sábado, 4 de janeiro de 2014

Retrospectiva 2013! O Mercado de Intercâmbio


   Por Julia Paniz*

   O ano de 2013 foi movimentado no mercado de intercâmbio. Cada vez mais jovens, adultos e até mesmo idosos, estão indo atrás do sonho de cruzar o oceano em busca de realização pessoal. Os motivos são os mais variados, no geral estudar uma nova língua e por que não, aumentar as oportunidades profissionais na hora de procurar um emprego.
   Apesar do ano já ter terminado, ainda não há uma estatística oficial sobre 2013, mas dados da Belta (Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais), afirmam que só no ano de 2012 o número de estudantes brasileiros que foram em busca de um intercâmbio no exterior foi superior a 175 mil. De 2011 para 2012 o crescimento foi de aproximadamente 5% em virtude das facilidades que estão sendo criadas para este tipo de experiência.
   Os brasileiros que saem do país em busca desta nova experiência têm como destinos: Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e França. Na sequência aparecem também Espanha, Alemanha, Itália, Japão, Escócia, Bélgica e Índia. A maior busca é pelo aprendizado da língua inglesa, mas há também alguns destinos que entram na lista de novidades para os intercambistas e que estão sendo procurados, como o E-Dublin mostrou aqui.
   Para quem procura Nova Zelândia como destino de estudo, 2013 trouxe boas notícias. O país anunciou em outubro mudanças nas regras para os intercambistas que pretendem trabalhar além de estudar. A partir de 2014 todos os estudantes terão a oportunidade de trabalhar, com a condição de estarem matriculados em algum curso com duração de no mínimo 14 semanas. A mudança vale apenas para os cursos aprovadas pela New Zeland Qualifications Authority, com qualificação de categoria 1. Antes desta decisão as regras eram mais rígidas.
   Era preciso estar matriculado em um curso de pelo menos seis meses e realizar o IELTS (International English Language Testing Sistem), teste de proficiência em inglês. A nova regra ficou igual ao sistema irlandês: durante o curso é possível trabalhar 20 horas semanais e nas férias, período integral. Mas o ano não foi apenas de boas notícias. Em setembro a falência e, consequentemente, o fechamento da agência de viagens BFA prejudicou funcionários e clientes.
   A notícia afetou diretamente intercambistas que estavam se preparando para viajar como também aqueles que já estavam realizando o intercâmbio. Dublin era o destino de maior atuação da empresa, que chegou a ter 100 funcionários trabalhando diretamente na Ilha Esmeralda. Ao total 410 clientes foram prejudicados com o fechamento inesperado da BFA. No caminho inverso, também teve um crescimento significativo a ida de estudantes estrangeiros para o Brasil.
   Um exemplo é o aumento do número de intercambistas da USP, de São Paulo. Em 2012 eram 1088 alunos e em 2013 foi registrado um aumento de 31% em relação ao ano passado apenas no primeiro semestre, com 1427 estudantes de outros países. Os fatores que podem ter levado à crescente procura vão desde o desenvolvimento da economia do nosso país até a crise econômica do exterior, além da qualidade da universidade. Com altas e baixas, o mercado de intercâmbio continua sendo promissor para os próximos anos. Em todos os destinos muitas escolas estão prontas para receber os estudantes e as opções são diversas.
   É possível optar por opções mais baratas, escolas com boas qualificações e também fechar o pacote todo com a agência. O que importa é pesquisar muito antes de tomar qualquer decisão e ir em frente.
   E para fechar o ano com chave de ouro, França e Brasil assinaram mais um acordo de cooperação que beneficiará estudantes brasileiros e franceses de diferentes níveis e interesses. Até os mochileiros que tenham plano de passar mais que 90 dias poderão extender a estadia no país da Torre Eiffel por até 12 meses, sem maiores burocracias.

*Julia Paniz é jornalista,  intercambista em Dublin e colaboradora do site E-Dublin.

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