segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Titon: o nosso Severino Cavalcanti

As gravações secretas feitas pela polícia catarinense que investigava envolvidos na Operação Fundo do Poço acabaram pegando um tatú bola: o deputado estadual pelo PMDB, Romildo Titon, recentemente emposs(ça)ado presidente da Assembléia Legislativa.
   
   O cartão de visita de chegada do novo presidente da Alesc não poderia ser melhor: é batom na cueca!
   As gravações liberadas pelo Ministério Publico à imprensa são apenas um aperitivo. Tem muito mais coisas mostrando  o envolvimento do peemedebista com empresários furadores de poços artesianos numa falcatrua que sangrou os cofres públicios. Já tem gente presa!
   O nome de Titon aparece 881 vezes no relatório final de investigação policial que o Ministério Público mandou para o Tribunal de Justiça. A quadrilha foi investigada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que reuniu farta documentação sobre a atuação dos envolvidos, desde fotos a cópias de ligações telefônicas e troca de mensagens por celulares.

   O nosso Severino
   Mas tudo isso me lembrou de um outro famoso "tatu" com vocação para furar buracos: o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti (PP), abatido em pleno vôo por uma propina de R$10 mil. Severino cobrava a quantia mensal para garantir o ponto do ecônomo do restaurante da Câmara Federal, em Brasília. Foi cassado por isso, mas em um diálogo seu com a então ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef, já mostrava a vocação de abridor de buracos, que nem o presidente da Alesc:

 O Globo
20/05/2005
   A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, se encontrou na última sexta-feira com o presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, para tratar da recondução da diretoria. Na quarta-feira, Dilma recebeu em audiência o presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE). Na conversa, Severino foi direto ao ponto: "Eu quero o cargo que o presidente Lula me ofereceu durante viagem a Roma". Dilma argumentou que a área técnica da empresa não aceita mudanças na diretoria de Exploração e Produção porque ela é a espinha dorsal da companhia. "Podemos ver outra diretoria", argumentou a ministra. "O que o presidente me ofereceu foi aquela diretoria que fura poço e acha petróleo", respondeu Severino.

   É tudo Fuleco, que nem na Copa!

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