segunda-feira, 10 de junho de 2013

Prefeito diz que não aumentará tarifa de ônibus


"Greve é irresponsabilidade social gigantesca. Quem acredita que com greve a prefeitura vai aumentar o preço da passagem de ônibus vai dar com os burros n’água”
Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, o prefeito Cesar Souza Júnior classificou de “irresponsabilidade social gigantesca” a paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo da Capital e voltou a afirmar que não haverá reajuste na tarifa.
   “Vi na manhã de hoje mães descendo o Maciço do Morro da Cruz com filhos no colo, uma situação lamentável, injusta”, definiu.   De acordo com o prefeito, ainda na tarde desta segunda será encaminhado à Justiça do Trabalho o laudo elaborado pela prefeitura demonstrando que as empresas e o sindicato dos trabalhadores não cumpriram a decisão que estabeleceu 100% da frota nos horários de pico.
   “A prefeitura vai cumprir seu papel de fiscalizar as empresas concessionárias do serviço público e defender o interesse da população”, finalizou o prefeito.
  “Quando o sindicato dos trabalhadores debocha da Justiça, diz claramente que não vai cumprir uma decisão judicial, estamos diante de uma situação preocupante, de ações antidemocráticas que ameaçam o Estado de Direito”, destacou Cesar Souza Júnior.
   O prefeito acrescentou ainda que a população não será “duplamente penalizada” com o aumento da passagem.

2 comentários:

Cristiano Olderground disse...

Olá, Canga! Engraçado que o prefeito lamente as "mães com o filho no colo" em dia de greve de ônibus e não faça nada para mudar as diversas mães com filhos DOENTES no colo nas filas das UPAs, dos postos de saúde e do SUS, sem contar nos hospitais públicos, mas desses nem vou falar porque o prefeito almofadinha diria que não é responsabilidade dele, mas do governo do Estado.

Também acho engraçado que ele e a mídia em geral defendam o direito de ir e vir quando há greve no transporte coletivo, mas não façam o mesmo quando as pessoas deixam de ir trabalhar porque não podem pagar a passagem, ou deixem de sair aos finais de semana por falta de ônibus em suas comunidades.

Por fim, acho engraçado também que o prefeito fale de "deboche contra o estado democrático de direito" no caso da greve, enquanto o poder público descumpre solenemente os mais diversos estatutos e cartas de direitos universais, e inclusive a nossa própria constituição, quando não trata a população com a igualdade prevista em qualquer legislação. Ao mesmo tempo, políticos das mais diversas ideologias, amigos do prefeito, circulam por aí livremente, debochando da justiça e da cara do cidadão.

Anônimo disse...

Sugiro que o serviço de inteligencia da PM faça uma investigação séria a respeito das conexões profundas desses “movimentos” com os partidos dito de "esquerda". Vale a pena ler essa matéria, para conhecer quem são as "cabeças" destas badernas e ainda são financiado com o dinheiro do contribuinte: http://migre.me/eZ8mF
Entidade que é dona de domínio do “Movimento Passe Livre” recebe dinheiro da Petrobras e do Ministério da Cultura e tem incentivo da Lei Rouanet

Ai, ai…

O Movimento Passe Livre tem um site, cujo endereço é “www.mpl.org.br” — e, claro, há um site específico para São Paulo: “saopaulo.mpl.org.br”. Muito bem. Uma das curiosidades lícitas que a gente pode ter é esta: em nome de quem está registrado esse domínio? O leitor pode, então, recorrer ao site http://registro.br/ e descobrir. Basta escrever no campo de busca o endereço “mpl.org.br”. E encontrará isto.

Alquimídia?
Como? Associação Alquimídia? Mas que diabo é isso? Bem, leitor, aí você pode, ainda movido pela curiosidade que a imprensa até agora não teve, visitar a página da dita associação. E vai se deparar com isto aqui:

É isto mesmo. A tal “Alquimídia” é uma dessas ONGs que se dizem interessadas na “democratização da mídia” financiadas com dinheiro público: Ministério da Cultura e Petrobras, podendo captar recursos da Lei Rouanet. Jamais duvidem: é muito difícil não haver petismo na raiz de boa parte do que não presta no país.

O nome do chefão da Alquimídia, que é dona do domínio da entidade que está a promover, com meia dúzia de gatos-pingados, o caos em várias capitais brasileiras é Thiago Skárnio, como se vê acima. Não sei se é sobrenome real ou artístico, mas é muito significativo.

A base de operações do rapaz é Florianópolis, cidade, diga-se, onde o protesto contra o reajuste de tarifas de ônibus tem um histórico de violência e radicalização. Se o leitor decidir navegar pelo site “Alquimídia”, descobrirá que essa entidade “ponto org” funciona como uma produtora privada de conteúdo qualquer. A diferença é que é alimentada com dinheiro público e diz trabalhar apenas para “coletivos” e “entidades do terceiro setor”, embora possa, sim, ter a parceria de “empresas privadas”. Ah, bom…

Skárnio, a única cara visível da Alquimídia, se define assim na rede (em vermelho):
Iniciei minhas atividades como desenhista. Depois de produzir charges e ilustrações para publicações independentes e sindicais, passei a trabalhar também com fotografia, texto, produção gráfica e audiovisual.
Além da produção alternativa de vídeos e a edição do site SARCASTiCOcomBR, apoio causas como a cultura digital, liberdade de expressão, estado laico, democracia líquida e as políticas públicas para a cultura, e participo de organizações e movimentos como o FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, Pontos de Cultura, CNC – Conselho Nacional de Cineclubes, Cinemateca Catarinense (ABD-SC), TV Comunitária de Florianópolis e Movimento Mega-Não.
Atualmente coordeno o Pontão Ganesha de Cultura Digital, projeto mantido pelo Ministério da Cultura e a Alquimídia.org (organização que ajudei a fundar) e fui eleito para a cadeira de Cultura Digital do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Florianópolis.

O que é “democracia líquida”? É uma tese neofascista (pesquisem a respeito) que, sob o pretexto de instituir a democracia direta, prega, na prática, o fim do Poder Legislativo. Cada questão importante da sociedade seria decidida por indivíduos eleitos exclusivamente para aquele fim. O linchamento, por exemplo, não deixa de ser uma forma de “democracia líquida”…

Eis aí: eu tinha a convicção — e agora tenho a certeza — de que, na raiz dessa história, estavam as tetas do estado.

“Ah, o Alquimídia só registrou o nome; não tem nada a ver com isso.” Claro que não…

Por Reinaldo Azevedo