sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Colombo na América - Parte III

Miami/Urgente
Arlindo Vermes* (vermes@vermes.com) Correspondente Internacional Terceirizado

    Hoje, sob temperatura amena e respirando a brisa do mar, Raimundo Colombo demonstrou mais uma vez sua grande capacidade de projetar o futuro. Participou de encontros com a MIAMI HOUSING LTD. - a maior construtura da Flórida - especializada em projetos de espaços abertos.
    Discutiram os novos condomínios residenciais para o Jurerê Internacional, o Moçambique e o Campeche. Projetos arrojados e de extremo bom gosto. Exclusivo para novos ricos. New rich projects, explicou o assessor. 
    Numa demonstração magnífica de planejamento urbano, Colombo disse que seu antecessor, LHS (o homem de visão oblíqua, mas visível) já usava helicópteros em 2003, prevendo o caos na mobilidade urbana da Ilha. Continuou dizendo que o Tribunal de Contas de SC, Court of Accounts - traduziu o assessor - está inaugurando um novo prédio em downtown (desta vez não foi necessária a ajuda do tradutor) com heliporto para sete aeronaves estacionadas. Vários diretores da Miami Housing estupefatos perguntaram: Why?
    De pronto, Colombo respondeu: They need money. Então, mais uma vez, num raciocínio helênico e socrático, o Bira explicou: - As verbas orçamentárias previamente empenhadas na rubrica 013.59.00987/11, na modalidade de contingenciamento financeiro retido em caixa, não são suficientes para honrar a folha do TCE. Então, resolveram alugar o heliporto para gerar receita líquida extra orçamentária. Foi um cair de queixos geral. Fantastic disse um. Incredible disse outro. Aí, Colombo arrematou no melhor estilo serrano: - E se vocês construírem os condomínios nas nossas praias, daremos os helicópteros como incentivo do Programa Voa Santa Catarina e vocês podem usar a estrutura do Tribunal de Contas.  
    Imediatamente um dos sócios da empresa Miami Housing Ltd. ligou para a Mosquitoflyers Aerospacial em Los Angeles e encomendou, já por conta das verbas do programa Voa Santa Catarina, doze aparelhos com capacidade para 8 pessoas cada. A Arrows, empresa de distribuição de combustíveis com escritório de representação em Balneário de Camboriú, será a fornecedora oficial da frota.

    Aí, com o dia praticamente ganho, Colombo e seu assessor, o Bira e este correspondente, foram jantar e degustar uma Don Pérignon.
    Quando chega o garçom, de cara oferece Fresh Crabs from the North Atlantic. Colombo olha para o assessor e ele, com as sobrancelhas levantadas diz: Siri inglês, governador.
E assim foi mais um dia de trabalho do Raimundo na América.

*Arlindo Vermes é enviado especial do Cangablog a Miami. Todas as despesas de passagens, estadia e alimentação são pagas por esta empresa. (Não entendemos esse jantar, com Don Pérignon, que o Arlindo foi).

L.A. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Colombo na América - Parte III": Quanta criatividade, parabéns! 

Carlos deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Colombo na América - Parte III": Fantástico, Canga!! Demais!!
Calos Barbosa 

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom, só faltou agora a Família Amin que vai apoiar o colombo pra fechar com chave de ouro.

Anônimo disse...

"Mosquitoflyers Aerospacial" ?. Sei não... . Tá parecendo mais o " serviço público" prestado pelo avião de rosca de uma certa polícia.