sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Histórias de cupins

   O jornalista Moacir Pereira publicou hoje nota sobre sobre o vergonhoso descaso da UFSC com bens históricos doados ao Museu Universitário. Como não existe espaço vazio, onde a UFSC se omite os cupins se posicionam.
   Abaixo histórias folclóricas sobre "intervenções urbanas" de cupins na nossa sociedade:

   Oswaldo Cabral na Ufsc: Memória desrespeitada
   Professora Sara Regina Poyares dos Reis doou ao Museu Universitário todos os móveis da Biblioteca do professor Oswaldo Rodrigues Cabral. Um ano depois está tudo lá empilhado, jogado num canto, com o cupim devorando mesas, cadeiras e móveis do imortal historiador. Sobrinha do fundador da Ufsc e do Museu, a historiadora anunciou: “Vou buscar tudo de volta. Não são os bustos que estão sumindo da cidade; a cultura, a ética e o respeito, também”.

   Cupim no baralho
   Figuraça folclórica em Florianópolis, onde virou nome de rua, o ex-assessor da Assembléia catarinense Alcides Ferreira era coletor de impostos em Indaial quando, endividado na jogatina, apostou com um juiz os móveis da coletoria e perdeu. Respondeu por telegrama ao então governador Udo Deeke, que o interpelara furioso com o sumiço dos móveis: “Exmo sr. Governador. Móveis coletoria cupim comeu. Alcides Ferreira, coletor.”
   Reza a lenda que o governador teria mandado novos móveis de metal para a coletoria acompanhado de um telegrama: "Quero ver cupim comer esses."

   Cupim baiano
   Conta o jornalista Jurandir Camargo que quando trabalhava no Jornal da Bahia - lá pelos idos de 1976 - um certo repórter saiu para cobrir matéria sobre a deterioração de imagens sacras em igrejas do Terreiro de Jesus, centro de Salvador. Ao deparar-se com uma imagem de Nossa Senhora totalmente corroida por cupins ficou muito revoltado.
   Voltou para à redação, escreveu uma nota sobre o assunto e tascou a seguinte manchete: Cupim ateu comeu a Santa!

Um comentário:

Anderson disse...

o CUPIM só não come a "cara de pau" de nossos governantes. Seria ela, madeira de Lei? Duvido! Está mais para madeira de reflorestamento, pois nunca nesse país se viu tanta cara de pau no governo, se acaba com uma, vem outra e assim por diante.