domingo, 25 de novembro de 2012

Cúmplice dos mensaleiros assume presidência do STF

O juiz que hoje pune a compra de votos é o mesmo que ratificou a legislação decorrente da compra de votos. O Joaquim Barbosa que hoje é visto como herói é o mesmo Joaquim Barbosa que votou pela improcedência da ADI 3104/07, sacramentando assim a compra de votos.
   
   Por Janer Cristaldo

   O país todo parece estar obnubilado pelo brilho da careca de Joaquim Barbosa. Por sua atuação no julgamento do mensalão, já foi lançado por ingênuos como candidato à Presidência da República. A imprensa toda, demonstrando um racismo empedernido, saúda o primeiro ministro negro do STJ. Que interessa a cor da pele? O que importa é que tenha competência, isenção, cultura jurídica. 

   Outros, mais apressados, defendem que a nomeação de Barbosa evidencia o absurdo da lei de cotas: o afrodescendentão teria sido nomeado por seus próprios méritos. “O novo presidente tem origem humilde. Filho de pedreiro, aos 16 anos viajou sozinho à capital federal, onde trabalhou como faxineiro e em uma gráfica. Formou-se em Direito pela Universidade de Brasília, foi oficial de chancelaria e advogado de órgãos públicos até iniciar sua carreira como procurador”.

   Devagar com o andor, gente. Como por seus próprios méritos? Barbosa pode ter chegado à magistratura por seus próprios méritos. Mas foi nomeado ministro exatamente por ser negro. Lula quis ser o primeiro presidente a colocar um negro na Suprema Corte e hoje deve estar se arrependendo amargamente de sua idéia.

   Ao assumir a Presidência do STJ, Barbosa defendeu o tratamento igualitário das pessoas que apelam ao Judiciário. "É preciso ter honestidade intelectual para dizer que há um grande déficit de justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados com igual consideração quando buscam o serviço público da Justiça. O que se vê aqui e acolá, nem sempre, é claro, é o tratamento privilegiado, o by-pass (ignorar, em inglês), a preferência desprovida sem qualquer fundamentação racional", disse Barbosa durante seu discurso.

   Quem está afirmando isto é o homem que votou pela instituição das cotas raciais. Isto é, defendeu a idéia de que negro tem mais direitos que branco só por ser negro. Votou pelo tratamento privilegiado, pela preferência desprovida sem qualquer fundamentação racional. Pior ainda, rasgou a Constituição ao fazer letra morta do artigo que versa sobre a igualdade de todos perante a lei. A bem da verdade, desta decisão racista participaram todos os demais membros do egrégio sodalício - como eles, ministros, adoram definir o STF.

   
   Leia o artigo completo. Beba na fonte.

6 comentários:

Anônimo disse...

Acredito que o autor transformou a sua opinião pessoal sobre um assunto polêmico em uma suposta imoralidade do magistrado.
Houvesse o eupátrida maquiado seu rancor, poderia ter-se saído melhor tanto na tentativa de desvalorizar a biografia do ministro negro filho de pedreiro quanto na de demonizar as cotas garantidas aos que até hoje estiveram excluídos das universidades, - os mesmos negros, índios e pobres.
Fosse o ministro o chofeur da Miss. Daisy e fosse favorável ao sistema de cotas, diria " - tudo bem. Todos tem direito a opinião.". Mas é ministro. Posicionou-se conforme seu entendimento."- Ele quer previlégios, brada."
O Brasileiro precisa de bons exemplos, mas quando se sobressai uma rara referência de força e caráter, é isso aí mesmo o que nos fazem apreender. Somos todos um bando de miscigenados, corruptos, cucarachas subservientes de 3º mundo. Sem exceções!
É apenas a minha opinião (não sou ministro).

Léo disse...

E outra: foi noticiado que o Barbosa foi indicado por ser negro, mas por vontade do então presidente, não foi por cotas!!!! A presidente também escolheu várias mulheres para assessorá-la, mas por vontade própria, não por cotas!

GAFANHOTO disse...

você faria uma cirurgia com alguém que tenha entrado na faculdade de medicina pelo sistema de cotas e não por competência?hein???

Anônimo disse...

Gafanhoto,
Qualquer um com condições de pagar as mensalidades pode entrar em uma faculdade particular de medicina sem maiores dificuldades.
Além do mais, o ingresso em uma universidade não quer dizer que o aluno concluirá o curso. Quero crer que apenas aqueles que encontram-se aptos fazem juz ao diploma.

Anônimo disse...

Se ele era Coringa e agora é Batman, vamos aplaudir, quem sabe os outros se convertam e deixem o crime.

VICTOR disse...

Texto medíocre, que dissemina uma visão de mundo medíocre. Não há qualquer fundamento sociológico e antroologico, para atribuir a lei de cotas conotações racistas. O autor do texto deve ser da mesma opinião da Danusa Leão, dos que acham que Nova Yorque perdeu a graça, pois porteiros de prédio podem ir até lá fazer turismo...
Triste e cretina elite!!!