quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Minha boas chegadas...

    Bom dia,
 

    Meu nome é J. F. de Azambuja B. F. C. P. e já deu para percebe-ire, sou de Portugal, lusitano da Lisboa.
    Este contrato que me ofereceu o Canga, significa o inicio de minha carreira internacional e, também pá, minha independência financeira.
    Estou já instalado cá no Campeche, num destes prédios construídos na beira d' água, quase no quebra-mar.
     À noite, sozinho e no silêncio da madrugada, penso na minha querida Lisboa, no Caetano e na Gal.
    E nas ondas que se quebram como todos os sonhos depois de realizados.
    Oh! mar grande de Portugal, tu me alembras de Fernando Pessoa, cá na luz da lua que alumia em prata toda a vida que reluz.

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
 

E, no pensaire do que virá,
Do que houve e que não há,
Da vida repleta de ar,
Digo a todos que aqui estão de todo o meu bem estar.
Pois se aqui estou, cá hei de ficar.
E meu nome, por vós, há de pronunciar.

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