domingo, 9 de fevereiro de 2014

Apagão Político e Vaquinhas Ordenhadas...

Por Eduardo Guerini
   Buscando um lugar na sombra, 
diante do limbo político que a sociedade
 brasileira está embrenhada.
Na falta de um Estadista para dar rumo
 às estripulias partidárias, cavando um poço
 para enterrar a esperança de mudança.

   No ano que sentimos a “onda de calor” derreter qualquer esperança na mudança comportamental de nossos representantes e gestores políticos, o que assusta são as possíveis alianças regionais e nacionais em torno de um “projeto de Nação”.
   As propostas de todos os postulantes, quando ventiladas no noticiário, não passam de um arremedo de sugestões arquitetadas por um marqueteiro de plantão. No abecedário político do trambique eleitoreiro, as lideranças partidárias se apressam em montar arranjos muitas vezes detonados por algum ventríloquo da mídia nacional e regional. As propostas de realismo fantástico vão desde projetos irrealizáveis às descrições de uma realidade intangível para o grande público.
   No partido governista, nossa esmerada governanta do Planalto Central, ancorada pelo espectro do honorável ex-Presidente, assombrada por lideranças nacionais carcomidas está encalacrada na matemática dos “segundos” preciosos do tempo de exposição em rádio e Televisão, nada de um projeto consistente.
   Na oposição, o processo de construção de alianças está alicerçado no “restolho” de siglas raquíticas, visto que, não possuem a máquina governamental, somado ao oportunismo de lideranças que vibram em cada deslize governamental ou desgraça na realidade social. Na conjugação de forças oposicionistas, sequer foi ventilado um processo alternativo ao esgotado ciclo do lulo-petismo.
   Nosso arremedo de levante - nos manifestos de junho de 2013, nas tumultuadas jornadas contra aumentos desmensurados de tarifas dos serviços públicos, na insatisfação com a realização de um grande evento neste fatídico ano de 2014, e, nos gastos exorbitantes com obras faraônicas que servirão para momentos ufanistas de alienação nesta Pátria sem Estadistas.
   Assim, a corrupção política somada à amnésia histórica, conjuga lideranças que outrora eram inimigos ferrenhos em fraternos amigos, tanto no crime quanto no amor, todos seguem unidos para realizam de seus interesses particularistas.
   Nada estranho quando vemos uma sigla partidária desdenhar de todos que tem um mínimo de sensatez política, realizar “vaquinha” para pagar multas de seus militantes aprisionados por corrupção ativa e passiva, se regozijando pela rapidez da benevolência e colaboracionismo em atingir cifras milionárias.
   Na esteira da cripto-política, a cripto-economia dá o suporte para todo tipo de desvio, desvario e desejo de perpetuação na máquina estatal brasileira. Afinal, sabemos que o Estado brasileiro é uma verdadeira central de vaquinhas desejosas para serem ordenhadas, pena que com os recursos alheios impostos por gestores ávidos em meter a mão no bolso a qualquer custo.
   Na falta de um Estadista à altura do “gigante deitado em berço esplêndido”, continuamos com o “apagão político”, resultado de nossa caminhada cívica imperfeita que admite manter no Governo uma “canalha política” dando-lhe títulos e genuflexões, soterrando qualquer esperança de mudança em curso.
   Que seja bendito o dia que nossos famigerados políticos façam uma “vaquinha” para melhorar a educação básica, a saúde pública, a segurança pública, o saneamento básico e tantas outras necessidades que estamos cansados de reivindicar.

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