quinta-feira, 26 de julho de 2012

O julgamento do mensalão
O escândalo que marcou o governo Lula vai a julgamento sete anos depois de vir à tona. Conheça os réus, as acusações e o que dizem os envolvidos

Folha faz especial para explicar da origem ao julgamento do mensalão

    O caso do Mensalão, denunciado há sete anos pelo ex-deputado Roberto Jefferson na Folha de S. Paulo, ganhou destaque especial no portal do impresso dias antes do julgamento. Dentro do caderno 'Poder', a história aparece dividida em diversas seções com matérias e infográficos.
    Na página, é possível ter informações sobre 'o julgamento', 'o esquema', 'o caminho do dinheiro', 'os acusados', 'os juízes' e um 'índice' que leva o leitor a ver as charges publicadas sobre o caso, o acervo da Folha com a denúncia de Jefferson à coluna 'Painel' (na época editada por Renata Lo Prete), frases sobre o mensalão, cronologia, galeria de fotos e documentos.
    Para cada seção, o portal se preocupou em usar o auxílio de infográficos para explicar os pontos que envolvem a história. Além disso, um cronômetro na home sinaliza que faltam oito dias para o início do julgamento. Beba na fonte;

Um comentário:

Anônimo disse...

Sobre o Poder Judiciário:


Repercute o texto do Dr. Lênio Luiz Streck, “A estagiariocracia”. Com o brilhantismo e acuidade habituais, o articulista - que é procurador de justiça no RS - aborda a proliferação de estagiários em órgãos públicos. A questão não é nova. Há muito se faz bem conhecida, e merece, realmente, ser debatida.

O Poder Judiciário, hoje, ao que se sabe, restaria ainda mais lento, quase inviabilizado, não fosse a atuação e o auxílio dos estagiários.

Como advogado e professir de Direito, reconheço a importância do estágio na construção pessoal e profissional dos acadêmicos. Noto o crescimento, em todos os níveis, dos acadêmicos que realizam estágios, especialmente o dos que o fazem junto à Magistratura, Ministério Público e Defensoria Pública. Tive, e tenho atualmente, alunos que são estagiários e desempenham com dedicação suas funções, sendo capazes de realizar as mais variadas peças processuais com brilhantismo e competência.

Contudo, o que preocupa a todos é a utilização desvirtuada dos estagiários, aos quais são atribuídas, de fato, tarefas e funções que não deveriam desempenhar.

Sentenças e acórdãos, como bem lembra o Dr. Lênio, são exemplos. A esse respeito, em abril de 2007, escrevi, aqui mesmo no Espaço Vital, um artigo denominado “Sentença exarada por quem não é juiz é sentença inexistente”. No texto apontei a pratica, de fato, por assessores e estagiários, do ato mais importante do processo: a sentença.

O perigo dessa prática, de todo condenável, é o de o juiz não ler, ou de não poder ler com o devido cuidado, as peças produzidas por outros, e que, ao final, acaba assinando como de sua produção, o que levanta questões outras que aqui não cabem.

Pois tal temor resta confirmado pelo próprio presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, em entrevista publicada no Espaço Vital em 29/06/11: "O que se diz, e pode-se imaginar isso em qualquer lugar, é que os juízes assinam mais decisões do que eles realmente podem ler".

Não é difícil imaginar a frustração sentida pelos profissionais da Advocacia, e, por via de consequência, das partes por eles representadas, ao perceberem - e isso se capta de longe - que suas pretensões e resistências não mereceram, realmente, a análise daqueles que possuem a atribuição constitucional para fazê-lo.

É preocupante a utilização de estagiários para a realização de atos que não lhes cabem. Some-se a isso o verdadeiro martírio a que estão submetidos os servidores concursados, com o acúmulo de funções, sem receber qualquer remuneração ou vantagem para isso -, e assim temos o atual panorama do Judiciário gaúcho e brasileiro.

Recentemente, em uma determinada comarca, tive o privilégio de ser atendido por um querido ex-aluno, o qual me disse que ele é “estagiário do assessor do juiz”.


Fonte: www.espacovital.com.br