terça-feira, 6 de novembro de 2012

Caros leitores,

Obrigado Millor...
   O blog perdeu um pouco da sua dinâmica habitual devido ao momento extemporâneo que vivo. Com a carga de remédios que tomo diariamente no combate à Hepatite C, fico lento fisíca e mentalmente, com pouca energia, dores pelo corpo e outros perrengues mais. De qualquer forma estou fazendo o possível para mantê-lo atualizado e para isso conto com o auxílio de colaboradores que enviam matérias, artigos e pautas.

   Manter uma atividade mental nesta fase do tratamento é algo penoso. A memória mesmo...essa me abandonou. Estava pensando em escrever sobre...sobre o que mesmo? É bem assim! Quando penso em pegar o lápis para anotar o que havia pensado esqueço o primeiro pensamento e fico com o lápis na mão sem pensamento para registrar! Um sarro!   Mas interessante como experiência...instantânea. Como experiência mesmo não serve para nada, afinal, não vou lembrar depois...

   Tenho ficado direto em casa. Tenho habeas para vagabundear! Como não sou funcionário público e nem mesmo tenho emprego, não necessito nem de falsos atestados médicos para viver o ócio!

   Como disse o amigo Dario esta manhã: - Canga, agora é: em primeiro lugar Eu, em segundo Eu e em tereceiro Eu!
   Então tá! Procuro viver um dia de cada vez sem projeções preocupativas. O futuro? O futuro é depois! Já cheguei nele tantas vezes nesta vida. Já realizei tantas projeções futurísticas que tenho o direito de passar em branco essa parte do presente!

   Bad Trip

Lerica: expoente undergroud italiano
   Pensar, analisar e tentar entender os efeitos dos remédios no meu cérebro também dá trabalho. Tudo cansa...agora!   
    Na verdade é tudo droga! Os efeitos produzidos pelos remédios na minha cabeça se assemelham muito aos efeitos das drogas (in)comuns, pelo que tenho percebido... na literatura médica. Só que é uma viagem ruim, uma viagem depressiva, com confusão mental, um pouco de pânico e outros bad's mais. Tenho me esforçado para reverter esse quadro. Já que é viagem, que seja à favor, que me de prazer. "Difícil para aquárius!" 
   
   Pensei formas e técnicas de viajar "legal" com as pancadas que recebo na cabeça cada vez que tomo uma carga de química em cápsulas...não consigo. Acho que o agente de ligação que transformaria uma bad trip em uma viagem legal é outra droga: o álcool! Daí é caixão pro Billy! Não posso nem passar perto...por enquanto!

   Ontem recebi um notícia boa. A minha carga viral baixou de 1,3 milhões para 400 mil. Ou seja, o flavivírus está se replicando menos, está sentido "a força do carvão de pedra", como diria o guarda Rubim. Essa queda se deu apenas com o uso do Interferon e da Ribavirina. Sexta-feira passada comecei com o antiviral Boceprevir, a droga do momento. Essa ataca o bicho direto. Vai lá no DNA do cara. Espero que na próxima medição já esteja zerada a replicação. Quem viver verá!

   Então, amigos, esta é a questão! Tenho tido dificuldade de produzir intelectualmente, de pensar, criar...além de sentir os efeitos físicos do lance. Isso tudo me leva ao profundo e dolorido pensamento do mestre Millor Fernandes: só dói quando penso!

8 comentários:

Maria Carvalho disse...

desejo que tudo passe o mais rápido possível e q sua vida retorne ao normal....força....um abraço...

Cacau disse...

Canga, meu querido. Até assim pensas lindo. Como diria nosso amigo Johnnie "Keep Walking".
Um beijo com carinho da Ana Carolina.

ERNANI NEVES PIRES disse...

Caro Sergio (vulgo canga),

Tô torcendo para que passe logo este teu suplício... Mas, como escreve Ana Carolina: "Até assim pensas lindo". Não queremos ficar órfãos da tua brilhante mente jornalística... ops, do cara também! volte logo com todo gás.

ERNANI NEVES PIRES disse...

Caro Sergio (vulgo canga),

Tô torcendo para que passe logo este teu suplício... Mas, como escreve Ana Carolina: "Até assim pensas lindo". Não queremos ficar órfãos da tua brilhante mente jornalística... ops, do cara também! volte logo com todo gás.

Anônimo disse...

Só dói quando eu penso, sim, mas, quando não penso, nem constrói. Isto diria Fernando Pessoa, se é que ele não disse nas suas linhas tortas, nas suas frases amorfas, nas poesias mortas que nos fazem refletir o viver na dor. Em breve o blog retorna, sem dúvida, ao seu normal. Afinal, pensar nem sempre dói.

Luiz C. Schneider disse...

Escrever sobre o tratamento também é uma medicação. Prossiga, pois os resultados já são excelentes.

Anônimo disse...

Se só dói qdo pensas...é porque estais pensando e isto é ótimo ! Penses então, que logo tu estará pensando muito mais..... Free Canga!!!
Abraço
Everton

Anônimo disse...

Força homem. O tratamento é assim mesmo. Dói, irrita, incomoda, e tudo mais. Permita-se agora um tempo só teu. Vai passar.Estamos torcendo e aguardando, para breve,suas excelentes postagens.
Um abraço
Artur Nogueira