sexta-feira, 28 de março de 2014

Porcos, maconha, arruaça na UFSC e o jornalismo da RBS

                                                                                                   Foto de Marco Santiago
O perigoso professor Paulo Pinheiro Machado sendo contido pelas forças de segurança
   Estava eu abrindo os trabalhos em uma casa de jogos clandestina na manhã de ontem quando escutei o nosso "quiridu" jornalista Mário Mota anunciar que entrevistaria o professor Paulo Pinheiro Machado, da UFSC.

   Bem, o Mário todos conhecemos. Jornalista com vários anos de janela, apresentador do programa Notícias da Manhã na rádio CBN Diário, e do Jornal do Almoço na RBS TV, empresas do Grupo RBS.

   Paulo Pinheiro Machado é graduado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre e doutor em História pela Universidade Estadual de Campinas, pós-doutorado pela Universidade Federal Fluminense e pela Universitat Autonoma de Barcelona. 
Atualmente dirige o Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC. Publicou um livro definitivo sobre a Guerra do Contestado além de ser um ser humano extremamente doce, educado e com o defeito de falar  verdade.
   
   O professor acabou virando personagem de destaque ao tentar intermediar o violento conflito entre estudantes e professores contra a tropa de choque da PM dirigida pela Polícia Federal dentro do campus universitário.

   Não vou aqui entrar em detalhes sobre quem teria razão ou não no conflito. Não defendo os estudantes que estavam "apertando um", nem "porco" da Federal. Mesmo porque na minha escala de preferencias de drogas a maconha vem em último lugar. É emburrecedora! O que gostaria de comentar foi a hilária entrevista que o Mário Mota fez com o Professo Paulo Pinheiro Machado.

   O anúncio do nome do professor Paulo me chamou a atenção por a CBN Diário estar, surprendentemente, fazendo jornalismo. Olha o "outro lado" aí geeeente! 

   Ledo engano!

   Pois foi exatamente o defeito, de falar a verdade, do professor Paulo que estragou toda a carne que era para a linguiça.  Logo no início da entrevista o professor Paulo começou a relatar a sua versão dos fatos e, numa rápida digressão, comentou a edição de imagens que a RBS mostrou na TV sobre o "Levante do Bosque", nome estóico que alguns estudantes deram para a arruaça entre mascarados armados e estudantes acontecida na UFSC.

   Para Paulo Pinheiro Machado a manipulação de imagens feita pela RBS, mostrando primeiro os carros da polícia virados pelos estudantes e depois o início do conflito, invertendo intencionalmente a cronologia dos fatos, foi extremamente negativa para a imagem de estudantes e professores envolvidos no imbróglio.

   Pronto! Bastou essa denúncia sobre o péssimo jornalismo praticado pelo Grupo RBS para que o Mário Mota interrompesse, em voz alta, disputando a "latinha" com o professor Paulo e impedisse o andamento da entrevista.

   Falavam os dois ao mesmo tempo e, aquele que foi chamado para colocar a sua versão dos fatos ficou impedido de falar. A coisa foi hilária! O jornalista Mário Mota surtou e não parou mais de falar interrompendo o professor o tempo todo. Parecia temeroso com o que poderia acontecer depois daquela entrevista. Apresentadores de programas ao vivo correm esse risco. Abrem as portas da casa para alguém que vem criticar a própria empresa. Isso, não raras vezes, acaba em demissão!

   Vou telefonar para o professor Paulo, ainda hoje, para saber a sua versão dos fatos. Pela CBN Diário foi impossível saber!

   Lamentável esse tal de jornalismo...





2 comentários:

Anônimo disse...

Não era ele novamente no jornal do almoço?
Pra mim esse professor está querendo aparecer.

Anônimo disse...

Apenas comentando o fato original, se os "estudantes" dessem seu 'tapinha' em casa, como todo usuário consciente, nada teria acontecido. Escola é um ambiente coletivo e a imensa maioria que não fuma um, e sente-se incomodada, precisa ser respeitada. E a polícia está aí para isto! Meu respeito aos policiais que, cumprindo ordens, tiveram que lidar com uma 'chinelada pseudo-erudita' dessas. Ou acham que políciais não são humanos também? Quanto aos desdobramentos, sem comentários.