quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Floripa: uma ilha fecal

    Abandonaram a Ilha!

Foliões transformaram a victor Meirelles em mictório público
      A administração de Florianópolis capitaneada por Dário Berger pouco se preocupou com a preservação, com a saúde e com as belezas naturais, o maior tesouro da capital.
    Ao contrário, nesses anos todos de poder se preocupou em fazer negócios, política e trampolim para novos cargos eleitorais.
    Essa bola esta sendo cantada há anos. - Eles vão matar a galinha dos ovos de ouro! Frase comum nas ruas de Florianópolis. Estão matando mesmo!
    Desde a "Operação Moeda Verde" - quando a Polícia Federal prendeu vereadores, presidente da Câmara, empresário do setor hoteleiro e funcionários públicos envolvidos em falcatruas de licenciamentos ambientais e propinas que permitiram o avanço da especulação imobiliária na Ilha de Santa Catarina - que a população da capital sabe que existe um plano de destruição em andamento. Aprovar construções sem um mínimo de infra-estrutura. Ocupar, vender o mais rápido possível é a idéia. Uma indústria movida a propina para vereadores e prefeitos.
    O sonho é contruir aqui uma Miami de concreto bem ao gosto dos novos ricos que se fizeram com dinheiro público e exalam suas breguices, exibicionismos e mau gosto por todos os lados.

Poluição
    O último relatório ambiental da Fundação do Meio Ambiente (FATMA) é um tapa na cara da população. Em cada três pontos analisados nas praias de SC, um está impróprio para banho. Estão todos contaminados com colifórmes fecais: merda!
    Um total de 64 pontos contaminados em 195 monitorados. A média já foi maior na segunda quinzena de janeiro, quando 66 pontos de praias de SC foram considerados sujas e poluídas.
    O que era impensável aconteceu: nas praias de Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus, Jurerê, Daniela e Cacupé, badaladas praias do norte da ilha, a quantidade de pontos poluídos aumentou em relação à última semana.

    DENÚNCIA NO CAMPECHE
    Na praia do Campeche as permissões para edificações ilegais continuam a passos largos. A construção de um condomínio de edificios de 14 blocos à beira-mar deve render uma bela denúncia nos próximos dias. Os prédios teriam sido construídos em terrenos de posse e até agora não foram legalizados ou transformados em escritura pública. Isso e outras irregularidades estariam impedindo a liberação do "habite-se", documento que atesta que o imóvel foi construído seguindo-se as exigências  estabelecidas pela prefeitura para a aprovação do projeto.
    Outro problema sério que estaria acontecendo é que com o esgotamento do lençol freático, prática comum em construção de prédios por aqui, teria acontecido um problema de adensamento em um dos blocos que já teria adernado alguns centímetros. Coisa séria. Tragédia anunciada!

    Fique atento não ocupe
    Vários proprietários de apartamentos comprados na planta estão impacientes para ocupar seus imóveis mas não conseguem a escritura. Suspeita-se que a obra teria financiada com dinheiro do programa Minha Casa Minha Vida, o que seria ilegal pois o governo federal não pode financiar área de posse.
    Imóveis que não têm a certidão do habite-se perdem o valor na hora da venda, pois estão na condição de irregulares perante a prefeitura. Carnês de IPTU também não significam que o imóvel esteja regularizado. Normalmente a prefeitura elabora o cadastro das construções irregulares somente com o objetivo de arrecadar impostos.

    O abandono do centro 
    O carnaval no centro da cidade foi a maior prova da falta de planejamento e abandono da cidade por esse negociantes que conseguiram a maioria dos votos de gente que acreditou em suas demagogias e promessas. Coisa de ignorantes.
    Com a mudança do tradiconal carnaval em volta da Praça XV, a administração conseguiu transformar o centro de Florianópolis em um rio de urina e numa fedentina que dura até hoje quando o sol bate com força.
    Cerca de 90 mil pessoas teriam se concentrado ao redor da Praça XV de Novembro no sábado de Carnaval. Ali não havia música nem banheiros químicos, estava tudo concentrado na "Cidade do Carnaval", idéia de jerico que não funcionou. Somente em frente o Mercado Público havia equipamentos e som.
    O resultado está aí abaixo nas fotos, tudo o que está molhado é mijo:

Fotos: Mauro Thezainer

Calçadão da Victor Meirelles: Rua do mijo!





Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Floripa: uma ilha fecal":
Tu ainda não sabe que boa parte da população local só pensa em faturar com imóveis? Quem não conhece várias famílias inteiras em que tudo o que têm veio de negócios imobiliários? coisa boa, sem força, ganham uma baita grana. Aliado ao sonho de trabalhar como funcionário público, isso é a vida que muita, mas muita gente por aqui deseja... Daí como é que vai acontecer alguma mudança? a própria população age para a especulação imobiliária continue firme e forte


L.A. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Floripa: uma ilha fecal":
Esse ano saí no Bloco dos Sujos. Estranhei sua localização, mas entendi que os proprietários de grandes clínicas, supermercados e restaurantes ficaram contentes de o tumulto não passar em suas portas, enquanto o patrimônio histórico ia sendo depredado. Faz todo o sentido, levando-se em conta a lógica que rege Florianópolis, não? Enfim. Enquanto estive na festa, tive duas vezes de usar o banheiro. Como me recuso a mijar na rua, da primeira vez fiquei um ano em uma fila para usar um dos raríssimos banheiros químicos (mais especificamente em frente ao Palácio Cruz e Souza, que eu fico imaginando o estado em que deve ter ficado no dia seguinte...). Os banheiros não eram utilizados só por dentro, vale lembrar: as paredes externas também eram banheiro para quem quisesse. Encarei a fila. Mais tarde, quando eu e meus amigos nos concentrávamos próximos ao Miramar, fui até o Camelódromo (o antigo, sabe?) pra usar o banheiro lá. Dois pila, mas tamo aí. Mas isso é obviamente um pequeno detalhe diante de todas as ações que estão sendo tomadas para destruir a cidade. A especulação imobiliária doentia, bem retratada neste post, é talvez hoje o principal problema. A prefeitura abdica de seu papel de controlar e ordenar o crescimento da cidade, e deixa que o fenômeno fique nas mãos da iniciativa privada (nem sempre ou quase nunca honesta e legítima).

 cinthia deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Floripa: uma ilha fecal":
canga,
discorddo deste post. dario berger foi eleito pelo VOTO direto, alias REELEITO prefeito de florianopolis, apos ter sido prefeito 2 vezes em SJ!!! portanto o povo é conivente com TODA esta situaçao. CHEGA de passar a mão na cabeça das pessoas " ah coitados" o povo nao sabe(...) etc etc. sabe sim. basta ver como nos comportamos no dia a dia ( furando filas, andando pelo acostamento das estradas, nao devolvendo o troco indevido na padaria, sonegando informaçoes no imposto de renda) e por ai vai. e chega de dizer que nao ha opçoes. ha. poucas mas ha.se nao tem va. entao caro canga , administraçao atual é a cara da maioria. saudaçoes. 



Nelson Jvlle deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Florianópolis: ilha fecal": Sr. Rubim,
Vamos ver quanto tempo o prefeito Dário levará para vir a público e explicar à população que a culpa não é dele, e sim da Ângela e do Espiridião... 



L.A. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Floripa: uma ilha fecal":
É meu caro Canga , o carnaval terminou , restando um rio de urina, na rua com nome de um pintor que retratava outro Brasil. Nos bastidores da passarela do samba(sic) Nego Quirido, os medalhões da política catarinense - a esquerda e a direita - negociavam postulantes e cargos, comissões e apadrinhamentos, o que retrata que o horário eleitoral nos deixará na M... novamente. Que exorcizarmos esta escória política de nossa vida, depositando estes canalhas na Estação de Tratamento de Esgoto na cabeceira insular? Garanto que o odor, seria pior que a urina do povão que não tem mictórios e um minimo de urbanidade, resultado do descaso com a educação no Brasil. Falta de educação, ausência de cultura, problema na cidadania.
Que o esgoto produzido no carnaval, seja um retrato que chame a atenção contra os péssimos gestores que governam nossa cidade, Estado e País. 


cosmonauta deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Floripa: uma ilha fecal": Esta aí um texto que certamente não se encontra nos jornalões do PIG. Porque fala a verdade. No pouco tempo que vivo em Florianópolis, por razões profissionais, já posso concluir honestamente: esta cidade não possui administração pública. Aliás, é incrível que Florianópolis seja uma capital, pois está mais para um balneário, daqueles que só lembram no verão. O que eu percebo é que o sonho da "Ilha da Magia" só se encontra na cabeça de cada um. A especulação imobiliária agressiva, a corrupação e a ineficiência generalizadas do poder público local, a apatia histórica da população estão acabando com esta ilha. O que se consegue esporadicamente é romper a mordaça da informação monopolizada, como fazia Mosquito de forma radical. Contextualmente, quase todas as capitais brasileiras estão passando por um processo de caos urbano. O problema particular aqui em Floripa, é que este caos está significando o fim de um lugar privilegiado pela natureza e, logo ali na frente, a pouca qualidade de vida estará definitivamente ameaçada. A política catarinense ainda vai demorar para sair do fosso onde se encontra, e acho que isso só vai acontecer quando os próprios cidadãos verem até onde a M* coletiva estará batendo.  

Felipe Gorges deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Floripa: uma ilha fecal": A mídia do Paraná, principalmente, fez duras criticas pela falta de banheiros públicos! Alertou que foliões que não quisessem usar a rua tinham que pagar em média R$ 10,00 nos bares e restaurantes!!

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Floripa: uma ilha fecal":
Pois é Canga, enquanto o povão é jogado para os cantos da cidade, sem educação, ausência de cultura e baixa cidadania, o resultado não poderia ser outro. A rua que tem o nome de um pintor famoso, que retratou magnificamente o Brasil de outrora, ficou redesenhada pela gestão de um bufão corrupto e seus asseclas.
Noutro canto, na famosa passarela do samba, a escória política e seus caciques, distribuindo sorrisos e fotos, mantendo negociações e negociatas para seus postulantes à cargos eletivos, com troca de favores, apadrinhamentos e pragmatismo , tanto a esquerda como a direita estão unidas na pilhagem do Estado brasileiro. Sugestão: Na próxima eleição , deveríamos depositar toda esta canalha política na Estação de Tratamento de Esgoto na cabeceira insular, na entrada de Floripa. Garanto que o odor seria putrefato, pior que a lavação urinária do povão. E viva a bestialização da política...a cidadania empobrece ...e a urbanidade desaparece. Este é um triste retrato do nosso futuro....
 

2 comentários:

cinthia disse...

canga,
discorddo deste post. dario berger foi eleito pelo VOTO direto, alias REELEITO prefeito de florianopolis, apos ter sido prefeito 2 vezes em SJ!!! portanto o povo é conivente com TODA esta situaçao. CHEGA de passar a mão na cabeça das pessoas " ah coitados" o povo nao sabe(...) etc etc. sabe sim. basta ver como nos comportamos no dia a dia ( furando filas, andando pelo acostamento das estradas, nao devolvendo o troco indevido na padaria, sonegando informaçoes no imposto de renda) e por ai vai. e chega de dizer que nao ha opçoes. ha. poucas mas ha.se nao tem va. entao caro canga , administraçao atual é a cara da maioria. saudaçoes.

Anônimo disse...

Esse ano saí no Bloco dos Sujos. Estranhei sua localização, mas entendi que os proprietários de grandes clínicas, supermercados e restaurantes ficaram contentes de o tumulto não passar em suas portas, enquanto o patrimônio histórico ia sendo depredado. Faz todo o sentido, levando-se em conta a lógica que rege Florianópolis, não? Enfim. Enquanto estive na festa, tive duas vezes de usar o banheiro. Como me recuso a mijar na rua, da primeira vez fiquei um ano em uma fila para usar um dos raríssimos banheiros químicos (mais especificamente em frente ao Palácio Cruz e Souza, que eu fico imaginando o estado em que deve ter ficado no dia seguinte...). Os banheiros não eram utilizados só por dentro, vale lembrar: as paredes externas também eram banheiro para quem quisesse. Encarei a fila. Mais tarde, quando eu e meus amigos nos concentrávamos próximos ao Miramar, fui até o Camelódromo (o antigo, sabe?) pra usar o banheiro lá. Dois pila, mas tamo aí. Mas isso é obviamente um pequeno detalhe diante de todas as ações que estão sendo tomadas para destruir a cidade. A especulação imobiliária doentia, bem retratada neste post, é talvez hoje o principal problema. A prefeitura abdica de seu papel de controlar e ordenar o crescimento da cidade, e deixa que o fenômeno fique nas mãos da iniciativa privada (nem sempre ou quase nunca honesta e legítima).