quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Volta à tona o escândalo CELESC/MONREAL

DEIC conclui inquérito sobre sumiço de mais de R$ 51 milhões da Celesc, indicia dois ex-presidentes e mais 11 pessoas e deixa de fora o vice-governador, Eduardo Pinho Moreira, participante ativo da operação Monreal

 
Capa do DC sobre o escândalo
 
   A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) levou quase dois anos para concluir investigações sobre o escândaloso caso CELESC/MONREAL e ao final livra o atual vice-governador do estado, Eduardo Pinho Moreira, presidente da empresa à época do sumiço do dinheiro.
   Moreira, em entrevista (leia aqui) ao Diário Catarinenses de 5 de setembro de 2011, confessa que teve participação ativa no imbróglio, tanto na redução dos prazos de cobrança de inadimplentes pela Monreal como nos pagamentos mensais à empresa.
   Ao ser perguntado pela repórter Simoni Kafruni (DC) "por que a Monreal passou a receber pagamentos mensais maiores durante sua gestão", Moreira disse:

- Eu não sei. A empresa é que tem que dizer. Eu não assinei nenhum contrato com a Monreal. Lembro apenas de ter assinado a redução de 90 dias para 60 dias (de inadimplência para a cobrança ser feita pela empresa externa), a pedido do Conselho de Administração.

Mais adiante...
- Se o dinheiro foi pago sem comprovação é uma situação realmente muito grave. Eu presidi a Celesc, mas um presidente, quando assina os contratos, não acompanha o andamento deles diariamente. Por isso, não tenho nenhum temor. Mas os estudos precisam ser concluídos para que se possa acusar alguém.
   Como então dois ex-presidentes da Celesc foram incluidos como suspeitos no inquérito presidido pelo delegado do DEIC, Valter Watanabe, enviado ontem ao Ministério Público?
   Entre os indiciados estão gestores do contrato, diretores e funcionários do alto escalão da Celesc além de dois ex-presidentes, Miguel Ximenes de Melo Filho e Carlos Rodolfo Schneider, todos do PMDB partido do governador à época Luiz Henrique da Silveira.
   Mesmo diante de tantos indícios de participação na operação Celesc/Monreal, Pinho Moreira, também do PMDB, não foi incluído pelo delegado Watanabe.

   O delegado teria recebido pressão para não indiciar o chefe?
   Como agirá o promotor Aor Steffens Miranda, da Promotoria da Moralidade Pública, encarregado do inquérito?

Como foi o golpe CELESC/MONREAL:
O GOLPE MILIONÁRIO DA CELESC
CELESC: Caso Monreal volta à tona e rombo pode chegar a R$ 214 milhões

4 comentários:

Anônimo disse...

Qual a razão do não indiciamento? O governo permitiu que os delegados de polícia e oficiais da pm de SC conseguissem "furar" o "teto" salarial constitucional e passarão a perceber tais como Ministros do Supremo. Outra: lembras do "flagrante" armado para cima do Nei e que agora foi inocentado? Qualquer parvo sabia que aquilo era armação. Está respondido o questionamento? A polícia a serviço dos apadrinhados do Estado. É mole ou queres mais?

Anônimo disse...

Um "trem" com essa "carga" é difícil de parar! Tem "cascalho" pra comprar muita gente! E quem vai ser doido pra isso? Vamos ver o que acontecerá com o Barbosa daqui em diante...

Léo disse...

"Não sei de nada.! Não sei de nada!" Forte candidato a presidente da república....

Anônimo disse...

O ex-presidente da CELESC, Eduardo Pinho Moreira, e seu ex-diretor jurídico institucional, MARCELO GASPARINO DA SILVA, são réus na ação de improbidade administrativa n. 0915825-56.2014.8.24.0023, relacionada ao caso MONREAL.
Qual será a razão para eles não serem réus na ação penal?