaturgo. 
Maurício Vinhas de Queiroz, 1981
Homem, curandeiro de ervas, sertanejos, messias, ajuntamento de povo, discípulos, místico retorno, acampamento religioso, adeptos de José Maria, ninho de guerrilheiros, movimento messiânico do Contestado, massas camponesas, direito de terras.
Ivone Gallo, 1999
Movimento popular, eremita, andarilho, profeta, curandeiro, milenarismo, revoltosos, rebeldes, excluídos, guerra sertaneja, caboclos, lideranças do Contestado.
Delmir Valentini, 2003
Sertanejos, José Maria e seus seguidores, movimento, fraternidade, líderes, exaltação mística, sonho da convivência fraterna, pessoas nos redutos, comandante José Maria.
Paulo Pinheiro Machado, 2004
Sertanejos seguidores do monge, lideranças sertanejas, movimento social do Contestado, características místicas, exaltação milenar, messianismo, líderes do reduto, movimento rebelde. (Por Celso Martins, outubro de 2011)


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Committee to Protect Journalists

Estimado Sr. Rubim:

Trabajo con el Committee to Protect Journalists (Comitê para a Proteção dos Jornalistas  o CPJ), una ONG radicada en Nueva York que se dedica a defender la libertad de prensa en todo el mundo.  Le pido disculpas por escribir en español pero no hablo portugués, espero que podamos comunicar en “porteñol.” Le escribo porque estamos investigando el caso de Amilton Alexandre y intentando averiguar si es un caso que debemos tomar. Hemos leído sus comentarios en su blog sobre su muerte y queríamos saber si Ud. tiene más información sobre el caso? Además, queríamos preguntar si tendría los datos de Izidoro Azevedo dos Santos, el abogado de Alexandre. Parece que tiene otra opinión sobre el caso?

Le agradezco mucho la ayuda. Desde ya muchas gracias.

Saludos,
Sara Rafsky

Sara Rafsky
Committee to Protect Journalists
Americas Research Associate/ Investigadora Asociada, Programa de las Américas
330 7th Avenue, 11th Floor
New York, NY 10001
srafsky@cpj.org
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João Bittar

    O fotógrafo João Bittar morreu neste domingo em São Paulo, aos 60 anos, em decorrência de um infarto fulminante. O João foi amigo comum meu e do jornalista Dario de Almeida Prado Jr.
   Em São Paulo, onde Dario foi morar na casa do João, protagonizaram uma festa que durou 6 meses!!!!! A primeira fase durou 15 dias e depois engatou...6 meses!
   Nascido em São Paulo, em 14 de março de 1951, Bittar começou a fotografar ao 17 anos. Trabalhou nos principais veículos de informação do país, entre eles a Folha, "Diário de S.Paulo", "Veja", "Exame", "Gazeta Mercantil", "Época" e "IstoÉ", entre outros.Mais aqui.

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Mosquito: a última carta

     Caros leitores, vai aqui um relato dos acontecimentos que vivi desde a notícia da morte do Mosquito na tarde do dia 13 de dezembro de 2011. 
    Espero dar um tempo no assunto pois já estou até os tubos de tanto receber mensagens e escrever sobre isso. Desde o acontecido não consegui mais blogar direito, fiquei triste, chocado e não estou dando conta de responder as centenas de e-mails e comentários que chegam na minha caixa postal.
     Tem muita gente me citando como herdeiro do Tijoladas coisa que não sou e nunca pretendi ser. O Cangablog é anterior ao Tijoladas e sempre teve a marca da irreverência e da denúncia com nome e sobrenome dos bandidos que se instalaram no poder em Santa Catarina. Isso vai de Luiz Henrique da Silveira até a ave de arribação que transformou a prefeitura de Florianópolis num grande balcão de negócios, o prefeito Dário Berger.
    Continuarei o meu trabalho de investigação e exposiçãos dos bandidos. A morte do Mosquito é uma perda para nós que estamos ao lado dos cidadãos honestos e pessoas do bem.
   Com toda a sua virulência e agressividade, o Mosquito era uma pessoa do BEM!
   Uma perda lamentável.

   O relato
   Domingo há noite (11) por volta de 00:30h o Mosquito me contactou pelo sms:
- Canguita, vou te mandar um texto
   Pensei que fosse algo para publicar no Cangablog, já que ele havia fechado o Tijoladas (e não a justiça, como ele colocou) e já me preparei para "cortar" alguma ofensa ou algo do seu estilo.
   Demorou um pouco e cobrei dele:
- Porra, manda de uma vez que daqui há pouco vou ver um filme e desligar o computador.
-Já foi. Abraço! me disse.

   O que recebi foi um pedido de ajuda, uma carta de amigo para amigo. Um pedido de ajuda pensando no futuro. Pedia ajuda para conseguir emprego. Pensava para a frente. Em momento algum essa carta me passou a idéia de que, algumas horas depois, o amigo estaria morto. Daria cabo da sua vida.
    Publico-a por achar que esta foi a coisa mais simples, sincera e real que o Mosquito já escreveu.

A carta:
 Canquita (sic)

Aqui é o incorrigível Musca!

O cara que atolou o pé na lama e não sabe como sair.

A barca era boa, só que fui fundo demais. Atravessei o caminho. 

O blog fez sucesso ficou famoso e eu sempre sem lastro economico ia levando. Outro dia fui ver e tinha passado meses com R$ 500 pila. Porra mais me dedicando. Fui ver agora, minhas roupas acabando, eu com uma filha de 11 anos, que praticamente não coonvivi.

Porra e minha ficha demorou a cair.
Só sobrou  casa e eu pensando que dava para viver pagando agua luz e comida.
A conta chegou.


Estou sozinho, minha familia não quer saber de mim. Eu também pouco olhei pra eles.
Pior minha saúde já não é essas coisas. Fiz um estrago grande que atinge minha capacidade de encontrar uma saída.

Deixando de vaidades, estou me abrindo para vc.
Preciso de trabalho CANGA, em empresa de amigo, não quero cargo politico. Prestar algum trampo remunerado.
Qualquer trabalho  ligado a administração, ou mesmo prestação de serviço.
Tens uma rede e gostaria que vc usasse. Muita gente se beneficiou das tijoladas, e nem cobro por isso.


Nesse momento to querendo um norte.
Uma coisa concreta. Minha filha entrou na parada. Não dá mais.
Um abraço

Musca


    Bem, li a carta e o que me chamou a atenção foi a forma do texto. Me parecia tão desafetada, sem nenhuma carga de virulência, sem nenhuma acusação, sem nenhuma tijolada. Apenas um pedido de amigo. Tinha ali uma humildade surpreendente. Um pedido de socorro sem desespero. Não consegui distinguir se era uma serenidade no meio da loucura ou falta da energia sugada pelo violento embate que travava dioturnamente contra seus algozes.
    Na terça-feira à tarde, recebo um telefonema de um amigo comum e fonte (quente) do Mosquito, dizendo que estava preocupado pois o mosquito havia telefonado e ele não pode dar atenção a ele no momento. Mas que estava muito preocupado.
    Terça-feira, 18:30h chego na Kibelândia e recebo um telefonema do amigo Izidoro dos Santos:
- Mosquito foi encontrado morto, enforcado

   Perguntei de onde a informação e o Izidoro me deu o nome e telefone da fonte, que havia telefonado pedindo o meu telefone.
   Liguei imediatamente para o Gonzaga, chefe da segurança do condomínio Pedras Brancas, onde o Mosquito tinha a sua casa. O Gonzaga era seu amigo e vizinho há muito tempo.
   Falou que estava na casa do Mosquito e me descreveu a terrível cena. Perguntei como havia descoberto e ele disse que um padre havia ido até a casa do Mosquito a pedido de um amigo de Itajaí que não estava conseguindo contato com o blogueiro há dois dias.
    O padre encontrou o Mosquito, já morto, e foi a casa do Gonzaga para chamar a polícia. Enseguida chegou uma viatura com dois PMs e mais tarde a perícia. Duas equipes, uma do delegado Attilio Leme, de Palhoça, e outra do Departamento de Inteligência e Investigação do SSP, destacado pelo secretário de segurança.
    O Gonzaga não soube me dizer quem era o padre que havia sido o primeiro a chegar na casa do Muska e nem o amigo de Itajaí que acionou o padre. Isso não fechava. Fiquei intrigado e achei bastante estranho pois o Mosquito nunca me falou destes personagens.
Pedi ao Jerônimo Rubim, meu filho, que investigasse que eram os dois. dentro de pouco tempo tínhamos a resposta: o amigo do Mosquito de Itajaí se chama (entre no blog do Nahor) e era amigo do Muska há bastante tempo. Nahor pediu ajuda ao Pe. Elizandro, que trabalha em uma paróquia de Palhoça.
 Nahor relata em seu blog:
    O fim: como não havia mais postado nada há alguns dias e seu celular estava desligado, pedi a meu amigo Pe. Elizandro, que trabalha em uma paróquia de Palhoça, que fosse até sua casa. Pe. Elizandro me ligou dia 13/12, às 17h20, dizendo que encontrou Mosquito sem vida enforcado em sua casa. 

É isso!!!!
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Da amiga...

Marize Lippel deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A ÚLTIMA TIJOLADA":

     O mundo hoje ficou mais triste, a vida deixou de sorrir. Dia 13, e não poderia ser em outro dia cabalístico, sendo o Mosquito, o Universo arrancou de nosso convívio um amigo querido.     Conheci Alexandre em épocas duras, onde a Ditadura Militar em nosso país impedia ferozmente qualquer pessoa de se manifestar. Ele era tão irreverente como hoje e incansável militante na luta pelas liberdades democráticas. Pagou duro por isto, sendo perseguido por muitos e por muitos anos. Foi graças a esta eterna irreverência, que muitos hoje podem postar seus comentários e podem se manifestar livremente. Mosquito, como nós, amigos o chamamos, era um militante eterno e vigilante contra corrupção e a hipocrisia reinante em nossa corte palaciana fantasiada de democracia.
    Muitos se sentiram incomodados com seus comentários, muitas vezes irreverentes e corajosos, porém certeiro a quem queria atingir. Para isso servem os eternos militantes. Seus gritos foram aclames desesperados para que o povo não se acovarde e não se acomode frente à luta incansável contra corrupção. Mosquito, imprescindíveis são aqueles como tu, que como ser humano se equivoca, mas nunca desiste de lutar. 


Renato Souza deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Da amiga...": Alguns esquerdistas de ontem, que tempos atrás lutavam contra a mão de ferro de uma ditadura, hoje fazem um governo de direita mais forte e cheio de rancor que seus antigos algozes.Estes tais que num passado não muito distante se juntavam aos bandos contra a tirania de um regime vergonhoso, agora pensam diferente, porque mudaram? o que será que mudou? Em que esquina ficou aqueles ideais.
O poder nos vicia e muitas vezes também cega, Triste cena para ser deixada como referência aos nossos. 


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