quarta-feira, 23 de abril de 2014

Baile de cobra

Picaretagem leva corretor a denunciar ao Ministério Público suposta picaretagem do Ministério Público
Em carta aberta endereçada "aos amigos" da imprensa catarinense, conhecido corretor Orlando Becker denuncia "passe de muleta" que levou do primo Paulo Becker em suspeita transação milionária com o Ministério Público. 

 Estimado amigo. 
   Venho por meio deste expor a verdade sobre o atual conflito envolvendo eu e o meu primo-segundo, Paulo Becker, originado após a conclusão da compra de um prédio comercial, que a construtora do Paulo, a Becker Construção Civil Ltda., vendeu para o meu cliente, o Ministério Público de Santa Catarina. 
   Estou escrevendo essas linhas também para preservar a minha imagem, pois, já soube por outras pessoas (a cidade é pequena) que o Paulo estaria contando uma história diferente da verdade, e difamando o meu nome, e também o meu honesto e digno trabalho de Corretor de Imóveis. 
   Esse conflito que está havendo entre eu e o Paulo, surgiu simplesmente porque ele não quer pagar a comissão de corretagem da venda do referido prédio comercial ao MP-SC, pois, na realidade, foi eu quem fez a aproximação do Paulo com o MP-SC (eu afirmo que o MP-SC era “meu cliente” porque eu já tinha vendido a eles um outro prédio comercial, em outubro de 2011, na Rua Pedro Ivo, construído pelo Gilson Junckes, ao lado do estacionamento do Guido Becker, por R$ 53 milhões). E ele sabe bem disso. 
   O início dessa aproximação do Paulo com o MP, iniciou com uma reunião que houve no 10 andar do novo prédio do MP, localizado na Rua Pedro Ivo, em maio de 2012, onde foi eu que levei o Paulo lá, e pessoalmente apresentei (e ainda elogiei o Paulo!), para o pessoal do MP encarregado da compra de mais um prédio comercial aqui no centro de Florianópolis. Depois disso, nas semanas seguintes, eu ajudei o Paulo a redigir a primeira proposta da construtora dele com a oferta de venda de um prédio comercial, na planta, com aproximadamente 36.000 m2, que seria então construído pela construtora dele no terreno de um outro parente nosso, do Guido Becker, de 3.200 m2, localizado na Rua Pedro Ivo esquina com a Rua Felipe Schmidt, e, juntos, protocolamos a referida proposta de venda deste projeto de prédio comercial no MP em junho de 2012. 
   Mas, essa primeira proposta não foi aprovada pelo MP-SC, porque o valor total estava acima do orçamento do referido órgão público para essa compra. Comuniquei essa negativa do MP ao Paulo, e dei a sugestão a ele, para que procurasse outro terreno, e assim pudéssemos apresentar uma proposta alternativa, também de venda de um prédio comercial, mas, que fosse mais barata que a anterior. Mas, o Paulo Becker, esperto como é, e agora já conhecendo o cliente que eu tinha apresentado, e sabendo certinho o tipo de imóvel que o meu cliente queria comprar, e, também já conhecendo como funcionava os tramites dentro desse órgão público, o que ele fez? Montou sozinho uma segunda proposta de venda, de outro prédio comercial, em um outro terreno, o da Rua Bocaiuva, e, sem falar nada para mim, foi direto no MP e protocolou direto essa nova proposta, sem citar o meu nome e nem o da minha imobiliária! E esse novo projeto de prédio comercial, localizado na Rua Bocaiuva, foi o que o meu cliente, o MP-SC, acabou comprando da construtora do Paulo. Ficou claro que o Paulo fez isso, de me ignorar na segunda proposta apresentada, pra tentar me enganar, e não me pagar a minha comissão! Ora, todo mundo que trabalha com imóveis na cidade, acompanha o caso, e sabe que foi eu que aproximei e apresentei ao Paulo para o Ministério Público. E que foi esse cliente que acabou comprando um prédio comercial da construtora do Paulo (embora apenas tenha sido em outro endereço, diferente do endereço da primeira proposta). 
   Portanto, a Lei diz que, nesse tipo de caso, quem tem direito a comissão, é o corretor que fez a aproximação (e apresentação inicial) do comprador para com o vendedor. E, nesse caso da compra do prédio pelo MP-SC, fui eu, em nome de minha empresa, a Regional Imóveis, que fez isso! Independente se o Paulo, posteriormente, pegou auxilio ou não de outros corretores de imóveis! Estou desde novembro de 2013 tenho tentando falar com o Paulo, tanto no seu escritório, como ao telefone, para resolver esse conflito, mas ele não me recebe, não me atende e nem dá retorno. 
   Tenho trabalhado na corretagem de imóveis desde 2007, de forma honesta, e tenho hoje um nome já respeitado no mercado imobiliário, com bom transito entre os donos de construtoras, fundos de investimento e órgãos públicos. Com relação a esta venda do prédio comercial ao MP, estou bem documentado, e conto várias pessoas que testemunhariam isso tudo que estou afirmando para você. Diante de tantas negativas e cansaços que o Paulinho tem me aplicado, não está mais me restando alternativa, senão, a de procurar os meus Direitos na Justiça. 
   O valor da comissão que entendo ter a receber da construtora do Paulo, e que ele se recusa em pagar, com base na tabela do Sindicato dos Corretores, é de 6% sobre o valor total de venda do prédio comercial, que foi de R$ 123 milhões (isso dá um valor de R$ 7,3 milhões que eu tenho a receber de comissão). Trata-se de um valor até pequeno diante do “caminhão de dinheiro” que ele está ganhando somente na construção desse prédio.   Explico: o terreno custou R$ 12 milhões, e, para construir um prédio de 21.000 m2, basta multiplicar pelo valor do CUB, que e de R$ 1.330,00 o m2 construído (tabela do SINDUSCON), ou seja, eu e a cidade toda sabe que ele vai gastar somente R$ 28 milhões para fazer o tal prédio. Somando terreno e construção, vai dar R$ 40 milhões. Somando-se mais os impostos de 15%, vai dar um acréscimo de R$ 6 milhões. Somando-se outras despesas eventuais, vamos colocar mais R$ 4 milhões. Portanto, o total máximo que ele vai gastar juntando terreno e construção do prédio, será de R$ 50 milhões. E, por quanto ele vendeu? R$ 123 milhões – portanto, ele, o Paulo, está tendo um LUCRO LIQUIDO, só na venda deste prédio, de R$ 73 milhões! Ora, com um lucro desse montante, maior que uma Mega-Sena acumulada, o que custa para ele me pagar a COMISSAO A QUE TENHO DIREITO?!! 
   O que mais me irrita, e que na época, em maio de 2012, eu levei de mão beijada esse excelente negócio para o Paulo, para ajudar a construtora dele a crescer, porque, afinal, ele era da família... Mas, para a minha decepção, ELE ME DEU EM TROCA, UMA BELA DE UMA TRAICÃO!! 
   Desculpe o meu desabafo, mas, diante de ver tanta ganancia, e de escutar por alguns outros, algumas mentiras contadas por ai pelo Paulo, e eu sou obrigado a me defender desta forma, e a relatar assim por escrito a minha versão dos fatos. Aliás, já estou tão cansado de tentar cobrar a referida comissão, que é fruto do meu trabalho, que, a partir de agora, não vou mais tocar nesse assunto nem com você, nem com ninguém. Já falei com um advogado, o Dr Péricles Prade, que está mandando uma Notificação Extra-Judicial ao Paulo, e depois, vai, nos próximos dias, entrar com uma Ação contra ele, para tentar cobrar na Justiça a referida COMISSÃO A QUE TENHO DIREITO. Portanto, daqui pra frente, se um dia o Paulo tiver interesse em me pagar, que procure então o referido advogado, e negocie com ele. Mais uma vez, desculpe a minha intromissão e o meu desabafo, pois, sou um competente Corretor de Imóveis, que trabalha com dignidade, e, ainda acredita nas pessoas e nas suas palavras, e, como qualquer um de nós, não gosta de ser enganado.   Meus amigos, e todos os corretores de imóveis que eu conheço, estão também me apoiando nessa empreitada. 
   E, a vida segue! 
   Um fraterno abraço a você e família. Feliz Pascoa! 
   Orlando Orlando Becker 4/20, 11:28pm

Leia sobre a negociação suspeita aqui , aqui e aqui

7 comentários:

Anônimo disse...

Caro Sérgio, como bem o texto mostrou, se existe disputa é entre os primos, pelo não pagamento de suposta comissão, de um a outro, nada tendo com a situação o Ministério Público.
Achei que a expressão picaretagem não pode ser atribuída ao MP.
Marcelo

Léo disse...

Amigos a gente escolhe: parentes, não...

Anônimo disse...

Esse é o nosso MP! 123 milhões. Por que não 456? Ou 789?

Anônomo disse...

Se todos tivessem recebido sua parte do butim, ninguém denunciaria nada...

João Eduardo Hilsa disse...

O título não condiz com o que relata o texto. De qualquer forma, o MP-SC não precisa fazer licitação e pode ir acertando compras milionárias com quem bem entender?

Claiton de Machado disse...

Aqui se faz aqui se paga... este ORLANDO BECKER fez exatamente isso comigo, que apresentei um empreendimento "X" de um mega empresário aqui da cidade, vendeu posteriormente um outro imovel do do mesmo megaempresario, que não o que apresentei á ele, pois como ele já tinha o contato com o dono desta construtora,apresentado por mim, com testemunha, ganhou R$ 1.200.000,00 de comissão, e eu fiquei chupando o dedo! viu ORLANDO, V. não é correto com os colegas de profissão, e agora tomou na cola..bem feito! (mas com o Péricles e as provas documentais vais ganhar sim esta comissão) mas não merecias pelo que fizeste comigo,.. dorme com essa saf....

Anônimo disse...

Este Orlando Becker fez a mesma coisa comigo porém em valores pouco menores...
Apresentei de uma construtora bem conhecida daqui um empreendimento comercial para ele, e coloquei-o frente ao empresario, ele, espertamente, nesta reunião, pega um predio da av,Beira-Mar deste mesmo empresario, e venda para quem ? CELOS
e não me remunerou até hoje por ter feito a ponte. Quem aproxima as partes ganha algo? em correatagem sim , só que na cabeça dele, só quanto ele é passado para trás é que vale, bem feito, ORLANDO, "aqui se faz aqui se paga" e pára de dizer que "todos" corretores estão com Voce... conheço pelo menos 06 que querem tua cabeça... saf....(De Machado)