quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Transbordamento, Enchentes e Anunciações..

Por Eduardo Guerini
   Com sua régua de medição
 para atualizar o nível de paciência
 da população atingida pelas
enchentes e desastres naturais.
  
     As notícias da última semana que passou são rotineiras, como diria aquele cético no banco do praça - “velhas novas notícias”. Passamos uma semana terrível em termos de existência e convivência em áreas submetidas as intempéries e extravagâncias climáticas, como se a natureza fosse uma matrona enfezada contra seus filhos rebeldes, parece que o clima é temperamental e injusto com todos nós .
   Em primeiro lugar, cumpre elogiar a atuação do aparato de Defesa Civil nos municípios e Estado de Santa Catarina, que limitados em condições estruturais e laborais, fazem um trabalho honroso para a população que sofre com as constantes enchentes na região do Vale do Itajaí (SC). Porém, o nível de pânico, dado o elevado nível pluviométrico é indecoroso. Na tentativa de “salvar vidas”, a prudência e precaução sempre são bons aliados momentâneos.    Não seria o momento de “planejar” ações programadas de treinamento para situações emergências??? Vemos noutras partes do mundo uma série de ações para preparar a população nestes casos de desastres naturais mais danosos que uma enchente ou inundação.
   Em segundo lugar, o festival de anunciações politiqueiras, com autoridades de todos os quilates, que oportunistas e aproveitadores prometem “mundos e fundos” para ações de combate as cheias em nossa região. Por quanto tempo estes ineptos e inoperantes representantes políticos e gestores continuarão enganando uma população sofrida , contribuinte contumaz da desfaçatez de autoridades incompetentes???
   Sejamos honestos, nossa régua de medição já transbordou faz algum tempo diante de promessas não cumpridas, com ações pontuais ou sazonais, em governos de festim , que sobrevoam nossa desgraçada situação de moradores em áreas densamente povoadas que foram ocupadas pela anárquica situação que se encontra o planejamento urbano e estatal. 
   Como diz o velho ditado, senhores governantes e representantes políticos – “quem planta vento, colhe tempestade”, o seu tempo está acabando e nossa paciência também!!!!

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