quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Educação? Não será o que falta?


   Por Armando José d’Acampora *

   A Polícia Militar está pronta para intervir, mas a sociedade tem que fazer sua parte.
   Essa é a frase mais ouvida das autoridades envolvidas com a nossa segurança. É muito interessante ouvir essas afirmações.
   Mas muito mais interessante é saber como funcionam os telefones celulares dentro dos presídios considerados de máxima segurança, que é a forma de comunicação dos internos com o mundo exterior.
   Já existe grande quantidade de recursos tecnológicos a disposição para impedir esse tipo de contato. Porque não é utilizada toda essa tecnologia?
   A quantidade de privilégios que esses internos possuem, considerada a necessidade do afastamento do convívio da sociedade que agrediram, talvez  também deva ser questionada.
   Ora, quando se entende um interno em presídio de segurança, denota que a internação não é um prêmio, é sim, um castigo por grave erro cometido.
   Desconheço a informação de que haja santos internos nessas penitenciárias de segurança máxima, onde aqueles que lá se encontram, devem ter praticados delitos graves, foram julgados com direito à defesa, e foram condenados por um júri popular. Não foi a simples vontade do Delegado ou do Promotor que os colocou lá.
   Se estão ali, é porque cometeram algum grande dano à sociedade, e que não foi roubo de galinha, ou de um bem qualquer de menor monta, pois estariam em prisões comuns.
   E a sociedade? O que deve fazer?
   Antigamente, bandido era bandido, Polícia era Polícia e cidadão de bem era cidadão de bem e todos eram facilmente identificáveis pela sociedade.
   Hoje tudo se confunde. Não se sabe mais quem é quem. É só lembrar do Demóstenes, Promotor Público e considerado político exemplar.
   Quando se percebe que uma sociedade faz com que o principal em seu modo de vida seja o prazer imediato, o sucesso e o consumo desenfreado, é exatamente isso que virá como consequência: a sucessão de violência, onde, se eu não posso ter o que quero, eu tomo. Simples assim.
   Trabalhar? Demanda muito tempo até que eu conquiste o que quero. Para que esperar tanto tempo, se posso tomar rapidamente, em minutos ou até segundos?
   Falta o que? Educação.
   Para que todos saibam exatamente o que e qual é o seu direito e o que ou qual é o seu dever, pois a cada direito conquistado, cabe um dever a ser cumprido.
   Pitágoras já dizia que “Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos”.
   E a pergunta que já perdura por meio século no nosso país: há interesse político em educar?

* Médico, Cirurgião, Professor Universitário

10 comentários:

Anônimo disse...

Depois de Brizola, lá nos idos anos 1980, no vácuo entre o regime de excessão e da frágil democracia, fez concessões aos tráfico de drogas/armas, os políticos perceberam que esta prática poderia valer um mandato sem conflitos. Tal prática foi estendida, por hierarquia, aos escalões inferiores e, infelizmente, somente concedeu poder a quem não deveria e muito menos poderia: o tráfico. Um poder que, por prevenção, mapeou os policiais e, para não agirem como deveriam, são ameaçados e ameaçam as suas famílias. Policiais reféns, de conhecimento do alto escalão político que, sem o que saber onde andar, lava as mãos, sobrando um discurso vazio. A população nem sabe em que acreditar, pois não há como. O país, assim como SC, precisa de educação, sim, para mudar em um choque urgente. Não apenas uma educação formal, mas social, pois percebe-se que a civilidade está à deriva. Discurso vazio dos políticos que se preocupam apenas com o ego, tanto que nem mais existe ideologias de partidos (todos iguais e a influência pessoal é que vale), não mais cabem. Quer-se ação! Basta de omissão! Caso contrário, a população será cada vez mais refém de um poder paralelo ao oficial, o qual se mostra cada vez mais refém. Os anos não são mais os de 1980.

Anônimo disse...

Enquanto se discute o sexo dos anjos, o que deve ser feito é usar este momento para fazer uma limpeza nas nossas ruas e bairros.
Os moradores devem denunciar os traficantes que moram na sua rua antes que eles dominem o bairro.
A hora é essa. Limpeza já!

Redação Midia@Mais disse...


Volta e meia retorna a discussão sobre a “qualidade” do “serviço prestado” nas prisões brasileiras. Erguem-se indignados juízes, promotores, advogados, padres e jornalistas. “Masmorras medievais”, “depósitos de gente”, “escolas do crime”. Todos detestam as prisões brasileiras.

Ao contrário do que quer fazer crer tal discurso, entretanto, o sistema prisional de um país é reflexo direto do país em si – ou do lugar onde ele funciona. Daí ser natural e esperado que os presídios escandinavos tenham bibliotecas e portas abertas, que no Texas o regime seja duro e organizado, que em países fundamentalistas existam castigos físicos, que na Venezuela os próprios presos administrem as unidades, etc.

As cadeias brasileiras nada mais fazem que refletir fielmente o que são as cidades brasileiras. Nossas prisões (públicas) não destoam de nossos hospitais públicos, das ruas administrados pelo poder público, das escolas públicas, etc. As prisões são desorganizadas? O trânsito também é. São sujas? As calçadas também são. Nelas, homens e mulheres são tratados como animais? Algumas vezes, sim, mas nas repartições públicas e no sistema de saúde, invariavelmente, também. Há muita criminalidade nascendo dentro das cadeias? Certamente não mais que fora delas. As celas são salas de aula para atividades ilícitas? E as esquinas escuras das grandes cidades, também não são?

Muitos iludidos e outros tantos mal intencionados imaginam ser possível construir e fazer funcionar cadeias dinamarquesas numa grande favela de Mumbai. Impossível. Nunca teremos cadeias dos Jetsons, pairando assepticamente em redomas de vidro sobre o caos de cidades violentas, opressivas, contaminadas e mal gerenciadas (pelo poder público).

Presos em condições sub-humanas convivem lado a lado com outros presos comandando crimes fora das grades através de celulares, com churrasco e piscina para os chefões encarcerados, com indultos promíscuos despejando nas ruas indivíduos perigosos que deveriam ficar o resto da vida atrás das grades. Querer transformar o problema do sistema prisional numa história da carochinha é mais uma vez enganar o contribuinte escondendo a velha e má agenda socialista que vê em tudo a repetição enfadonha da “luta de classes”.

Prisões falidas são resultado de um Estado falido. Brasileiro: antes de verter as lágrimas que “eles” querem que você verta por elas, verta por si mesmo. A verdade agradece.

Anônimo disse...

Realmente, nunca foi do interesse, ou digamos assim, nunca foi prioridade, por parte de nossos políticos, investir em políticas públicas, principalmente preventivas, principalmente na educação e saúde.
Há muito tempo, o crime organizado vem ocupando o vácuo deixado pela falta das políticas públicas e/ou sociais, pela omissão de nossos governantes que só pensam no poder imediato e que querem a todo custo perpetuar esse poder.Há muitos anos existe um "acordo tácito" entre o poder oficial( e suas instituições) e o poder paralelo, para não incomodar "MUITO" a extensa rede de distribuiçao de drogas no país. Até porque temos hoje no Brasil uma enorme população- mais de 5(cinco) milhões de dependentes quimicos. Para que lado vcs acham que está arrebentando a corda?? A violência, em decorrência desse processo todo, estamos começando agora a visualizar no país todo.

Anônimo disse...

Se os delegados, policiais militares e civis, investigadores, agentes prisionais, etc. que estão em atividades burocráticas voltarem para suas reais atribuições, para os locais que deveriam atuar, vamos ter mais efetivos na Segurança Pública no Estado.

Tem agente de segurança que está fazendo atividade administrativa, DESVIADOS DE FUNÇÕES, devido a uma indicação política e tal.

O Ministério Público do Estado, que é refém do Governo do Estado, fica de pires atrás de orçamento, não faz nada quanto aos desvios de função dentro da Segurança Pública.

Não falta efetivo não!!! Falta coragem e vergonha na cara Governador dos poucos, dos privilegiados!!!

Anônimo disse...

Vai esperar o que do Ministério Público Estadual?

Com um promotor como Secretário de Estado da Segurança Pública você acha que vai investigar as coisas? Não vai ter coorporativismo hein?

Anônimo disse...

Caro Canga. Temos um governador fraco, pau mandado do LHS e o Estado loteado por oportunistas. E acabamos, mês passado, de dar ainda mais poder para essa turma. Há muito o governos do estado não cumpre o mínimo constitucional em aplicações em educação e saúde, assim como a maioria dos grandes municípios catarinenses, vez que perceberam que não há consequências.
Alegam vedações da LRF para pagar melhor os professores, o pessoal da saúde e os policiais, mas não cogitam extinguir as SDRs e reduzir os comissionados.
Nosso Estado está dominado, por um lado, pelo pessoal da "lojinha", de outro, pelos que deviam estar segregados do convívio da sociedade, mas que comandam seus "exércitos" de não encarcerados.
A mídia, ah a mídia essa recebe seus agradinhos do SEITEC e não incomoda nenhum governante.
Entrega pra Deus!

Anônimo disse...

Canga,

Por que a mídia de Santa Catarina não bate no Governo Estadual e Prefeituras de Municípos Grandes?

SIMPLES!!! CONTRATOS MILIONÁRIOS DE PUBLICIDADE!!!

Quem vai querer perder a teta hein?

Anônimo disse...

Jamais pensei que o governador Colombo seria tão frouxo. Aliás o LHS continua mandando aqui no estado de SC. LHS é o Sarney catarinense.
Adilson Minossi

Anônimo disse...

A solução está na regulamentação do uso e comercio de drogas "ilícitas". Mas o governo vai perder está teta? Nanana!!