sábado, 17 de março de 2012

CANTO DO GRAVATA AMEAÇADO

     
     O Canto do Gravatá, localizado no canto direito da Praia Mole, patrimônio natural de Florianópolis, está sob ameaça da especulação imobiliária. Há anos um grupo de empresários tenta tirar do papel um empreendimento que pretende transformar em condomínio de luxo esse paradisíaco cenário.
    No ano de 2008 o Movimento SOS Gravatá conseguiu levar ao conhecimento de todos essa ameaça, comprovando em uma audiência pública histórica, diversas ilegalidades que sustentavam o projeto imobiliário degradador e uma suspeita aquisição fraudulenta dos terrenos daquela área. Na ocasião os empreendedores já começavam a transformar a centenária trilha do Gravatá em acesso asfaltado até o condomínio e foram pressionados a literalmente “parar” as máquinas.
    Na oportunidade o movimento contou com a adesão e apoio da comunidade da Lagoa da Conceição e a colaboração de uma equipe de professores e pesquisadores renomados da Universidade Federal de Santa Catarina e também da UDESC. Esses profissionais voluntariamente produziram estudos consistentes que não só demonstrou a importância ecológica, sua extensa biodiversidade de fauna e flora, mas principalmente que o meio ambiente, físico, geológico e geográfico de toda a região é protegido por lei.
    Infelizmente, apesar de todos os esforços do Movimento SOS Gravatá ao longo dos últimos anos, no apagar das luzes de 2011, a prefeitura de Florianópolis concedeu alvará de construção* para 17 mansões que seriam construídas nas “Costas do Dragão”. Essa atitude injustificável dá provas de que a prefeitura de Dário Berger está mesmo ao lado de empresários da construção civil.
    Agora você já sabe que o Canto do Gravatá está mais do que ameaçado. Sua participação pode ajudar a impedir que essa ameaça se torne realidade apoiando o Movimento SOS Gravatá.
    A ilha, a comunidade da Lagoa e toda a cidade de Florianópolis agradecem.

* A aprovação foi só da concessão de "Alvará de Construção" por parte da Prefeitura. Os empresários já tinham desde 2008 a consulta de viabilidade para os terrenos.

Maurio Borges

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