quarta-feira, 19 de março de 2014

Luiz Henrique Born Hunter


  Um grupo de amigos, de diversas tendências e preferências, comentava na Kibelândia sobre a entrevista do ex- governador e atual senador Luiz Henrique, apresentada na TV COM, com o jornalista Cacau Menezes.
   Aos 74 anos ele deu uma “aula” de política apesar da memória cansada. Primeiro disse que sempre foi amigo do Bornhausen, quando na verdade é amigo do governador que é o empregado da família de alemães do Vale do Rio Itajaí.
    Depois disse que foi eleito governador graças aos erros de seu adversário e a um plano de descentralização do governo. Disse que as secretarias regionais são a certeza de que o governo está ao lado do cidadão.
   Esqueceu-se de lembrar que Raimundo Colombo as chamava de “cabides de empregos”, as tais SDRs.
   Risonho disse que assistiu recentemente ao tenor italiano Andrea Boccelli e que lamenta que não tenha havido a apresentação em Florianópolis por picuinhas políticas.
   Disse ainda que o PMDB deve apoiar a reeleição de Colombo porque o PMDB não tem um candidato para vencer as eleições de 2014. Com esta afirmação desclassificou seus companheiros e colocou-se como o único capaz.
   Admitiu não ter conseguido retirar a penitenciaria da Trindade e não ter conseguido o gabarito de doze andares para a construção do Centro Administrativo ao lado das instalações do BESC, na SC 401.
   Lamentou os atrasos na reforma da ponte Hercílio Luz e nada falo sobre o metrô de superfície. Disse que o Cesar Souza Jr. vai amadurecer.
   Finalmente, admitiu cumprir seu ultimo mandato quando irá ler e escrever em sua casa em Joinville.
   Disse que a aritmética política não depende dos números, mas da coerência e da postura em relação aos aliados. E exemplificou dizendo que Jaison Barreto e Esperidião Amin, depois de uma disputa ferrenha em 1982, perderam a eleição para Edson Andrino na capital.    Esqueceu-se de comparar o perfil do candidato da AST com o perfil do candidato do PMDB.
   Assim como se esqueceu de dizer que sendo adversário da família Bornhausen, nela buscou apoio para governar, para se reeleger governador e para formar a tríplice aliança.
   Algumas considerações: Luiz Henrique tem memória eletiva, elegendo como verdadeira qualquer situação que lhe seja favorável. Reescreve a história de acordo com sua vontade. É possível que antes de abandonar a vida pública troque de sobrenome para fundar sua dinastia.

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