segunda-feira, 10 de março de 2014

O roto falando do descozido

Foto: Kleber Steinbach
   Na semana passada o assunto "recuperação da Ponte Hercílio Luz", dominou a agenda da mídia local. Primeiro foi o governador Raimundo Colombo a despejar a sua "santa ira" contra a empreiteira Espaço Aberto pelos recorrentes atrasos e muitos aditivo$ nas obras do nosso cartão postal.
   Raimundo não mediu indignação: ameaçou rompimento de contrato com a Espaço Aberto e contratação de outra empresa com dispensa de licitação por emergência (ilegal).
   
   Tudo espuma! Faz de conta! Balela!

   Logo em seguida foi a vez do empresário Paulo Almeida, proprietário da empreiteira mais querida do PMDB que domina a cena de obras em Santa Catarina desde o primeiro governo de Luiz Henrique da Silveira.
   Paulo Almeida está na dele. Não cumpre o cronograma mas recebe aditivos constantemente. Apresentou um novo cronograma de obras e a promessa de que até 31 de dezembro de 2014 estaremos passeando de automóvel por cima da ponte Hercílio Luz. 
   Tá bom!

   Por último, para completar a peça teatral "governo/empreiteira/obras e muito dinheiro", entra em cena o Tribunal de (faz) Contas do Estado de Santa Catarina.
   Em entrevista ao programa Notícias da Manhã na rádio CBN Diário, o presidente do TCSC, Salomão Ribas Jr., elencou uma série de ilegalidades cometidas pela empreiteira Espaço Aberto. Salomão cobrou do governo do estado pela demora em tomar uma atitude sobre o atraso das obras e sem qualquer aplicação da multa prevista no contrato da empreiteira com o governo.

   Bonito seu Salomão! Pimenta nos olhos dos outros é refresco!

   A Espaço Aberto é a mesma empreiteira que construiu o Palácio de Cristal, nova sede do TC hoje presidido por Salomão Ribas. A nababesca obra que começou em 2008, com custo inicial de R$ 19,2 milhões só foi finalizada quatro anos depois, após dois anos de atraso e 12 aditivos contratuais que elevaram o custo final para R$ 22, 9 milhões, sem qualquer atitude do TC em multar a empresa.

   Casa de ferreiro espeto de pau!

Um comentário:

Léo disse...

O judiciário é o mais podre poder: só querem saber de novas e nababescas instalações, palácios ao invés de tribunais. Até parece que os TCE/TCE não são do executivo, pois as atitudes são semelhantes...