sábado, 8 de junho de 2013

BOMBA BRASILEIRA NA PELE TURCA

Enquanto o Itamaraty diz não poder investigar abusos com gás lacrimogêneo brasileiro da empresa Condor no exterior, Apex fomenta exportação


   Por Bruno Fonseca e Natalia Viana (Pública)

   Em 2012, quando a inscrição “Made in Brazil” estampava projeteis de gás lacrimogêneo usados contra manifestantes pró-democracia no Bahrein e ativistas denunciavam inclusive a morte de um bebê supostamente vítima do gás brasileiro, o Ministério das Relações Exterioresanunciou que iria averiguar se houve alguma irregularidade na exportação. Porém, um ano depois, o Itamaraty informa que apenas observa o caso, sem conduzir investigações ou tomar medidas. Em resposta indignada, um ativista americano-saudita Rasheed Abou-Alsamh, autor da denúncia, escreveu: “O Itamaraty deve achar que somos ingênuos”.
   Na ausência de restrições à exportação de armas não-letais, o mesmo gás, fabricado pela empresa Condor SA, do Rio de Janeiro, é agora empregado pela polícia da Turquia na repressão aos crescentes protestos contra o governo de Recep Tayyip Erdogan, que se espalharam por mais de 60 localidades em todo o país, deixando centenas de feridos e estimativas de 2 mil pessoas presas.
   A Anistia Internacional confirma o uso de gás lacrimogêneo brasileiro durante as manifestações – que se iniciaram após um protesto pacífico contra a derrubada de 600 árvores na Praça Taksim, em Istambul. A professora americana Suzette Grillot, que está em Ankara, fotografou um dos projeteis brasileiros utilizadas pela polícia. “Um membro do nosso grupo encontrou a cápsula na noite de ontem (3 de junho) em Ankara”, relatou à Agência Pública. Leia matéria completa. Beba na fonte.

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