segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Impostos?

   Por Armando José d’Acampora*

   Coisa muito louca é aquilo que o governo chama de imposto. Eu penso diferente e lhe dou outro nome. Não seria uma maneira gananciosa de acelerar a arrecadação?
Fui verificar a fatura da CELESC, e 24,48 % da fatura é constituído de impostos, como ICMS, COSIP, PIS/PASEP e COFINS.   A fatura da CASAN não demonstra as obrigações tributárias, portanto não há como saber quanto é imposto e quanto é serviço. Mas não deve ser diferente, perto de 25 % deve ser do governo.   Na fatura da TIM/CELULAR está descriminado que 25 % é ICMS, mais ainda tem FUST e FUNTEL que segundo a mesma fatura, não são repassados ao contribuinte.  Segundo fontes recentes, a carga tributária do país, se situa em 35,89 %, pouco mais de 1/3 da produção do país. Continuo sem saber quanto tempo um país aguenta pagando tanto imposto. Por muito menos, pelo quinto que era 20 %, houve uma revolução capitaneada por Tiradentes, segundo conta a história.   É de se considerar que os impostos pagos são incidentes nas várias etapas de produção, o que significa dizer que pagamos o mesmo imposto várias vezes, como por exemplo, em cada peça de um automóvel e depois novamente sobre o automóvel inteiro. Não sou economista, muito menos tributarista, não entendo muito bem dessas mutretas de impostos, mas no meu simplório raciocínio sobre os mesmos, isto é mais que dupla cobrança.   Isto posto, vem o governo alardear baixa na fatura de energia.
   Até ai, ótimo.
   Mas, pensei eu, os impostos vão diminuir sua incidência na conta final.
   Que nada. Os impostos continuarão os mesmos, o que vai aparecer é uma redução percentual, que o governo determinou numa canetada e que o Tesouro Nacional vai subsidiar. Em outras palavras, a arrecadação de impostos é quem vai pagar a conta, ou seja, todos nós.   De novo meu simples raciocínio: o governo não vai nos dar nada, simplesmente vai diluir o prejuízo entre todos os contribuintes, mesmo para aqueles que não tomam banho em chuveiro elétrico.   Quando penso sobre isso, entendo que o Governo arrecada uma barbaridade de dinheiro com a mão direita, e finge que devolve um pouquinho do que arrecada com um dedo da mão esquerda.   Não seria menos oneroso para este mesmo governo se diminuísse a carga de impostos que incide sobre a fatura de energia? Esta não teria sido a opção mais inteligente?   É por esses argumentos que das duas uma: ou eu sou um imbecil ou esta conta com os impostos está equivocada. E sinceramente, eu não consigo me entender nela.   Mas entendo que imposto funciona exatamente como a prostituição.
   
   O imposto é a prostituta e o cafetão é o governo.

* Médico, Cirurgião, Professor Universitário

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