quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A farra dos suplentes

Leitor indignado com "esquema" de deputados estaduais e federais que cedem a vaga para suplentes e continuam recebendo salário. O contribuinte para dois salários pelo serviço de um deputado.

   Amigos   A sociedade precisa fazer alguma coisa. Hoje me informaram de algo que eu não tinha ainda percebido. Os deputados estaduais ou federais, ao serem nomeados para cargos no executivo, secretários e ministros, se licenciam das assembléias e da câmara federal, mas optam por continuar recebendo os proventos de deputados.
   Mas como ele estará de licença, o suplente é chamado e também recebe. Funciona assim: - o cara passa num concurso (eleição) para desempenhar uma função, a sociedade paga para ele fazer isso e ele vai fazer outra coisa que a sociedade que o elegeu sequer opinou a respeito. E agora o pior, como são eles que fazem as leis, isso é legal!
   Para que fique mais claro, imagine que você tenha feito um concurso para ser Promotor Público, tenha passado e é chamado para ser Gerente de qualquer coisa e aceita, levando o salário de Promotor Público e fazendo com que o Ministério Público que precisa daquele promotor tenha que chamar o suplente. Vai pagar por dois para ter o trabalho de um. Pode ser legal mas é vergonhoso e contraria todos os princípios da moralidade e da correta administração.

Acho que os eleitos para qualquer cargo do legislativo deveriam cumprir as suas funções até o final de seus mandatos.

   Acho também que não devem ser obrigados a cumprir o compromisso com seus eleitores, podendo, caso seja realmente necessário e importante para a administração pública, aceitar o convite para funções de secretário de estado e ministro, bastando para tanto renunciar ao cargo para o qual foi eleito. Talvez na próxima eleição ele não vá muito bem, mas terá desempenhado uma função de relevância no executivo.
   A sociedade tem que pressionar os deputados para corrigir esta fonte de negócios. Isso faz parte da monstruosa engrenagem de cooptação de deputados e montagem da tal base aliada que no fundo representa o fim da oposição e a instalação do acordão ou ditadura política. O "mensalão" complementa esta engrenagem.
   Todos os políticos estão macomunados. Não tenham dúvida, só existe um partido. A oposição é coisa do passado. Só existiu na ditadura militar e quando tomou o poder, custou mas criou o partidão. Governa sozinho. A imprensa oportunista não aborda estas questões, por questões óbvias.
Roberto Scalabrin

2 comentários:

Anônimo disse...

Pior, se o Deputado for servidor público ele diz na Assembléia que receberá o salário de Deputado e no seu Órgão que receberá por este, acaba levando para casa dois salários!

Anônimo disse...

Más isso também se estende ao funcionalismo público meu caro Canga, exemplo: um cara é funcionário de carreira da SEF (Fiscal) e é nomeado para ser cargo em cmomissão na Secretaria da Família, sabe o que acontece? O cara vai pra lá, leva o sal´rio de fiscal da fazenda e ainda ganha 40% do cargo de comissão ou seja pura putaria.