quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Nossa História em dois minutos

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Caros amigos e inimigos...

Com o Tio Bruda de "roupa nova"
   O fato de ter estado ausente do blog por alguns dias, fez com que vários amigos me ligassem preocupados com a minha saúde, achando que alguma coisa havia acontecido.

   "Não basta o Cháves ficar sem dar notícias agora você desaparece do blog!", dizia o amigo jornalista Jurandir Camargo, ao telefone.

   Para tristeza dos inimigos e felicidade dos amigos, comunico que estou bem, aliás, muito bem! Desde que o resultado do último exame de contagem do vírus (Flavivírus), da hapatite C deu NÃO DECTADO  (leia aqui) tenho estado bastante feliz.  Feliz é o modo de dizer. Os efeitos colaterias da medicação, que continuo tomando, agora são constantes. A depressão, falta de concentração e a dislexia me impedem de escrever, de raciocinar. Doenças hepáticas afetam profundamente a cognição.
 
   Mas tudo isso é temporário. Faltam agora apenas dois meses e 5 dias para o fim do tratamento. Já faltou bem mais, o tratamento completo é de 6 meses. Consegui surpreendentemente "zerar o bicho" em apenas 3 meses. Atribuo isso à disciplina adotada durante o tratamento, ao cuidado e apoio da minha família e ao Boceprevir, o novo medicamento que estou tomando e que é o primeiro antiviral que ataca diretamente a estrutura molecular do Flavivírus.

   De maneiras que, estou vivo e bem vivo! Ansioso para que chegue abril quando, finalmente, vou parar de tomar os 17 comprimidos diários e mais a injeção de Interferon semanal. Daí espero voltar ao normal e melhor, curado da Hepatite C. 
   
   Agradeço aos vários amigos que me telefonaram preocupados com a minha ausência no blog. 





segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Qual o custo de não se seguir a Lei.

   Por Armando José d’Acampora *

   Santa Maria hoje mostra uma grande tragédia, uma verdadeira desgraça, improvável de acontecer em dias com tanta tecnologia disponível aos cidadãos.
   Surge uma indignação, muito natural, e de um país inteiro, quando um fato ocorreu, mas que poderia ter sido evitado, onde algumas regras básicas se houvesse por norma e por honra, serem seguidas.   Desde 1961, quando aconteceu algo semelhante em Niterói, Rio de Janeiro, não ocorria um fato horrendo e dessa monta neste país.   Desta vez, morreram inocentes meninos e meninas, universitários, com a vida toda pela frente, interrompida por que se achavam seguros em uma casa noturna e com alguma tradição local.   É a velha e surrada história do jeitinho brasileiro.
   Mexe daqui e dali, e se consegue que alguma coisa funcione ou continue funcionando, mesmo contra algumas regras pré estabelecidas por entidades como CREA, Bombeiros, Prefeituras, dentre outras autoridades consideradas competentes e com a devida obrigação da fiscalização necessária.   Agora não é hora de saber se os alvarás estavam ou não vencidos, e até mesmo se haviam alvarás, ou se os extintores de incêndio eram ou não adequados ao ambiente onde estavam instalados, ou quem sabe, os seguranças não tinham o treinamento adequado para ali se portarem como seguranças de fato e de direito.   Isto é prevenção, e é item anterior a qualquer catástrofe que, como essa, são perfeitamente evitáveis se a Lei fosse totalmente seguida como deveria ser por quem se habilita a gerenciar uma casa como essa.   Como cada brasileiro resolve por si mesmo criar suas próprias leis, é o que faz com que aconteçam a maioria dessas tragédias evitáveis.   Não foi assim com um prédio no Rio de Janeiro há um ano?
   Não foram as pessoas que, sem se ancorar em nenhuma norma técnica resolveram derrubar paredes e proceder a uma reforma?   Pois é, o prédio desabou. Poderia ter sido evitado? É óbvio que sim.
   Mas os seguranças? Servem para a e segurança de quem? Quais são suas funções e qual o seu preparo para executarem sua tarefa profissionalmente?   Asseguram os direitos e deveres dos patrões ou dos direitos e deveres dos clientes?   Asseguram que somente os excessos não serão praticados pelos clientes ou do não pagamento do consumo pelos mesmos clientes?   Qual a qualificação recomendada para estes que já são considerados como profissionais da segurança da noite?   Creio que é necessário que se comece a pensar nestas respostas.
   É assim também nos Bancos, na concessão de crédito, e dai não garantem absolutamente nada depois que o cheque que eles mesmos forneceram para emissão, foi efetivamente utilizado pelo portador.   Depois que forneceram crédito imediato a quem não poderia pagar o que lhe foi ofertado, se referem a responsabilidade do cliente. Mas onde fica a responsabilidade do Banco em fornecer um talão de cheques a quem não tem lastro?   E a inadimplência ai vai se respaldar na Justiça, que está lotada de outros assuntos muito mais relevantes a tratar do que dar legitimidade ao furado crédito bancário oferecido aos incautos.   A consequência? O cheque não é mais aceito como uma ordem de pagamento imediato, ou seja, à vista. E assim vai, em cascata a consequência de atos que contrariam o bom senso.   E é assim em todos os locais onde se consegue alguma vantagem, a Lei do Gerson, lembram-se?, porque se conhece alguém que facilita a tramitação de uma burocracia, demasiada reconheço, mas cujas regras básicas não devem ser deixadas de lado.   Há sempre alguém achando que burlando regras simples, leva alguma vantagem. E quando tem vantagem de um lado, tem desvantagem do outro. Não existe ganho dos dois lados. Se tem alguém ganhando é porque há algum outro perdendo. É isso que deve ser pensado quando se acha alguma vantagem.   Em alguns países, as pessoas são treinadas por seis meses para exercer a função, teoricamente simples, de caixa de um supermercado.   Aqui, uma pessoa se qualifica para qualquer atividade sem o menor preparo, pois não há qualquer instinto, por menor que seja, de profissionalismo.   A qualquer criatura é dado um uniforme e um crachá e com isso, a empresa empregadora, acha que está promovendo a esta pobre pessoa com poucas horas de instrução, a competência para exercer determinada função para a qual deveria ser devidamente treinada, informada, instruída sobre sua função.   Mas isso consome tempo, um tempo que as empresas não possuem ou não querem considerar.   Por aqui, isso é conhecido como terceirização.
   Do meu ponto de vista, é o mesmo que terceirizar a responsabilidade.
   Como não fui eu quem contratou, eu terceirizei o problema, e este é de total responsabilidade da firma de contratada. A responsabilidade é dela e não minha.   Assim eu consigo fazer um TCR, ou seja, tirar o meu da reta.
   Quem será o responsável? A empresa ou quem contratou a empresa?
   Ninguém se apresentará para o resumo da ópera. A Justiça que resolva.
   Pois é, como sempre tudo vira em uma pizza. E esta está cada vez maior e mais diversificada nos seus sabores.
   Uma pena que coisas evitáveis ocorram num país tão grande, tão generoso e tão bonito, ceifando o início de muitas vidas.

* Médico, Cirurgião, Professor Universitário

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Nest of Cats

   Por Marcos Bayer

   Ninho de gatos é o espaço físico onde cabem todos os felinos recém-paridos e mais alguns, se necessário. Assim está a política catarinense, um ninho de gatos, talvez um balaio deles.

   Em 2014 temos possíveis composições, já especuladas, entre PMDB – PSD– PSDB ou PT e ou PP.

   Se a Dilma presidente mantiver os níveis de aprovação popular, aqui em Santa Catarina terá o apoio do PMDB, do PSD (criado para apoiar o PT), talvez do PP e outros menudos. O PT indica o candidato ao Senado e entra neste grupo, conforme já declarou LHS, tendo em vista as semelhanças que existem entre estes partidos. Especialmente as identidades, gora
comprovadas na Ação Penal 470 do STF, entre PSD e PT. Não se pode mais dizer que estes partidos são opostos e divergentes em relação ao manuseio do dinheiro público.

   O José Dirceu é tão semelhante ao José Agripino Maia quanto são dois angorás brancos.

   Na outra ponta é possível que o PSDB corra em palanque próprio para dar voz ao FHC/Aécio Neves. Neste caso, a vaga ao Senado Federal nesta chapa para ser uma “blue chip”, como se diz no mercado acionário. Quem nela estiver corre contra a Ideli Salvatti. E sendo um candidato/a sólido, leva a cadeira senatorial.

   Bom lembrar que esta geleia geral barriga-verde tem origem na liderança de Esperidião Amin. Eleito governador em 1982, apoiou o movimento das eleições diretas, armando o palanque em SC, aproximou-se de Jaison Barreto e Leonel Brizola em 1985, perdeu em 1986, ganhou em 1988 (PMF) e 1990 (Senado) e ganhou novamente em 1996 (Ângela Amin na PMF) e 1998 (Governo Estadual). Tornou-se uma ameaça para os dois lados do forte bipartidarismo local. Ganhou em 2000 (Ângela Amin na PMF). Perdeu sua própria sucessão em 2002. Perderam em 2004. Em 2006 perdeu para os dois lados então unidos, PMDB e PFL. Perdeu em 2010 da mesma forma, com Ângela Amin, mas elegeu-se deputado federal.

    Seu partido, afora algumas traições, foi buscar abrigo no lado de lá...

   A primeira conclusão é que as forças políticas não admitem uma liderança isolada e “fechada”. Querem o consórcio do poder, como agora.

   Para finalizar um pequeno comentário sobre a PMF, a FLORAM e a Ponta do Coral.

   Depois do choque que a cidade viveu, ao saber da indicação do ex-desembargador Volnei Ivo Carlin, membro de um escritório da advocacia especializado em direito ambiental que presta serviços a empresa interessada na obra, surge a hipótese de que o prefeito não quer a obra pretendida. Primeiro, porque ela será o negócio da década, algo em torno de R$ 340 milhões de reais. Segundo, porque o magistrado sabe que a competência para aterrar ou autorizar aterro é a União. E os acréscimos assim chamados, são propriedade da União ou do Estado, desde que para construção ou uso público. E todos sabem que no caso pretendido, um aterro de 35 mil m2, que somados aos 15 mil m2 atuais, serão para viabilizar o hotel. Mesmo que na área aterrada sejam construídas praças, vias de acesso e outras. O aterro só tem uma finalidade: Dar valor pecuniário ao terreno como está. Simultaneamente, viabilizar o empreendimento.

   Seria como dar a cada cidadão que mora à beira d’água o direito de aterrar, para expandir sua propriedade e construir uma pousadinha de verão.

   Um escritório de advocacia competente na matéria ambiental, um magistrado experiente e um cego, conseguem ver o significado da pretensão sobre a Ponta do Coral.

   E com a nomeação do candidato derrotado nas eleições municipais para a FATMA, indicação patrocinada pelo vice-governador, as licenças ambientais deverão ser mais rigorosas. Tanto quanto serão na FLORAM.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Paris, uma viagem...

Do Milton Ostetto
Viajar de férias é bom, agora, viajar de férias para Paris no inverno e com neve... é algo indescritível.

                     Veja mais. Beba na fonte.

Comunistas de SC investigados por corrupção


  ONG que ‘detonou’ ex-ministro será investigada
   O Ministério Público Federal abriu inquérito para investigar denúncias de superfaturamento de pelo menos R$ 4 milhões da ONG Instituto Contato, de Florianópolis (SC), na gestão do ministro de Esportes Orlando Silva, apanhado comprando tapioca com cartão corporativo. O atual ministro Aldo Rebelo suspendeu os contratos com a ONG no projeto Segundo Tempo pelos supostos desvios entre 2009 e 2010.

Clique no título e leia denúncia feita neste blog sobre o assunto:
 
Para quem pensa que os remanescentes de Stálin e Mao são todos comunossauros, que não se modernizam, o PCdoB catarinense dá a maior mostra de avanço e modernidade: aqui comunista não come mais criancinhas. Rouba a comida delas!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MEU COQUEIRO *

   Por Janer Cristaldo

   Leitores de minha idade certamente curtiram um dia os quadrinhos de Carlos Estevão, na revista O Cruzeiro. Uma historieta que jamais esqueci foi a do João do Coqueiro. Um certo João decidiu um dia fincar seu rancho à beira de uma estrada e frente à fachada plantou um coqueiro. Mal a árvore cresceu, não faltou passante que o apelidasse de João do Coqueiro.

   João não gostou do apelido. E tomou uma decisão radical. Numa calada de noite, pegou um machado cortou seu coqueiro. Se achava que bastava um machado para eliminar o problema, enganou-se redondamente. Passou a ser chamado de João do Toco. Irritado, João decidiu arrancar o toco. Mas infatigável é a malícia humana. Dia seguinte, era o João do Buraco. João tapou o buraco. Passou a ser chamado de João do Buraco Tapado. Já não lembro como terminava a história. Creio que João, que queria apenas ser João, bateu na marca e mandou-se à la cria. Cronista, desde há muito vivo os avatares de João do Coqueiro.

   A partir de meus primeiros artigos, publicados em um pequeno jornal de Dom Pedrito, o Ponche Verde, no início dos 60, passei a ser tachado como comunista. Meus artigos tinham um forte viés anticlerical, no que nada havia de espantar, afinal eu sofria a opressão intelectual de um colégio de padres oblatos. Se era anticlerical, obviamente era comunista. Ora, na época eu tinha 16 ou 17 anos e desde os 15 já lia filosofia. Quando os comunistas tentaram cooptar-me - afinal a cidade toda me julgava ser um deles - eu já tinha nítida consciência de ser o marxismo uma filosofia excessivamente tosca, sem fundamento racional algum. Mesmo assim, fiquei marcado na paleta: comunista.
   
    Leia tudo. Beba na fonte.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Entre galetos e religiosos

Por Eduardo Guerini
Mística e contemplação na “terra brasilis”

   A semana que passou foi promissora em fatos e imagens, ricas em significado , onde cada um construirá sua própria história, carregada de ritos e mística , e, um fervoroso gesto de contemplação para defender os mitos que são produzidos na miríade de relações conturbadas que afetam a “terra brasilis”.
   Como na Antiguidade clássica grega, Zeus dispunha de dois vasos - um do bem e do mal, e, notadamente o dia seria bom ou ruim, ou melhor, a vida dos homens seria boa ou ruim, dependendo do estado de ânimo (sua natureza), assim como muitos deuses que dispunham de um poder mítico que faria o bem, ou, poderiam cessá-lo quando desejassem. Tal como Apolo, seria melhor que se mantivesse a distância das pessoas e das suas paixões , para adornarmos a retrospectiva desse início de ano cabalístico (2013), com toda sua mística e com a fé que teremos uma mudança nas ações humanas - carregadas de vícios e de poucas virtudes.  
   A divulgação de estórias do cotidiano, suscetíveis a interpretações (inter-pretium = na famosa declinação nominativa/acusativa/vocativa do latim , nos dá um sentido a causa), traduzem como nossa sociedade sofre de uma mistificação contemplativa da realidade, traduzindo ações humanas politicamente conduzidas para a esfera transcendente ao mundo profano, por assim dizer, humano. Nesta semana, a revista Forbes - famosa pela sua especulação sobre fortunas e poderosos, divulgou uma lista de pastores brasileiros - nomeadamente pentecostais ou neo-pentecostais, como bilionários/milionários em ascensão.   
    Se apurarmos que tais religiosos, são produto de uma sociedade de ignaros, toscos e miseráveis que necessitam de uma força extra (superior) e um líder messiânico para levá-los a “terra prometida”, nada melhor que cobrar um pedágio - o tal do dízimo.   
    Nossas redes abertas de televisão, nas madrugadas produzem um “shopping da fé”, basta ter um encosto, uma moléstia, um carência afetiva, uma desgraça produzida pelos profanos humanos que insistem em não contemplar o divino, que um bem assessorado religioso da “teoria da prosperidade” produzirá a salvação. Basta contemplar e pagar - o resultado será o sucesso terreno e transcendente....Mas não esqueça de produzir a lógica de multiplicação para seu líder messiânico, com todo o auxílio de isenções fiscais, diplomáticas e políticas na “terra brasilis”. Resultado - a religião se transformou em grande negócio da fé , com tentáculos na política partidária brasileira.
    Noutro campo, o Partido dos Trabalhadores, diretório do Distrito Federal (DF), com sua juventude - militante devota, proporcionou um show de contemplação, carregado de mística, na famosa “galetada” para arrecadação de fundos com a finalidade de repassar aos condenados na Ação Penal 470 - conhecida como “julgamento do Mensalão”. Este ato, é novamente a outra face da moeda da mística que envolve a política e seus partidos.
    Tal como os religiosos, nossos jovens militantes, tentam arrecadar um dízimo de incautos e afáveis jovens para salvar almas que foram condenadas no esteio do mundo profano, e, seu Poder Judiciário maledicente, tal como Zeus, que derrubou o pote de barro carregado do mal - a injustiça politicamente conduzida pelos vorazes supremos magistrados. Entre partidos e seitas religiosas, militantes ou fiéis sempre carregam uma viseira que impede de observar o contexto de uma realidade perversa.
    Numa simples caminhada pelas cidades brasileiras, em todas as unidades da República Federativa, veremos "prédios vistosos, magníficos e lotados”. Não, incauto e afável leitor, não são ESCOLAS ou UNIVERSIDADES. São templos e igrejas...Logo, por que a mídia monopólica e provinciana divulga tal notícia - não estamos rumando para o progresso material, falta o progresso espiritual - tudo tem seu preço!!!
    Num esforço hercúleo, analise em seu Estado/Cidade/Bairro, onde a vida está pulsando com toda sua efervescência. Não, meu caro e sociável cidadão brasileiro, não é na comunidade e suas associações, mas nas agremiações partidárias, local onde os emergentes da desigual e injusta sociedade brasileira, vislumbram sua salvação. Basta pagar um dízimo, todos os males desaparecerão!!!
    Como já anotara o velho Marx (pouco lido pelos oportunistas e pragmáticos de plantão), nos seus Manuscritos; “O dinheiro, já que possui a propriedade de comprar tudo, de apropriar objetos para si mesmo, é, por conseguinte é o object par excellence . O caráter universal dessa propriedade corresponde à onipotência do dinheiro, que é encarado como um ser onipotente. . . o dinheiro é a proxeneta entre a necessidade e o objeto, entre a vida humana e os meios de subsistência.”
    Assim, seitas e partidos se fundem num único objetivo, salvar almas angariando dinheiro, muito dinheiro, místicos e contemplativos fazem a história sócio-política brasileira com a alavanca econômica.

   O show da vida profana continua. Quem quer dinheiro?????

sábado, 19 de janeiro de 2013

Diálogo entre Soiza e Dalmo Le Burlê

Soiza, emprestado de Sérgio Bonson*
   William Ear Long
    especial  para o Cangablog. 

   Reunião do prefeito Soiza com seu super secretário de Meio Ambiente, Dalmo Le Burle, discutindo as sete medidas para dar alma à cidade.

- Meu grande arquiteto, porque você vai tirar as motos da frente da Kibelândia?

- Para fazer uma intervenção urbana, meu prefeito. Deixar o espaço em plano livre para os transeuntes.

- Sei, você quer dizer deixar a rua limpa para passagem... e
 os relógios da Catedral? Você quer tirar os digitais?

- Sim, prefeito. Penso em relógios analógicos, relógios de sol, relógios antigos e até relógios de ponteiros. Os relógios refletem o tempo e a cidade precisa pensar...

- E você quer abrir o Bob's durante os finais de semana? 

- Sim, meu prefeito.

- Olha, você vai me causar um problema. A população vai engordar tremendamente com aquelas comidas transgênicas. Vai dar problema na saúde pública, meu grande arquiteto.  E as plantas da Praça XV vamos substituir? 

- Vamos colocar plantas de plástico. Duram mais...

- E no Mercado Público, meu grande arquiteto?

- Lá vamos requalificar. Uma grande requalificação...

- O que é requalificar, meu grande arquiteto?

- É transformar o homem atual num homem moderno, trans cosmopolita. Um homem viário.

- Meu grande arquiteto, faça o seguinte: Cobre os aluguéis atrasados, faça licitação para renovar as ocupações e feche o vão central, com vidro e climatize. Coloque a Guarda Municipal para cuidar das pessoas no centro. 

- Já em relação ao homem viário, deixe este assunto com o pessoal do pop-gay.

* Soiza é um personagem criado pelo cartunista Sérgio Bonson e retratava o radialista Cesar Souza, pai do atual prefeito.

Pega mal nome de Volnei Carlin para a Floram

Envolvimento do ex-desembargador com incorporadoras que defendem mega empreendimento na Ponta do Coral embaralha indicação para presidir Fundação do Meio Ambiente

   A notícia, publicada no Cangablog, de que o ex-desembargador Volnei Ivo Carlin, indicado para a presidência da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), é sócio do escritório de advogacia Buzaglo Dantas, caiu como uma bomba no gabinete do prefeito Cesar Souza Junior. Buzaglo Dantas defende os interesses dos "incorporadores" do polêmico projeto Parque Hotel Marina - Ponta do Coral.
   Durante a campanha eleitoral, Cesar Souza Junior se posicionou frontalmente contra o projeto da construtora Hantei no local. O posicionamento claro e contundente de Cesar Souza, contrário à construção de um hotel com 22 andares na Ponta do Coral, foi a "pedra de toque" do seu programa de governo na área ambiental.

   Leiam entrevista de Cesar Cesar Junior ao jornalista Fabian Londero no RBS Notícias: 
  Fabian Londero: Bom, no primeiro turno, na entrevista aqui no RBS Notícias, o senhor disse que era favorável a todo grande empreendimento que se instalasse em Florianópolis, desde que respeitasse as leis ambientais. Agora o senhor mudou o seu posicionamento com relação ao complexo turístico na Ponta do Coral? Qual é a sua ideia para aquela área?

Cesar Souza Júnior: Eu sou favorável a hotel, sou favorável a centro turístico, sou favorável a marina, mas agora 22 andares naquele ponto ali da Ponta do Coral. Já está estrangulado. Mais estacionamento para 1.000 automóveis, mais shopping naquela área, simplesmente ali não dá.

Fabian Londero: Ali o senhor é contra?

Cesar Souza Júnior: Eu sou contra naquele lugar. Porque todo mundo sabe que o trânsito para ali. Vindo para cá agora, eu fiquei parado naquele lugar. É onde o trânsito trava. Em volume de construção naquele lugar, eu sou contra porque essa cidade já está parada hoje. Nós vimos no domingo o absurdo que aconteceu. Construir algo daquele tamanho naquela região vai parar a cidade toda de uma vez por todas. Por isso, naquele lugar e daquele tamanho, eu sou frontalmente contrário.


   Em reunião com seu secretariado na manhã desta sexta-feira, o prefeito Cesar Souza Junior teria manifestado surpresa e exigido provas do envolvimento de Volnei Carlin com o escritório Buzaglo Dantas. 
   O ex-desembargador Volnei Carlin não só é sócio do Buzaglo Dantas, como teve participação ativa nas audiências públicas que debateram o polêmico projeto. Claro que em defesa da Hantei, contrutora que assina o projeto do Hotel.
   Este blog informou erroneamente que a indicação de Carlin teria sido do secretário municipal do Meio Ambiente, Dalmo Vieira Filho. Na verdade, o nome de Dalmo para a direção da Floram seria o do arquiteto Cesar Floriano. Dalmo Vieira, tido como o super secretário da nova administração, teria ficado descontente com a indicação de Carlin para uma pasta subordinada a ele.
   Movimentos de defesa do meio ambiente da capital já se molbilizam para impedir a indicação do ex-desembargador afirmando que colocar Volnei Ivo Carlin na Floran "seria como colocar a raposa paras cuidar do galinheiro".


Ivo Carlin entre os seus sócios no escritório Buzaglo Dantas

Assinatura de Volnei Ivo Carlin na lista de presença da Audiência Pública que discutiu o Eiarima do Parque Hotel Marina - Ponta do Coral. Carlin representava o Buzaglo Danta.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

FATMA: servidores pedem indicação técnica

   Servidores da Fundação do Meio Ambiente (FATMA) fizeram circular, nas sedes regionais e capital, um abaixo-assinado, com 74 assinaturas, onde solicitam, ao governador Raimundo Colombo, a nomeação do atual Procurador Jurídico da FATMA, Sr. Alexandre Waltrick Rates, para a presidência da entidade.
   O temor dos funcionários é de que, mais uma vez, a Fatma tenha uma indicação política para a sua direção. Políticos sem nenhuma formação técnica indicados para entidades públicas geralmente atuam em defesa de interesses privados, partidários e, na maioria das vezes, se envolvem em corrupção e negócios nada republicanos.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ALICE NA ILHA DA FANTASIA

   Novo presidente da Floram é membro do escritório que defende a incorporação da Ponta do Coral 

Ponta do Coral: enredada na justiça e passado nebuloso
   
   Coincidência?
   Na audiência pública promovida pela FATMA, no ano passado, para a apresentação do projeto Hotel Ponta do Coral, estavam presentes membros do escritório de advocacia Buzaglo Dantas, especialistas em material ambiental. O referido escritório é contratado pelos "incorporadores" da Ponta do Coral, cujo custo, dito por eles, chegará aos R$ 340 milhões de reais. 
   Hoje, o secretário municipal de Meio Ambiente, Dalmo Vieira Filho, o homem que promete humanizar a cidade, indicou um membro do escritório de direito ambiental Buzaglo Dantas para a presidência da FLORAM. Trata-se do ilustre desembargador Volnei Ivo Carlin.
   O jornalista Cacau Menezes, também hoje, noticiou em seu programa de TV que "a FATMA vai analisar o estudo de viabilidade de trânsito na área, apresentado pelos incorporadores".
   Sempre bom lembrar que o terreno em questão, insuficiente para construir qualquer coisa além de 1.500m2, está penhorado pela Companhia Siderúrgica Nacional, cujo processo tramita na 2ª. Vara Cível de Criciúma sob o nº. 020.96.005454-5. (Leia aqui)
   Também é bom lembrar que o atual vice governador de SC e outro menudo têm parentesco direto com os herdeiros da Ponta do Coral.

Alice pergunta: Soiza, eles estão te enganando ou é coincidência?


Atualizando: Recebido de Lúcio Dias da Silva Filho - Movimento Ilhaverde

   "Fomos hoje pela manhã acordados com um GOLPE DE RASTEIRA que nos pegou de surpresa. Ocorre que quem assumiu hoje de manhã a FLORAM, e com esta nimguem contava, não podia ser pior. O Sr. Ivo Volnei Carlim, assumiu indicado ...por influência do pai do prefeito sem se quer que o prefeito sabia quem realmente é ele.   O caso é GRAVÍSSIMO por vários motivos, um deles é que não é a pessoa técnica indicado pelo secretário do meio ambiente arq.hist.Dalmo Vieira Filho. Outro motivo grave é que rompe com a proposta de gestão do governo municipal nos quesitos ISENÇÕES e escolha de técnicos capacitados.
   Mas o pior de tudo é que este Sr. que é ex juiz, ex desembargador é hoje advogado da empresa HANTEI a mesma que quer construir o hotel Marina na Ponta do Coral e a mesma que mais numeros de ações por crimes ambientais possui na vara da justiça do Estado e Federal.
   Sendo assim, estamos desde as 8 horas e 30 min. de plantão permamente trabalhando esta questão. Fomos obrigados a parar com todos os outros projetos e dar uma guinada de 180 graus no timão para montar uma estratégia para que o prefeito REAVALIE esta decisão. Estivemos a 2 horas atras com o secretário do meio ambiente que comunicou o fato ao prefeito. O prefeito diz que não sabia da relação do Sr. Ivo Carlim com a HANTEI e que nesta sexta-feira pela manhã vai reavaliar este caso. Há fortes indicios de impedimentos legais para que o Ivo Carlim tome posse na FLORAM

Mesmo demitido Carlos Lupi continua recebendo

   Da Folha

   Por Venceslau Borlina Filho

    Exonerado pela presidente Dilma Rousseff no fim de 2011 após denúncias de irregularidades, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi permanece como conselheiro do BNDES na vaga destinada ao representante do ministério.   No cargo, ele recebe cerca de R$ 6.000 por mês, pagos trimestralmente. A nomeação foi feita pela própria presidente, quando ele ainda era ministro do Trabalho.
   A assessoria do atual ministro, Brizola Neto, informou ontem que pediu à Presidência em junho de 2012 a substituição de Lupi. A Presidência ainda não se manifestou sobre o pedido.
   "Olha, eu não sei [explicar a permanência no cargo]. Você tem que perguntar à direção que me manteve lá até agora. Como eu era indicado pela Presidência da República, enquanto não me tirar, eu estou lá", disse. "Se for da confiança dela [Dilma Rousseff], permaneço", disse à Folha o ex-ministro.

 Leia matéria completa. Beba na fonte.

A farsa da “indústria dos atestados médicos ...”

   Por Eduardo Guerini   

   Nossos atarefados jornalistas da mídia provinciana se apressam em conclusões grotescas sobre uma tal “indústria de atestados médicos” que assola o combalido Estado catarinense. E assim, a reportagem “esquartejada” em bifes insonsos começa a traçar uma estratégia pueril de atacar novamente os setores mais atingidos pelas reformas estruturais nas condições de trabalho: Educação, Saúde e Segurança Pública.   
   Em proporções se apresenta uma série de dados, sem a devida análise - coerente e temporal, demonstrando uma vez mais, que estatística não tem sido uma matéria apreendida pelos nossos novatos jornalistas. Eis que, a proporção de atestados apontado como exagerada no Estado catarinense em 2012, atinge 13,2% do total de servidores (75 mil servidores ativos), e, nosso INSS, apresenta uma proporção de apenas 3,97% do total de trabalhadores inscritos, em 2011, não considerando que o sistema de perícias de tal instituto é marcadamente merecedor do título de “calvário que leva a morte por exaustão”, visto que, a política é impedir a qualquer custo o afastamento - para conter uma das pernas do “rombo previdenciário”.  
   Na edição do DC, de 13 de janeiro de 2013, surge a empulhação midiática, quando em números absolutos são apresentados os dados da FIESC, de 2010, apontando um total de afastamentos na ordem de 12,6 mil empregados do total de 734 mil trabalhadores - o que perfaz a proporção de apenas 1,71 % aproximadamente. A pergunta que fica: qual a comparação possível entre ramos tão distintos???
   Os estudos de grande envergadura sobre as condições de trabalho da maioria das categorias que estão envolvidas com o trabalho social, apontam para um ritmo imposto pela tecnologia, formas de precarização, sobrecarga de atividades que produzem uma gama de trabalhadores “estressados” que se sentem incapazes de enfrentar determinadas situações no ambiente de trabalho.
   O termo cansaço físico – usual para indústria, passou a ser “cansaço físico-mental” na
economia high tech. O ritmo do processo de trabalho acelerado para além dos limites de
suporte do organismo humano, geram um aprofundamento das relações de sofrimento e
emprego.
    O esgotamento profissional que atinge os profissionais da Educação, Saúde e Segurança
Pública no Estado catarinense não tem nada com a chamada “Síndrome de Burnout” ou
“Síndrome de Bororo”, que nossa ansiosa mídia provinciana tende a escamotear.
   Em nenhum momento, as questões sobre uma política de “Gestão de Pessoas”, de melhoria das condições de trabalho ou remuneração foram tocadas, mesmo que marginalmente. Algumas dúvidas sobressaem da atenciosa matéria sobre a “indústria dos atestados médicos” que supostamente assola o serviço público estadual catarinense:

a) Tal situação não foi criada por um gerência política orquestrada pelas forças políticas
que conduzem os setores estratégicos do Estado?
b) Seriam estes capatazes da “coisa pública” e seus “interesses privados”, os principais
mentores em divulgar tal situação para justificar uma vez mais a pecha de “funcionários do Estado” como absenteístas e responsabilizá-los pelo decadência educacional estatal, caos na saúde pública e (in) segurança pública?
c) Seria proposital o adoecimento dos trabalhadores da Educação, Saúde e Segurança Pública, a ponto de se intitular em outra matéria como “epidemia”?   Em resumo, a sequência de reportagens, atribui exclusivamente ao miserável trabalhador, que em condições precárias, com salários aviltantes e gestores politicamente indicados, esconde a verdadeira “epidemia” que assola a administração pública - somos conduzidos por gestores inaptos e ineptos, em situação politicamente desviante. Assim, nossa mídia monopólica e provinciana, segue o fatídico histórico desenhado nos primórdios de nossa colonização: 

   “Em se plantando , tudo dá....”

Ibama assume controle da maricultura na Grande Florianópolis

Segundo ação do MPF, a atividade vem sendo desenvolvida sem estudo de impacto ambiental


Óleo cancerígeno ameaça produção
   A Justiça Federal determinou, em ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), a imediata paralisação de todas as atividades relativas aos empreendimentos de maricultura nos municípios de Palhoça, Florianópolis, São José, Biguaçu e Governador Celso Ramos até que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) assuma exclusivamente o licenciamento ambiental dessas atividades.
   A liminar é resultado de um pedido de reconsideração, feito pelo Procurador da República Eduardo Barragan, após as notícias veiculadas pela imprensa nessa semana acerca do vazamento de óleo no sul da ilha. A ação do MPF, ajuizada em outubro do ano passado, teve inicialmente seus pedidos negados pelo juiz Julio Schattschneider. O novo juiz da Vara Ambiental de Florianópolis, Marcelo Krás Borges, no entanto, entendeu que 

"havendo provas inequívocas nos autos de que a Fatma não possui condições técnicas de realizar o obrigatório Estudo de Impacto Ambiental, tanto que até hoje tal estudo não foi realizado, está configurado o perigo de dano irreparável, pois não há como se estimar os danos e riscos que a atividade da maricultura apresenta".

   Considerando que as atividades de maricultura em Santa Catarina vêm sendo discutidas, promovidas, licenciadas e executadas sem respaldo em Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA), o MPF pretende com a ação excluir a Fatma do processo de licenciamento ambiental e suspender a eficácia de todos os atos administrativos, relacionados às atividades de maricultura, que a Fatma, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Epagri expediram até o momento. (Do MPFSC)

   Leia mais. Beba na fonte.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A dupla que irá chefiar o Carandiru sem grades

   Do Blog do Augusto Nunes

   Em nações politicamente adultas, Renan Calheiros e Henrique Alves não passariam da primeira anotação no prontuário: antes da segunda patifaria, seriam transferidos da tribuna para um tribunal, teriam o mandato cassado e só voltariam ao Congresso para depor em alguma CPI ou, depois da temporada no presídio, fantasiados de turistas.

   Num Brasil com cara de clube dos cafajestes, o senador alagoano vai presidir a Casa do Espanto e o deputado potiguar vai administrar o Feirão da Bandidagem. Faz sentido.

   A seita lulopetista aprendeu que folha corrida é currículo, integridade é defeito e honra é coisa de otário. Como nas disputas promovidas mensalmente pela coluna para a escolha do Homem sem Visão do Ano, a eleição do presidente da Câmara ou do Senado comprova que os congressistas votam no candidato que lhes pareça o pior entre os piores.

   A galeria dos eleitos depois do advento da Era da Mediocridade confirma que, quanto mais alentado for o prontuário, maior será a chance de vitória.

    Leia artigo completo. Beba na fonte.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A sorte de pegar uma Hepatite C

   Sempre fui de ver o lado positivo das coisas. O mais bonito, o melhor. Ficar produzindo energia negativa, acumulando rancores, ódios, medos e outros maus sentimentos só nos detonam, nos colocam para baixo.
   Como diz o meu amigo Padilha, o mundo é mental! Se pensas positivamente terás resultados positivos! O contrário...é o contrário!
   Quando parei de beber, me preparando para iniciar o tratamento de combate ao Flavivírus, levantei o assunto com todos os amigos. Queria ouvir opiniões sobre a doença, sobre o tratamento e principalmente como eles encaravam uma enfermidade que ainda hoje, enfrenta muito preconceito social.
   Pesquisas revelam que um grande percentual de pessoas não conseguem matar o vírus porque sofrem preconceito, escondem a doença, se sentem discriminados, acabam ficando deprimidos e consequentemente com as defesas baixas. O organismo não reage aos medicamentos e aí...é "caixão pro Billy".
  Hapatite C mata mais que Aids. Aliás, Aids não mata mais, Hepatite C, mata! Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3% da população, ou seja, mais de 170 milhões de indivíduos estão infectados pelo vírus da hepatite C. No Brasil, mais de 3 milhões de pessoas seriam portadores da doença. É silenciosa, assintomática e quando se manifesta já desenvolveu cirrose ou câncer no fígado.
   
   Bem, falava que sou de tirar leite de pedra quando se trata de ver algo de bom em uma tragédia. E aí está um exemplo. Com toda esta reviravolta que a minha vida deu em função da doença acabei descobrindo muitas coisas que não via antes. Amigos amigos, filhos maravilhosos, a presença constante da minha neta Luisa, uma companheira fantástica, cuidadosa, atenciosa, não moralista, perseverante e, principalmente, tolerante, pois também não sou dos mais fracos!
   Se nada disso houvesse acontecido, não teria descoberto esta vida que tenho agora. Não estaria me sentindo seguro, amado e forte por saber que não estou sozinho na parada.    Quando o meu amigo Dario de almeida Prado Jr., do alto da sua rica experiência no tratamento vitorioso de um câncer, me falou que seria uma ótima fase para refletir sobre a minha vida, eu, provavelmente já irritado com a abstinência da bebida, tomei a declaração do Dario como algo muito "cristão", como se eu tivesse que refletir sobre as cagadas que fiz na vida e todo aquele papo moralista de culpas e perdões que os pobres de espírito adotam quando levam uma ré.  
   Nada disso! Agora entendo o refletir do Dario. Sem dúvida alguma que com uma total mudança de hábitos e comportamentos, um mundo diferente seria percebido pelos meus olhos e mente. E esse mundo é maravilhoso! Estou loco para curti-lo com uma tonturinha nas idéias. Deve ser mais maravilhoso ainda!
   O resultado disso tudo, de eu ter assumido publicamente a minha batalha contra a doença, abriu, no meu universo, uma via láctea de pessoas interagindo comigo, dizendo o que pensam, o que pensam de mim e como me vêem. E no momento que se revela este novo mundo, esta descoberta, mais uma vez eu tenho que me reinventar. 
   E me reinvento! 
   Sou outro, sou melhor!

Abaixo manifestações de amigos no FB:



Finalmente...uma boa notícia!

   Queridos leitores,
aos que acompanham a minha batalha para vencer o Flavivírus, vírus da Hepatite C, tenho uma excelente notícia: ZEREI O BICHO!

   Meu último exame de contagem de replicação do vírus deu ZERO. Em três meses de tratamento consegui eliminar o bicho que estava comendo o meu fígado. 
   Nos últimos tempos não tenho escrito muito no blog devido aos efeitos colaterais dos remédios que tomo. São 17 comprimidos diários de Ribavirina e Boceprevir (antiviral) e uma injeção semanal de Interferon. Estou a 9 meses sem tomar bebida acóolica. Uma merda!
   Bem, os devastadores efeitos colaterais destes remédios e a minha batalha para derrotar o vírus já descrevi aqui no blog. A náusea, dores no corpo, falta de concentração, irritabilidade e, principalmente, a depressão fizeram com que eu diminuisse consideralvelmente o meu ritmo de trabalho e minha produção jornalística.
   A maior batalha, sem dúvida, está sendo comigo mesmo. Conseguir racionalizar e separar os efeitos dos remédio da realidade é trabalho para mamute! Porém, tudo isso tem o seu lado positivo. Todo esse sofrimento, abstinências, falta de emoção, sensação de mundo acabado, acabou me revelando os melhores amigos e os que realmente se importam comigo.
   O impacto da notícia de que teria que fazer um tratamento urgente para Hepatite C - o bicho já havia necrosado parte do figueiredo - foi devastador. Foi aquela divisão na realidade. Tudo mudou a partir daí. Em primeiro lugar, a vida maravilhosa de festas, bebidas, nigths...enfim, a vida louca que adoro, foi para as cucuias. 
   Tive que me enquadrar num modelito disciplinado que só de pensar me dava ojeriza. Me enquadrei! Li tudo a respeito da doença, do tratamento, das drogas químicas mais modernas e...fui à luta!
   Bem, parece que eu sou o cara, né! Não, eu sou apenas o objeto de uma situação maravilhosa que se criou a partir da trágica notícia da doença: a minha família reagiu em bloco, afetuosa e pró-ativa.
   Partimos unidos para a execução de um plano mortal contra o Flavivírus. Os cuidados com a minha alimentação, com os horários exatos de tomar os medicamentos e ouvidos disponíveis para ouvir minhas lamúrias fizeram com que ficássemos todos mais próximos.
   As relações entre nós, pais, filhos, irmãos e sobrinhos se estreitaram a passaram a ser uma prática diária na execução da estratégia mais apurada para resolver aquela situação. 
   Foi perfeita! Deu Certo! Três meses de tratamento e conseguimos eliminar o Flavivírus do meu organismo. Tenho ainda mais três meses de tratamento, mas agora já sinto os efeitos colaterais mais amenos e até tiro um sarrinho deles, às vezes.
   O que poderia ter sido o momento mais terrível da minha vida acabou sendo o melhor já vivido até hoje. Por incrível que pareça, estou vivendo a melhor de todas as vidas. Na contabilidade de fim de ano, a Gisa, eu e nossos filhos realizamos tudo o que havíamos nos proposto. Desde vencer vestibular na Federal a formaturas e empreendimentos empresariais.
   Estou triste mas estou feliz! Muito feliz! Triste por conta dos remédios, da química que me deprime, me deixa paranóico e irritadiço. Mas já sei que esse não sou eu, são os remédios, então que se fodam! Dentro de três meses voltarei a ser eu mesmo. Alegre, otimista, emocional, amigo dos amigos e pronto para novas aventuras. Desse Canga, às vezes, chego a sentir saudades!

    Crônicas e matérias sobre o combate à Hepatite C. Leia aqui!

*Parceiros fundamentais nesta luta: meu médico, Paulo Glavam, e toda a equipe do PAMMI do Hospital Nereu Ramos: Rochele, Magali, Poliane, Viviane, Taise, Andrea, Sheila e o Chico!

Campeche em dia de sol

Fotos de Glaicon Covre





"Gato" causa desabastecimento em Sto. Antônio

Agesan apura desativação do Manancial do Meiembipe 
Fonte fornecia 4 litros por segundo e foi desativada pela Casan sem explicações 

4 litros por segundo
   A Agência Reguladora de Saneamento (Agesan) vai investigar a desativação do Manancial do Meiembipe e do reservatório de água de Cacupé pela Casan. A suspeita é que a eliminação desse reforço na produção de água (4 litros por segundo) pode estar entre as causas do desabastecimento no distrito de Santo Antônio. 
   A garantia foi dada nesta quarta-feira (9.1) pelo diretor de Regulação e Fiscalização da Agesan, Silvio César dos Santos Rosa, ao ser informado do histórico de uso do manancial localizado nas imediações do trevo de acesso a Cacupé, na SC-401.
  
  "Gato"
   Nos primeiros dias de janeiro de 2002, durante vistoria da Floram e outros órgãos através da Operação Mananciais, foi flagrado um "gato" de água na captação do Meiembipe. Acima do ponto em que a Casan captava água, uma empresa das proximidades havia improvisado uma pequena represa com sacos de areia, ficando com a maior parte do produto (confira abaixo a matéria do AN Capital sobre o caso).
   Segundo Sílvio Rosa, a Casan não incluiu esse ponto de captação entre os mananciais em exploração. Todos os mananciais indicados pela empresa passaram por vistoria da Agesan, sendo constatada a ausência de licença ambiental de exploração e outorga do uso da água em todos os locais vistoriados. Na semana passada a Fatma emitiu licença para algumas unidades de captação, mas outros continuam sem a autorização e todos sem outorga.
   Segundo o estudo intitulado "Mananciais superficiais utilizados pela Casan na Grande Florianópolis", disponível no site da empresa concessionária, a captação no Manancial Meiembipe começou em 1984. A água era conduzida até o reservatório em Cacupé onde passava por tratamento (desinfecção com a adição de hipoclorito de sódio) antes de ser distribuída aos moradores dos bairros do distrito de Santo Antônio de Lisboa. 
   Com bacia de contribuição de 1,23 quilômetros quadrados, quase toda no interior da Reserva do Desterro, o manancial tem uma vazão média de 26,88 litros por segundo, baixando para 7,48 litros por segundo durante estiagens. Por isso a Casan captava apenas 4 litros por segundo ou 345.600 litros em 24 horas.


Saiba mais. Beba na fonte.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

É isso aí Cacau!


O primeiro (do blog do Cacau Menezes)
14 de janeiro de 201310
Nem eu e nem o Renan. O colega Canga, dono do Cangablog, nos mostra que no dia 4 de janeiro deste ano seu blog publicou todo o escândalo da SCGas em primeira mão. Fica feito, pois, o registro. Não tem mais exclusividade. O que pode ter, agora, é uma maior repercussão.    

   Muito legal a atitude do Cacau reconhecendo que o Cangablog foi o primeiro a dar as informações sobre relatório do Tribunal de Contas que determina uma série de providências a serem tomadas pelo governo do estado sobre o "imbróglio" SCGás/Celesc. (Jornalista induz Diário Catarinense à falsa exclusividade)
   Dar crédito à fontes de informação sempre é salutar e pouco praticado nos dias de hoje. Sobre a propriedade da informação acho que é a maior bobagem. Ninguém é dono de nada. O que não é legal é alguém se apropriar de informações, fruto de trabalho investigativo, e vender para alguém como se fosse sua ou como exclusiva, dizendo que ninguém viu ou publicou.
   Não acuso o Cacau de ter "chupado" matéria minha. Ele embarcou na história do Renan Antunes, em quem confia. O Renan, ao lhe vender o produto, afirmou que seria "um furo que os coleguinhas não viram" (...) "Se vc for dar, eu gostaria que vc cortasse todas estas preliminares senão fica parecendo que estou me gabando de achar uma matéria que os outros não viram embaixo do nariz deles - ou viram, mas olharam pro lado". 
   Ora, esta empáfia toda do Renan, menosprezando os colegas de Florianópolis e tirando o Cacau para cúmplice, é que me levou a denunciar que o que foi publicado no DC não tinha nada de exclusivo, já havia sido publicado no Cangablog.

Publicado no blog do Cacau agora às 17:33h
Jornalista Renan Antunes de Oliveira sem querer polemizar com ninguém, esclarece que a sentença do Conselheiro Salomão Ribas Junior, do TCE, sobre o escãndalo na SCGas e a Celesc, é do dia 19 de dezembro de 2012:
"Logo, o Canga não tem exclusividade nenhuma. E o Canga não conta, né ?
Falei com o Salomão no sábado. Uma coisa é o que se dizia, outra é a sentença.

A emenda ficou pior que o soneto. 
   Em primeiro lugar não pedi exclusividade nenhuma. Quem achou que tinha exclusividade era o Renan. 
   Que sentença do Conselheiro Salomão Ribas Junior, do TCE, sobre o escandalo na SCGas e a Celesc, é do dia 19 de dezembro de 2012, isso eu já sabia pois havia publicado no dia 4 de janeiro de 2013. Leia abaixo:
   Do Cangablog em 4 de janeiro de 2013
   "O Tribunal de Contas de Santa Catarina aprovou decisão, nesta quarta-feira (19/12), durante a última sessão do Pleno do ano, que determina ao Governo catarinense a adoção de uma série de providências para correção de irregularidades constatadas no contrato de concessão dos serviços de gás canalizado no Estado". Leia tudo. Beba na fonte.