quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Pragmatismo e Mística de Poder


   Por Eduardo Guerini

   Como nossos governantes e representantes
insistem no cinismo e na hipocrisia, fingimos
 acreditar nas suas promessas e realizações.

   No adiantado calendário re-eleitoral, em todas as unidades da Federação e no Planalto Central, os artífices de futuras e pretensas candidaturas focalizam suas análises nas chamadas pesquisas de intenção de voto, e, corriqueiramente nas pesquisas de avaliação de governo.
   No embalo dos cenários idealizados, o jogo de bastidores no poder é estranho demais para que a patuleia desavisada entenda os meandros de alianças e orquestrações em curso.
   A perplexidade de alguns militantes – ideologicamente afinados com as cartas programáticas, no âmbito das facções partidárias, ou ainda, as figuras históricas que construíram agremiações políticas , lutando diuturnamente para que suas utopias se realizassem, são soterrados por interesses particularistas de um ou outro dirigente. Faz muito tempo que nossos líderes partidários se afastaram das suas bases sociais, caso contrário, não ficaríamos escandalizados com as fotos estampadas em colunas políticas e capas de jornais.
   Na miríade de homens privilegiados que lideram nossas instituições democráticas, percebemos que o nível de corrosão ideológica está no ápice da corrupção cotidiana, seja “por gestos ou palavras, por atos e omissões”. Assim, os puritanos são sepultados pelos oportunistas e pragmáticos de plantão. No embalo do anarquismo, o poder corrompe as pessoas eruditas e informadas, enquanto escraviza as massas, mantendo-as na ignorância (Bakunin).
   Na corrida eleitoral que se antecipou, as sucessivas visitas de autoridades ministeriais , e, da própria candidata à candidata do Planalto Central, um rosário de promessas e afagos monetários foram desfiados sobre o testemunha de uma gama de espectadores de ocasião.
   O poder exerce sua mística, amalgamando forças impossíveis e interesses impensáveis, resultando na prática política degenerada que se traduz no desejo desobediente a lógica imperativa dos pragmáticos de plantão “O melhor governo é aquele que não governa”.

Um comentário:

Anônimo disse...

Estou dando um tempo, mas não tenho como deixar passar esta:

SIR Moacir Pereira, arauto do cimento, tenta recuperar imagem totalmente incinerada nos episódios OSX e Ponta do Coral, detonando demagogicamente vereadores que votaram a favor do IPTU;

Cara de pau tem hora e pijama já !!!! Vamos cuidar da privatização da Rua da Paz na Cachoeira nobre jornalista !!!