quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A mídia e a Guerra do Contestado

    Louvável a iniciativa do Ministério Público de Santa Catarina de realizar o Seminário Nacional 100 Anos da Guerra Contestado (1 a 3 de agosto).
    Com uma organização impecável, o Memorial do MP/SC reuniu professores, pesquisadores, cineastas e jornalistas de várias partes do Brasil para falar e debater sobre este grande episódio acontecido em terras catarinenses.
    A guerra do Contestado é considerada uma das três maiores revoltas camponesas da história da humanidade ao lado da rebelião Taiping, na China imperial, e das lutas camponesas da Alemanha tão bem descritas por Friedrich Engels.
    Embora tenha essa dimensão de grande importância histórica, o conflito que matou milhares de pessoas  e envolveu 1/3 do exército brasileiro, pouco foi divulgado por muito tempo.  Hoje, porém, já existem vários estudos sobre o assunto e a sua lembrança pelo Ministério Público, neste momento, é digna de cumprimentos.

    Mídia dá pouca importância
    Uma coisa me chamou a atenção sobre este evento. A imprensa tradicional, leia-se RBS, não deu a importância devida ao assunto. Sem dúvida alguma as palestras e debates que acontecem neste momento no anfiteatro do MP/SC, deveriam estar sendo gravadas e transmitidas no mínimo pela TVCom que, ontem à noite, registrou ao vivo, no mesmo horário do seminário, o Top of Mind 2012, em uma transmissão que tropeçava a todo o momento no cerimonial. Na abertura desconheceu a presença do Secretário de Comunicação Enio Branco sentado na primeira fila do anfiteatro da Fiesc. Um fiasco!

    Hoje às 18:15h, será exibido o documentário Contestado: A Guerra Desconhecida, produzido por este blogueiro, seguido de debate com a minha participação e a do jornalista Dario de Almeida Prado Jr.

    O seminário está acontecendo no Auditório Luiz Carlos Schmidt de Carvalho, da  Procuradoria-Geral de Justiça, rua Bocaiúva, 1750, 1º andar, Centro.

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