sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A Festa dos Manés...


      
   Por Marcos Bayer

   Saudável a discussão na Câmara de Vereadores da Capital sobre o aumento do IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano e do ITBI – Imposto sobre Transferências de Bens Imóveis.
   Se os imóveis subiram de preço - qualquer apartamento de 80 m2 na Ilha, custa entre R$ 300 e R$ 400 mil, se localizado nas praias – é justo que subam os tributos. Quanto mais saneada a praia, maior o valor.
   Espera-se que a arrecadação tributária seja usada da melhor forma possível, de forma transparente, sem as maracutaias de percurso.
   Agora, antes da proposta de aumento, independentemente dos critérios adotados, é preciso saber de outras questões.
   Quem são os grandes devedores de IPTU? Quais deles se beneficiaram da “anistia” com propinas nas máquinas da Prefeitura Municipal?
   O prefeito eleito pelo voto universal e direto deve estas explicações aos contribuintes. Ou não?
   Trecho do DC eletrônico, edição de 12 de dezembro de 2013, salienta:
"Levantamento preliminar das investigações aponta que os débitos de mais de 150 imóveis teriam sido adulterados por meio desse esquema fraudulento. Mas as últimas informações apontam cerca de 500 operações feitas pela quadrilha no Pró-Cidadão".
   Uma dívida de R$ 190 mil poderia sumir, por exemplo, por uma comissão bem menor. Em apenas cinco imóveis, o débito cancelado passava de R$ 1 milhão à época em que foi descoberto o problema, em abril deste ano.
- Há fortes indícios de que seja alguém de dentro. Os beneficiados são empresários, empresas, grandes comércios. Não é pobre. É rico - disse Silva sobre os primeiros encaminhamentos que a CPI deve tomar. (Leia aqui)
   Para quem quer administrar a Capital Turística do Mercosul é necessário além da competência, a transparência.

3 comentários:

Anônimo disse...

O problema maior não é o aumento dos impostos, nem muito menos a sonegação, mas é rasgar o discurso depois de eleito, sem qualquer justificativa. A promessa de não aumentar os impostos municipais era apenas um discurso de campanha e, os pobres mortais contribuintes caíram feito tolos, em alguns casos, em 300%. Florianópolis se torna, a cada dia, uma cidade inviável à classe média, pelos seus custos. Irão sobrar magnatas e serviçais, estes últimos pendurados nos morros

Anônimo disse...

A única solução é a tranferência da administração estadual para alguma cidade do interior.

Anônimo disse...

Enquanto todos só querem tirar proveito não vamos encontrar ninguém para pagar a conta