terça-feira, 1 de maio de 2012

Professora troca nota por dinheiro em faculdade de São José

  Luciana Santos Costa Vieira da Silva, professora do curso de Administração do Centro Universitário Municipal de São José, vem obrigando seus alunos da disciplina de Administração de Produção a fazer um trabalho onde 50% da média será dada em troca de dinheiro auferido com venda do produto desenvolvido. Luciana Santo exige que os alunos entreguem à ela, num envelope lacrado, o dinheiro da venda alegando que será destinado a uma instituição de caridade. 

    A prática nada convencional da professora Luciana vem desde 2009 conforme denunciam os alunos da USJ. Sentindo-se extorquidos pela professora um grupo de acadêmicos resolveu investigar desde quando esta "metodologia" vem sendo aplicada.
    Segundo eles, duas turmas de 2009 desenvolveram produtos que foram vendidos e os lucros entregues integralmente à professora que, até hoje, não comunicou quanto e para quem foi doado o dinheiro.

    Registro
    O trabalho funciona da seguinte maneira: na disciplina o que se deve aprender é o sistema de produção de um produto/serviço. No grabalho deve-se criar um produto, fabricar, filmar a confecção e venda e, por escrito, descrever o passo-a-passo do processo produtivo. 
    Todos os itens solicitados pela professora Luciana, coincidentemente são os mesmos exigidos pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) responsável pelo registro e concessão de novas marcas e patente de produtos.

    Em cima do laço
    A apresentação do trabalho é sempre feita no último dia de aula do semestre, o que dificulta o contato com os alunos e não tem como prestar contas sobre o destino do dinheiro arrecadado. No dia da apresentação cada aluno deve entregar, em um envelope lacrado, todo o lucro auferido com a venda dos produtos para a professora. Além disso, ela ainda leva um exemplar de produto desenvolvido, pois é obrigatória a entrega de uma unidade produzida.

    Doação filantrópica
    A cada semestre a professora Luciana apresenta o roteiro do trabalho (veja abaixo) e justifica a "arrecadação" dizendo que o dinheiro será doado para uma instituição de caridade, assim como foi nos semestres anteriores. Diz ainda que um aluno de cada turma foi escolhido para entregar a doação com ela, mas nunca menciona o nome dos escolhidos. Estudantes das 7ª e 8ª fase perguntados a respeito do assunto afirmam que até hoje ninguém sabe para onde foi o dinheiro.

    Tabela de preços
    A cada semestre o valor dos produtos é aumentado e a quantidade de alunos, por grupo, diminui. Nos semestres passados os trabalhos eram feitos em duplas. Agora são individuais e o lucro será conforme a tabela de classificação de produtos que Luciana estipula. Em uma sala com 45 alunos, com um lucro de R$150,00 por cabeça, o dinheiro que vai para as mão da professora é bem considerável.

Resposta do Serviço de Atendimento ao Acadêmico à denúncia de alunos do curso de Administração:
      Agradecemos seu contato e esclarecemos que já estamos tomando as providências necessárias para averiguar a situação apresentada.
    Preliminarmente, conversamos com o coordenador do curso. Em seguida um processo administrativo será aberto.
    Infelizmente não tínhamos conhecimento do ocorrido anterior a sua denúncia e por isso não tomamos nenhuma providência.
    A disposição.

 Abaixo e-mail e o roteiro enviado aos alunos pela professora Luciana:

Segue o roteiro do trabalho de produção. A prova será no dia 10/05. No dia 16 vcs terão que trazer as idéias preliminares para o desenvolvimento do trabalho.
Um ótimo feriado a todos!!!!
Abs, profa Luciana Silva



Caros colegas. Eu fui lutar pelos meus direitos, fui desligada da USJ. Sugiro que convoquem uma comissão de representantes da turma. Não confiem em ninguém. Abraços. Boa sorte. O que me deixa feliz é saber que o mundo dá voltas..... Em minha vida acadêmica, conheci mestres muito humanos, mas também conheci humanos que de mestres não tinham nada. Att. -- Vania de Souza Pereira  


Repercussão no Facebook: Roberta Freitas: Meninas, parece que a única sala que teve retorno para doação foi a nossa, as outras, inclusive a que eu fiz a matéria não teve, acho que é isso que deveria ser apurado. Cristiane de Souza: Vanessa para ser vendavel não precisa ser estipulado um lucro minimo a ser entregue, no valor de R$ 150,00! Vanessa Morais: Nossa.. 150 reais?!? Na nossa turma não havia nenhum valor estipulado, ou quantidade mínima a ser vendida. Isso realmente é um absurdo! rs Adriana Colombo: Exagero mesmo, e olha que nunca fui fã da didática dela. Também nunca paguei pra passar em nenhuma matéria, inclusive quando apresentei esse trabalho falei pra ela que entendi que o intuito do produto era a inovação e não o lucro, quando ela me questionou o porque de não termos vendido mais.. Enfim, todo mundo falou e resolveu o assunto com ela, e lembro que ela pediu ajuda pra comprar as fraldas para o Lar de Zulma, sempre deixando aberto para quem quisesse estar junto

Silvana - O que aconteceu nas turmas de 2008/1 e 2008/2 foram um caso a parte. De fato o dinheiro foi doado, mas a quantia era baixa e não havia toda essa obrigaçao em se seguir todas as regras do trabalho para ter uma nota. Na turma de 2009/1 o lucro mínimo era de 150,00, sendo que se o grupo colocasse no trabalho que teve um lucro de 190,00 no dia ela pedia o lucro total, quem tentou entregar os 150,00 pedidos foi cobrado o restante do lucro por ela. Desde dezrmbro que foi realizado o trabalho e entrega do dinheiro ela não comunicou a turma de para onde foi a doaçao, meses se passaram e ela ainda está com o dinheiro. Mesmo que haja uma DOAÇAO isso não deveria ser veinculado a nota. Ninguém é obrigado a doar. E ela não deu a turma uma escolha, simplesmente estipulou que fosse doado e pronto. No dia em que ela passou o trabalho a mesma disse "NÃO ADIANTA PEDIR PARA O DINHEIRO IR PARA A FORMATURA PORQUE ISSO NÃO FUNCIONA, NINGUEM SE FORMA JUNTO, TAMBEM NAO ADIANTA PEDIR PARA IR PARA FESTA"

Renata Rodrigues - Também creio que a matéria tenha exagerado, mas eu nem lembrava mais do dinheiro que foi dado (no caso da minha dupla R$ 150,00, que equivalia a metade da nota final) pela venda do produto, e creio que muitos também não se lembravam mais de...sse dinheiro, claro que não nos cabe julgar, e eu só fiquei sabendo da noticia pq recebi um e-mail com a informação, agora cabe a USJ verificar essa situação (se está de acordo ou não), acho interessante fazer a doação para uma instituição, porém não concordo que o valor arrecado seja parte integrante da nota, pois muitos não conseguiriam arrecadar o valor e portanto ficaram prejudicados. Renata Rodrigues (6ª fase de 2010/2)

Muriel - No ano em que cursei essa disciplina (2010/2011), eu e mais 9 (nove) alunos acompanhamos o processo de doação à instituição Filântópica "Lar de Zulma", isto é, entregamos pessoalmente. Foram doadas fraldas geriátricas além de leite em pó. A professora Luciana Costa tem cópia da entrega desses donativos. Na minha opinião acredito que o trabalho solicitado assim como suas etapas são muito rigorosas e isso é assunto do colegiado de curso e da coordenação de curso em instãncia primária, em secundária à Secretaria de Educação e do MEC. Com relação a conversão em dinheiro, não acho um processo transparente e na minha opinião já era de se esperar uma reação do corpo discente. Acredito que o processo administrativo é cabível e plausível para o caso já que o mesmo não é transparente e sempre gerou polêmicas. Torcemos que possa essa questão sair exitosa para todos... Para o USJ, para os acadêmicos, para a professora e todos os envolvidos.

 @diegobritow deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Professora troca nota por dinheiro em faculdade de...": Acho realmente um absurdo a didática por ela aplicada. Porém a expor como estelionatária é um pouco de exagero sim. Estamos falando da imagem de alguém perante aos olhos de toda uma comunidade acostumada a apontar o erro e apertar a ferida. Esse site do Canga é o marco do sensacionalismo na internet, assim como era o Mosquito.
Todo esse problema é didático e não pode passar disso, onde a ideia é genial mas muito mal aplicada, colocando os alunos em situações sem suporte algum.

Caro Diego: em primeiro lugar você erra quando diz que o Cangablog é sensacionalista. O fato de fazer um jornalismo claro, direto e dando nome aos bois não o caracteriza como sensacionalista que é uma postura editorial fora da realidade que exagera no uso expressões chulas e preconceituosas.
    Em segundo lugar a palavra estelionatária não foi em nenhum momento mencionada no texto e fica por conta do missivista. Tudo que está denunciado no blog está escrito pela própria professora no seu "roteiro de trabalho de produção".
    Você acha correto vincular nota com dinheiro? Obrigar alunos a vender 30 produtos por valores estipulados pela professora?
    Em terceiro lugar concordo quando você diz que o blog do Mosquito era sensacionalista. Carregava demais na forma mas nunca foi processado porque chamou alguém de ladrão. Sempre tinha provas. Foi processado exatamente por usar palavras chulas e ofensivas. Coisa que aqui no Cangablog você não encontra.

    Aconselho-o a rever e instrui-se melhor sobre o significado das palavras. Ignorância tem cura: livros!

34 comentários:

Anônimo disse...

Canguita,
Esta atitude isolada de uma professora do Centro Universitário de São José (que ´não deveria nem existir), demonstra duas coisas:
a) o salário do professor universitário de São José é tão ruim , que alguns resolveram passar a sacolinha;
b) que no mundo dos "selvagens barganhadores", alguns mestres em engenharia de produção aproveitam para testar a eficiência de sua retórica. Pena que os acadêmicos descobrem tarde alguns verdades do mundo capitalista. Tudo é mercadoria.

Como a Prefeitura é governada por uma quadrilha, nada mais pedagógico que este exemplo.
Saqueadores do dinheiro público , uni-vos

junior disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

A CASA CAIU PROFESSORA !!!

Unknown disse...

Preciso me manifestar!
Fiz a disciplina com a professora, participei da criação de um produto e todas as suas etapas de produção (que era a proposta da disciplina!), vendi para amigos, e o dinheiro arrecadado pela turma com este trabalho foi doado ao Lar de Zuma, em Campinas.
O dinheiro serviu para comprar leite e fraldas, que era uma necessidade da entidade e os alunos fizeram a visita para entrega com camisetas da USJ, tiraram fotos, for assinado um doc pela instituição de que estava recebendo a doação.. tudo como manda o figurino.
A atitude da profa foi um gesto de generosidade, elogiado pela maioria. E não entendo como nenhum absurdo. Há um exagero nesta divulgação, pois se algum aluno se sente lesado deve procurar a coodernação de seu curso e não tentar difamar um professor por ai.

Vanessa Morais Luiz

Anônimo disse...

Vanessa Morais ops.. não tinha lido os 150 reais?!? Na nossa turma não havia nenhum valor estipulado, ou quantidade mínima a ser vendida. Isso realmente é um absurdo! rs
há ± 1 hora · Curtir · 1

Adriana Colombo disse...

Também fui aluna da Luciana e sempre estudei muito para passar em suas disciplinas. Apesar de não concordar muito com sua didática, acho que este trabalho trouxe muito aprendizado e a parte solidária do mesmo sempre foi aberta a quem quisesse participar. Mas como muito acontece na USJ, ninguém participa, ninguém ajuda e ainda difamam quem quer ajudar.
As pessoas precisam ter o compromisso com a verdade e parar de perder tempo com fofoca, talvez seja isso que falte ensinar aos acadêmicos.

Adriana Aparecida Colombo.

Anônimo disse...

Planilha do excel ela nao aceita, inpi nao registra planilha.
e se a pessoa nao consegue vender tem que tirar do bolso.desde quando faculdade publica faz doação em dinheiro tirado do bolso dos estudantes?
isso é uma vergonha pra educaçao do municpio. nenhuma faculdade faz isso.
as campanhas da faculdade que sempre foram abertas o pessoal juntou donativo, nunca teve que trabalhar pra "doar" dinheiro em especie em envelope lacrado e reverter em produtos para entidades carentis.
quem paga ta sendo logrado, porque se ela provou que doou alguma coisa foi pra uma turma.
de qualquer geito isso ta errado.
ela quer fazer doação ela que peça pra fazer produto pra ser doado, agora levar o dinheiro

Anônimo disse...

Se fosse correto o que ela está fazendo, porque a Universidade não estava sabendo desse trabalho?
REFLITAM! Vocês estão defendendo apenas um ato dela, mas e o restante?
Eu dei dinheiro e não sei até hoje para onde foi doado, ela disse que ia escolher representantes e até hoje ninguém foi comunicado.
Tiveram alunos que pagaram pq não conseguiram vender, ISSO É JUSTO?
Fora os grupos que fizeram produtos que ela não gostou, e na apresentaçao fez pouco caso do trabalho deles.
Como o colega disse acima, teve 2 grupos que fizeram planilha de EXCEL e ela reclamou. Mas PQ? Não deixa de ser um produto, qual o problema nisso? Pra ela não é válido uma planilha, ela prefere receber um cabide adaptado, uma blusa pra colocar mp3, uma bolsa de festa, enfim coisas convenientes a ela.
Vale lembrar que na turma do semestre passado não teve tempo de apresentar o trabalho completo, porque tinham muitos alunos e era em dupla o trabalho. Para ser mais rápido, e dar para todos apresentarem (já que era no último dia de aula) ela pedia que PULASSEM OS SLIDES PARA A PLANILHA DE LUCRO! Porque saber o lucro, se a disciplina é de PRODUÇAO??? Cade a importancia da matériA? Ela só queria saber quanto foi o lucro de cada um, e anotava direitinho. Quem quis dar menos do que lucrou ela exigiu o LUCRO TODO. E teve um grupo ainda que ela quis escolher o produto.
Isso tá certo???
Nunca na minha vida vi professor fazer isso.
CARIDADE É OUTRA COISA! De onde eu venho isso tem outro nome!

Anônimo disse...

Achei muito boa a matéria de vocês. Realmente é dessa forma que os "ATUAIS" alunos estão sentindo diante dessa situação:
"TER QUE PAGAR PARA PASSAR".

No próprio roteiro da professora diz que o não entrega da comercialização (dinheiro) irá caracterizar a nota Zero.
O dinheiro é totalmente vinculado a nota!!!

A atitude da professora seria um gesto de generosidade se o dinheiro saisse do bolso dela e não dos alunos!

Acho importante a iniciativa de se comprometer com a sociedade, porém ela é válida quando todos estão de acordo e dão de coração e não apenas para passar em uma disciplina.
O fato da mesma exigir no mínimo R$ 150,00 por aluno é um absurdo,acho que tem didáticas diferentes de aprender o conteúdo da disciplina sem envolver dinheiro físico.

Anônimo disse...

Realmente as pessoas precisam ter compromisso de verdade e aprender a não julgar as pessoas sem conhece-lás.
Como você tem tanta certeza que os alunos da USJ não participam de projetos? Será que isso não é uma difamação sua?

A professora pode estar querendo fazer o bem porém ela não está no caminho certo !! Na verdade está bem distante.

Anônimo disse...

Primeiro lugar, vc está necessitando cursar o ensino fundamental.
Segundo, se o trabalho é bom vc não há necessidade de tirar dinheiro do bolso.
Conforme mencionado pela Adriana "Apesar de não concordar muito com sua didática, acho que este trabalho trouxe muito aprendizado e a parte solidária do mesmo sempre foi aberta a quem quisesse participar. Mas como muito acontece na USJ, ninguém participa, ninguém ajuda e ainda difamam quem quer ajudar."

Anônimo disse...

Discordo plenamente da opinião das duas sras/srtas acima pq:
1º Não faz parte do plano de aula vender produtos e entregar o dinheiro ao professor em envelope fechado para doação. Pq envelope fechado?
2º Em nenhum momento se falou em prestar contas do dinheiro arrecadado. Alguém conferiu quanto de dinheiro foi arrecadado? Alguém foi junto comprar material e checou a nota fiscal com o montante arrecadado? Se foi somente um aluno ou dois, sei lá quantos, não justifica não levar ao conhecimento dos demais mesmo que fosse por e-mail. A isso se chama Prestação de Contas. Esse tipo de procedimento requer que seja feito uma Prestação de Contas e levada ao conhecimento dos que arrecadaram. Não houve pelo visto Transparência na administração do dinheiro arrecadado pelos alunos. Se tivesse sido feito talvez não teria surgido essa polêmica toda apesar de não justificar a obrigatoriedade da venda para auferir lucros. Se numa turma o dinheiro foi doado em outras parece que não.
3º O que foi feito com os produtos arrecadados? Qual o destino? Alguém sabe? Poderia ter sido feito uma feira pra vender e reverter em livros para a Biblioteca da Universidade.
4º Era de conhecimento da Universidade esse procedimento adotado pela Professora? Parece que não, pela resposta que vi ao questionamento dos alunos no Facebook.
5º Por que é obrigatório vender para ter nota? Está ali escrito no roteiro do trabalho da Professora, ninguém inventou. O trabalho escrito, a apresentação do trabalho, a execução do mesmo valem somente a metade do valor em espécie? Por que o dinheiro vale tanto quanto o trabalho em si? O trabalho deveria valer muito mais se o dinheiro não fosse tão importante.
6º Em algum momento no roteiro da professora há um item que deixa em aberto para participarem da doação voluntariamente? Ali diz ser “obrigatorio”. Parece que há um desconhecimento do Item II do Artigo 5º , Capítulo I, da Constituição Federativa do Brasil que diz: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.”
6º As palavras mais importantes nesse roteiro que pude ler são: custos, lucros, dinheiro, valores, venda.$$$$$$$$$$$$$$$$
Administrar o dinheiro público com transparência nunca foi tão comum nesse país. Numa universidade deveriamos aprender a administrar com transparencia e olha só o que acontece. Lamentável!!!!

Carlos disse...

Muito tem se falado no Facebook a respeito da matéria que foi publicada, alguns dizem que houve doação outros até hoje não sabem o destino do dinheiro arrecadado. o problema a ser discutido é que não deveria ser vinculada a nota ao dinheiro alcançado pela meta escolhida pela professora. Nas turmas 2008/1 e 2008/2 pelo o que vi nos comentários dos alunos a doação aconteceu e era de livre escolha dos alunos, a quantia a ser doada e para onde ia. O que se discute nesse momento é que o trabalho chegou em um nível em que a turma não tem voz, não podemos nem se quer fazer o trabalho em dupla para poder dividir as tarefas, além deste detalhe o lucro tem aumentado a cada semestre, os alunos nesse momento não foram consultados, nas turmas 2009/1 e 2009/2 ela passou o roteiro e não teve como negociar com ela valores, era o que ela estipulou e pronto. Há ainda que se observar que nos grupos que passaram do valor por ela pedido de 150,00 reais, foi exigido o valor da diferença de quem quis entregar apenas os 150,00 assim pedidos. E ainda também temos que observar que nessa turma quem não alcançou o lucro pedido teve a nota reduzida, porque o lucro vale 50% da nota. Vocês alunos da 2008/1 se estivessem passando por esta situação continuariam achado essa causa nobre? De generozidade? Para vocês foi dado escolha, para essas duas turmas não. Sendo que nas duas turmas atuais de 2009/2 e 2010/1 o NÃO CUMPRIMENTO de um dos ítens (lucro entregue, produto e relatório) a nota será ZERO. Ou seja, há um vinculamento da nota ao dinheiro tão absurdo que neste momento nem a nota será reduzida, quem não alcançar este lucro de 150,00 reais ou o lucro tabelado não importa o restante do trabalho e toda a sua dedicação em se criar o produto, sua nota resultará em zero.


Carlos Santos

Carlos disse...

Vale lembrar que alguns produtos feitos por equipes foram desconsiderados por ela ou fez pouco caso da criação realizada. Como exemplo cito a tabela de excel conforme o aluno comentou no blog. Eu relatei até um caso em que o grupo levou mais de um ítem e no momento da entrega do produto para ela, a mesma ainda quis escolher com qual iria ficar.
No dia da apresentação eram tantos grupos para apresentar só em uma aula, que para dar tempo das apresentações ela pediu para os grupos pularem os slides até a tela de tabela de custos, porque ela queria saber o quanto foi arrecadado. E todo o trabalho que os alunos tiveram em detalhar seu sistema produtivo? Porque ela não deu importancia no dia da apresentação para essa etapa tão importante do trabalho?
Vamos pensar bem sobre o que está acontecendo, vocês estão questionando com base no que aconteceu na turma de vocês, mas foi a primeira turma a ser realizado o trabalho, os demais vem sofrendo com as exigencias cada vez mais abusivas da professora. Acham correto a obrigação em se doar 150,00 reais? E os alunos que não conseguem vender que tiveram que pagar com seu próprio dinheiro para não ser prejudicado? Como ficam esses alunos que na turma passada doaram e não sabem informar o destino da doação? Se a escolha é LIVRE por que quando ela passou o trabalho para as turmas desse ano ela disse que não adianta pedir para o dinheiro ir para a formatura, ou para festa de final de ano? Ela não dá opção alguma para os alunos, prova disso é o roteiro enviado ao e-mail dos alunos por ela. Qualquer pessoa que leia o roteiro vê o absurdo que está acontecendo. Se esse ato de generosidade que muitos alunos da 2008/1 falam fosse válido no momento, porque a Universidade não tinha conhecimento do ocorrido? Não acham que a Universidade seriam os primeiros interessados em saber dessas campanhas de doação para a comunidade? Ninguém mais que a Universidade teria obrigação de estar ciente do ocorrido, mas ninguém sabia. Por que ela não comunicou nem ao Coordenador do curso que ela estava aplicando a todas essas turmas? Por que ninguém sabia até hoje que estamos tirando dinheiro do nosso bolso para poder receber nota em um trabalho? Basta ler o Plano de Ensino, lá não tem nenhum ítem mencionando que no trabalho final consiste em doar dinheiro e entregar produto fabricado pelo aluno.

Por que isso está sendo feito às "escondidas"?
Eu como aluno me sinto prejudicado por esse tipo de metodologia aplicado por ela, não tive escolha e não sei qual o destino das doações.

att. Carlos Santos

Carlos disse...

Desde quando para um trabalho ser comprovadamente bom, os alunos tem que apresentar o lucro recebido por ele? Isso simplesmente não existe!

Anônimo disse...

No semestre passado uma equipe entregou um produto feminino customizado para a professora, a mesma não aceitou e pediu o outro modelo disponível porque era mais bonito.

E quando ela pegava os envelopes com o dinheiro, abria e conferia com a tabela do lucro, e quando terminava de conferir ficava fazendo caras e bocas,e rindo.

Nossa isso é um ABSURDO MESMO!

Unknown disse...

Com nossa turma aconteceu tudo certinho... acho q a profa deve ter se atrapalhado com estas últimas turmas, principalmente qdo resolveu impor valores $$.
Mas também sei q os alunos adoram reclamar (principalmente qdo envolve uma profa não mto popular). Por isso prefiro esperar e ouvir a outra parte envolvida. Tenho certeza q a profa deve ter explicações!

Anônimo disse...

"E quando ela pegava os envelopes com o dinheiro, abria e conferia com a tabela do lucro, e quando terminava de conferir..."

Faltou falar q qndo ela terminava de conferir se o valor não fosse igual ao dado no trabalho ela pedia o resto do dinheiro.
Na minha opinião se ela queria fazer um ato de bondade, por que ela não ajudou a vender os produtos e a dar o dinheiro DELA para doação também? Porque só os alunos tiveram que doar? Fazer caridade nas custas dos outros é muito fácil, ainda mais usando a nota como """""chantagem"""" para tal fim.

Anônimo disse...

Coordenação em resposta ao e-mail enviado pelo representante acadêmico:

Prezado Representante Eduardo,
Concordo com vários posicionamentos de vocês, como interdisciplinaridade.
Solicito a presença de vocês para conversarmos pessoalmente sobre o assunto para tomarmos as devidas providencias.
Aguardo vocês hoje sem falta para conversar a partir das 18h30min.

Forte Abraço,
Prof.Gilson Karkotli,Dr.
Coordenador Curso de Administração
Centro Universitário Municipal de São Jose
Telefone(048) 32573002


Cadê a transparencia com os demais que foram prejudicados? Somente alguns decidiram por todos, é assim que a Universidade defende o direito dos alunos? O dinheiro que foi doado, não será investigado o seu paradeiro? ABSURDO!
Pelo visto a intenção é abafar o caso.

Anônimo disse...

Lembro de um grupo que entregou um saquinho com várias moedas de R$1,00 e ela achou ruim porque eles não trocaram o dinheiro. rs

Marcelo Lengruber disse...

Infelizmente esse blog só expõe um lado da moeda, não vejo mais interesse nessa notica sem medidas onde o próprio titulo da mensagem já é algo sensacionalista que pensa que esta no Fantastico querendo difamar algo. Isso deveria ser um blog de apenas uma pessoa escrever já que pelo visto só temos uma unica verdade a ser postada, infelizmente o jornalismo é famoso por ir atras das noticias e aparentemente essa noticia é sem fundamento onde possivelmente foi trocada informações via MSN e ta tudo certo, temos uma verdade indiscutivel.
Não gostei do comentario acima descrito querendo chamar o Academico e Amigo Diego de ignorante, e a partir do momento que temos uma censura nas respostas não vejo uma base para expor ou defender alguma coisa. E cada um tem que ser responsavel pelo que é exposto nessa ferramenta.
Lamentavel e garanto que não é esse o ponto de vista de todos os academicos da USJ.
Gostaria de ver mais base na noticia além de um e-mail, e de uma boa argumentação para o nome da materia. Professora troca nota por dinheiro! Esse foi um argumento forte e INFELIZ!

Anônimo disse...

Estão querendo ABAFAR o caso !!

Só o que me faltava !!

Eu como aluno estou INDIGNADO!!

Anônimo disse...

Esse é mais um caso criado pela certeza da IMPUNIDADE, que mais uma vez será vista. Apesar da veracidade dos fatos (existem mais turmas que não sabem para onde foi a doação, do que as que sabem) comprovam que isso aconteceu não somente em uma turma.

No mínimo ela deveria devolver todos os produtos que ela recebeu com os trabalhos dos alunos, prestar contas de para onde foi realizada a doação, consultar a turma de 2009/1 para saber qual a instituição eles desejam doar (até hoje não foram consultados - passaram-se 5 meses), modificar sua didática que pelo visto está extremamente fora dos padrões de ensino. E aprender a seguir o plano de ensino, que existe para ser aprovado e seguido, coisa que não aconteceu.

Unknown disse...

Não merece meu tempo alguém que não aceita críticas.

Anônimo disse...

Você não leu? A matéria é sobre o Roteiro de 20012 e não o da sua turma. O que estão discutindo é o abuso dela nos ítens desse novo roteiro, na sua turma era ABERTO, você tinham a liberdade em querer doar ou não e quanto doar. Agora não teve isso, você deveria ler tudo para depois dizer que não está sendo visto os dois lados. Esta sendo mostrada a realidade da turma atual que não tem nada a ve com a de vcs.
E tem fundamento sim, o roteiro foi escrito por ela, ninguem inventou, se voce tem alguma duvida da veracidade desse roteiro procure um aluno da 5 ou 6 fase e peça esse roteiro na integra. Ai sim vc poderá ter fundamentos para contestar este caso.
Se a sua turma tivesse passado por isso vcs tb nao achariam correto. Imagina com o salario que ganhamos, ter que tirar 150,00 mais o dinheiro com o gasto da fabricação do produto apenas para um trabalho. Isso é justiça? Ninguem esta reclamando de doar, mas de ser estipulado um valor e vincular esse valor à nota. Isso é PROIBIDO, não existe em nennhum faculdade uma disciplina que vincula nota a doação (dinheiro), muito menos INVOLUNTÁRIA.

Leia antes de criticar.

Anônimo disse...

Querem saber de uma coisa??

Isso não vai dar em nada, pois as leis do nosso país não são aplicavéis para todos, e como consequência acabam não funcionando.
Quem dirá das normas internas de uma instituição municipal.

JÁ É FATO . . . Os mais fortes e influentes sempre VENCEM, e nós somos feitos de palhaços.

Anônimo disse...

Qual a universidade catarinense que não é um antro de corrupção, tráfico de influência e canalhice?

Qual é a menos desonesta, hipócrita e mercantilista?

Marcelo Lengruber disse...

Eu infelizmente por algum motivo desconhecido, tive alguns comentarios excluidos antes deste que esta sendo discutido, onde disse claramente: "Não tive aula com essa professora, não sou aluno de Administração, se for tão certo a atitude acho que deveriamos ter mais respostas sem ser como Desconhecido, e NÃO defendi ou APOIEI o metodo de aplicação, a indignação é o porque não foi tentado resolver essa questão diretamente na Universidade? teria que sem nem mesmo ir atrás de alguma resposta ir lançando algo na internet que infelizmente todo mundo sabe que é uma faca de dois gumes, Deveria ter sido relatado e buscado respostas e ações diretamente com os responsavéis na universidade, Se fosse comigo eu não entregaria dinheiro nenhum e sim se é doação iria gastar o dobro direto em doação, acho que se os Academicos desta matéria que estão insatisfeitos, deveriam nem ter aceito! pois nada na USJ e em nenhuma outra universidade é OBRIGATORIO."
E é fato que existe corrupção em varios lugares publicos, mais DESACREDITAR que as leis podem mudar e realmente fazer a diferença é algo que nunca vou fazer! Seria a mesma coisa eu falar a seguinte afirmação: "Já que todo mundo ta roubando, Não faz mal eu roubar também!"

Só vou dizer uma dica básica, porque se dizer que é conselho, quem sou eu para dar?

Se esta insatisfeito com alguma coisa, algum problema, algo de errado esta sendo feito na sua FRENTE, Fale na HORA, Solucione na HORA, não deixe que aconteça, se todos os insatisfeitos com algo que seja errado no sistema fizessem o mesmo garanto que iria INIBIR tais ações tendo em vista que não estamos apenas para se formar na faculdade e sim para Fazer a Diferença! pois Diploma qualquer um consegue!

Marcelo Lengruber disse...

Eu infelizmente por algum motivo desconhecido, tive alguns comentarios excluidos antes deste que esta sendo discutido, onde disse claramente: "Não tive aula com essa professora, não sou aluno de Administração, se for tão certo a atitude acho que deveriamos ter mais respostas sem ser como Desconhecido, e NÃO defendi ou APOIEI o metodo de aplicação, a indignação é o porque não foi tentado resolver essa questão diretamente na Universidade? teria que sem nem mesmo ir atrás de alguma resposta ir lançando algo na internet que infelizmente todo mundo sabe que é uma faca de dois gumes, Deveria ter sido relatado e buscado respostas e ações diretamente com os responsavéis na universidade, Se fosse comigo eu não entregaria dinheiro nenhum e sim se é doação iria gastar o dobro direto em doação, acho que se os Academicos desta matéria que estão insatisfeitos, deveriam nem ter aceito! pois nada na USJ e em nenhuma outra universidade é OBRIGATORIO."
E é fato que existe corrupção em varios lugares publicos, mais DESACREDITAR que as leis podem mudar e realmente fazer a diferença é algo que nunca vou fazer! Seria a mesma coisa eu falar a seguinte afirmação: "Já que todo mundo ta roubando, Não faz mal eu roubar também!"

Só vou dizer uma dica básica, porque se dizer que é conselho, quem sou eu para dar?

Se esta insatisfeito com alguma coisa, algum problema, algo de errado esta sendo feito na sua FRENTE, Fale na HORA, Solucione na HORA, não deixe que aconteça, se todos os insatisfeitos com algo que seja errado no sistema fizessem o mesmo garanto que iria INIBIR tais ações tendo em vista que não estamos apenas para se formar na faculdade e sim para Fazer a Diferença! pois diploma tem varios por ai! não seja mais um!

Anônimo disse...

é a função dos representantes eleitos, deveria conhecer melhor o processo acadëmico.

Anônimo disse...

concordo com a colega e posso dizer como aluna que apreendi muito com este projeto.

Anônimo disse...

A Transparencia e democracia faz que cada turma elege seus representantes para falar sem seus nomes e representa-los. Esta ai a transparencia, estes decidem pelas suas turmas que os elegeram. Deveria se candidtar representantes e ouvir sua turma e falar em seu nome.

Anônimo disse...

Olha isso é sacanagem com a professora isso é coisa de aluno que não conseguiu passar na matéria dela, por isso esta fazendo toda essa baderna. VERGONHA!!!!!!

Alex Sandro Amaral

Anônimo disse...

Não tinham conhecimento USJ ?

Estranho, pois salvo melhor juizo, todos os planos de ensino passavam pelo crivo do Coordenador....