domingo, 23 de dezembro de 2012

Conectados/desconectados (Natal)


Por Emanuel Medeiros Vieira

“Mandei lustrar os instantes do tempo, rebrilhar as estrelas, lavar a Lua com leite e o Sol com ouro líquido. Cada ano que se inicia, começo eu a viver”
(Clarice Lispector– 1920–1977)
Será tudo apenas fugaz?
Há um presépio, um menino e sua mãe.
Um pai.
Não é preciso muito:
Eras – menino – a antítese do mercantilismo que invadiu corações e mentes.
Mas Ele esta aí – aqui, no domingo que nasce, no pássaro que canta, além das misérias tantas.
Tudo se evapora, tudo parece oblívio.
Mas não esqueçam: nasceu um menino.
E ele não precisa de espumantes, presentes caros, carrões, engenhocas eletrônicas.

Conectados na rede, mas desconectados com a vida: assim estamos?

Apenas, acumulamos, não unificamos.
Parodio Drummond; onde estás, precária síntese?
Mas não esqueçam: há um menino, um presépio, um dia recém-fundado, um esperança –
sempre.

Um comentário:

Julio disse...

Bela mensagem, que foca no verdadeiro sentido do Natal que anda cada vez mais esquecido.
Um abraço e boas festas!
César - Fpólis/SC