quinta-feira, 12 de julho de 2012

O TÚMULO DO DEJANDIR

    João Carlos Mosimann*
   
    Dejandir Dalpaquale era presidente do PMDB em 1982 quando Jaison Barreto, candidato a governador pelo partido, foi garfado nas eleições. A história é muito bem contada no livro “Violência e golpe eleitoral” do jornalista e professor da UFSC Itamar Aguiar. Furtaram com unhas políticas as eleições em Santa Catarina, na opinião abalizada do analista político Maurício Tragtenberg da Folha de São Paulo, na época. Indagado recentemente sobre o comportamento de Dejandir na campanha, Jaison Barreto enfatizou a postura correta e solidária do então presidente. Falecido recentemente, Dejandir Dalpasquale pode ser considerado hoje o Ulisses Guimarães catarinense.
     Diante do PMDB da Capital e da chapa Gean-Rodolfo à prefeitura de Florianópolis, o túmulo de Dejandir vem sofrendo abalos constantes. PMDB desde quando? estaria indagando. Dário, Gean, Stroisch, Pinto da Luz, Deglaber, João da Bega, Vinicius? Tomaram de assalto o velho partido! O próprio Jaison relembra um curioso episódio. Senador da República, querendo questionar a presença de figuras estranhas no partido, principalmente do Nordeste, Jaison teve como resposta de Ulisses Guimarães: uma boa casa é feita de bom barro, boa palha e um pouco de bosta de vaca para dar a liga. Talvez fosse o caso de indagar hoje: e quando a dose de bosta é exagerada, a casa não cai?


 *João Carlos Mosimann é escritor e lança hoje (12), na Assembléia Legislativa, o seu último livro Os Aviadores Franceses, a América do Sul e o Campeche. Em seu trabalho, fruto de profunda pesquisa nas cidades de Buenos Aires e Paris, Mosimann levanta a dúvida de longas estadas de Saint-Exupéry e sua convivência com pescadores da praia do Campeche em Florianópolis. A polêmica está instalada.

Um comentário:

Anônimo disse...

E cadê o barro e a palha?