quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Florianópolis: Plano de destruição vem de longe


    Este anúncio da contrutora Ceisa estava na página 3 do encarte especial sobre habitação publicado no falecido jornal O Estado em agosto de 1973.
    Olhando o "reclame" e vendo a cidade hoje, percebemos que o plano de destruição do patrimônio histórico de Florianópolis já vinha de longe e fazia parte do pensamento das elites empresariais de Florianópolis.
    O anúncio da Ceisa é uma coisa estarrecedora. Uma empresa de publicidade foi contratada para escrever isso. Eles lamentam que irão destruir algo que reconhecem como de valor histórico para em seguida afirmar que o progre$$o é inexorável.
    É i$$o que está escrito ali!

    Ouro Preto, em Minas Gerais, é hoje patrimônio da humanidade por ser um conjunto inteiramente preservado que nos permite ver e sentir como era a vida nos séculos passado no Brasil.
    Aqui hoje só temos fragmentos e construções isoladas. Várias obras tombadas estão relegadas ao abandono e seus proprietários só esperam que o tempo faça o serviço de demolição para logo contruirem um prédio.
    Florianópolis jogou e continua jogando fora seus maiores tesouros: o patrimônio histórico, cultural e natural.

cosmonauta deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Florianópolis: Plano de destruição vem de longe": Aposto que se esta construtora levasse esta sua "propaganda" para a Europa não sobreviveria um mês.

Upiara Boschi deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Florianópolis: Plano de destruição vem de longe": É impressionante. É a forma como as velhas elites pensavam a cidade. As novas também.
Vou levar pro Facebook a imagem.
Abraço

Mello&Miranda deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Florianópolis: Plano de destruição vem de longe": Prezado Canga,
E pelo visto a destruição e a pilhagem só aumentam em Floripa. Só para teres uma idéia, até a fazendinha do córrego grande, tá sendo usada.
Dos 03 empreendimentos saindo em frente ao supermercado Imperatriz do Córrego Grande, só uma tem placa de autorização. Os outros 02 terrenos estão cercados, mas placa de autorização que é bom...
E ninguém faz nada. Detalhe, o vice-prefeito, JUDAS BATISTA, ops, João Batista, mora bem próximo. Tem até obra saindo na rua que ele tem que passar todos os dias sem placa de autorização. Entre o residencial Michelan e o Imigrantes ( o terreno do meio). SOS FLORIPA. Meu protesto será na urna, com certeza...



Roberto Scalabrin deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Florianópolis: Plano de destruição vem de longe": É Canga. Burrices deste tipo não acontecem só por aqui. Para garantir o acesso permanente à Ilha de São Francisco do Sul, que dependia de uma ponte metálica frágil, um engenheiro, a mando das autoridades da época, conseguiu aterrar o Canal do Linguado afundando duas barcaças cheias de pedra no local. O acesso à Ilha de São Francisco estava perenizado e a destruição da Baia da Babitonga teve início com a interrupção do fluxo das marés naquele canal. Esta terrível história pode ser lida no Museu lá em São Francisco do Sul. O herói da época foi na realidade um vilão, junto com seus mandantes, é claro. Engº Roberto Scalabrin

Luiz C. Schneider deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Florianópolis: Plano de destruição vem de longe": Caro Canga
O plano prossegue, atualizado e, agora, com as digitais dos Midas que transformaram cinzas em ouro nas bandas dos casais do porto...
Agora o alvo é a velha Ponte. Confira, Canga:
http://emeirajunior.blogspot.com/2012/02/coluna-de-sexta-sabado-e-domingo_24.html

J.L.Cibils deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Florianópolis: Plano de destruição vem de longe": É uma pena que até hoje ainda encontremos gananciosos tão ignorantes, que não são capazes de zelar nem pelo que podem deixar preservado para os seus próprios filhos, o egoismo é tanto que não lembrou de suas proles.  

4 comentários:

Roberto Scalabrin disse...

É Canga. Burrices deste tipo não acontecem só por aqui. Para garantir o acesso permanente à Ilha de São Francisco do Sul, que dependia de uma ponte metálica frágil, um engenheiro, a mando das autoridades da época, conseguiu aterrar o Canal do Linguado afundando duas barcaças cheias de pedra no local. O acesso à Ilha de São Francisco estava perenizado e a destruição da Baia da Babitonga teve início com a interrupção do fluxo das marés naquele canal. Esta terrível história pode ser lida no Museu lá em São Francisco do Sul. O herói da época foi na realidade um vilão, junto com seus mandantes, é claro. Engº Roberto Scalabrin

Mello&Miranda disse...

Prezado Canga,
E pelo visto a destruição e a pilhagem só aumentam em Floripa. Só para teres uma idéia, até a fazendinha do córrego grande, tá sendo usada.
Dos 03 empreendimentos saindo em frente ao supermercado Imperatriz do Córrego Grande, só uma tem placa de autorização. Os outros 02 terrenos estão cercados, mas placa de autorização que é bom...
E ninguém faz nada. Detalhe, o vice-prefeito, JUDAS BATISTA, ops, João Batista, mora bem próximo. Tem até obra saindo na rua que ele tem que passar todos os dias sem placa de autorização. Entre o residencial Michelan e o Imigrantes ( o terreno do meio). SOS FLORIPA. Meu protesto será na urna, com certeza...

Ivonei disse...

a agencia de publicidade pode ser identificada no anuncio?

Upiara Boschi disse...

É impressionante. É a forma como as velhas elites pensavam a cidade. As novas também.
Vou levar pro Facebook a imagem.
Abraço