terça-feira, 15 de abril de 2014

Montevidéu com...parte II

Continuação de Montevidéu com amor...


Plaza Constituicio, Palácio SalvoParóquia de Punta Carretas, Catedral Metropolitana.

   ...após o magnífico jantar no La Perdiz fui tentar a sorte no cassino do hotel Radisson, bem em frente à Praça Independência.
   Comecei dando uma volteda pela maquininhas. Após algum tempo o indicativo era de que estava bom para o amor...não para o jogo.  Subi para as mesas de punto y banca, dei uma chuleada na coisa e me dediquei a uma mesa de roleta que mostrava cinco jogadas seguidas somente na segunda dezena.  Carreguei no 32, 27 e toda a área de baixo. Três fichas no zero que é para descarregar o azar. Deu zero! Três pleno na primeira jogada! A noite começava a fica boa! E assim foi entre mesas e jogadas até às 2 da manhã. Deu para equilibrar o orçamento. 
   
   O sábado começou às 11:30h. Uma boa caminhada por Pocitos com algumas paradinhas para um café rápido e uma charlada com revisteiros e comerciantes locais. Me chamou a atenção a quantidade de pessoas trocando figurinha do álbum da Fifa sobre a Copa no Brasil. 
   A política e a liberação da maconha são temas recorrentes. O assunto marijuana é impactante em um país conservador como  Uruguay. Mas o Uruguay é assim, com fama de conservador foi vanguarda na América Latina quando se tratavam de assuntos sociais e comportamentais. Um pais laico desde 1918 e o primeiro país da América Latina a aprovar o voto feminino.
   
   Pegamos a 18 de julho na altura da prefeitura. Caminhamos até a Praça Independência
Amor preso em cadeados...
onde estão o Palácio Salvo e o mausoléu do Gal. Artigas. Logo o Portal para entrar à Ciudad Vieja.

   No caminho encontramos a Fonde dos Cadeados. Lugar onde casais apaixonados colocam um cadeados com suas iniciais e saem dali acreditando que se amarão pelo resto da vida. Muitos pagam para ver. 
   Antes de chegar à praça encontrei com o meu querido amigo “negro” Poli. Antigo comerciante da 18 de Julho e na casa de quem me hospedei nos anos 70 quando de andanças políticas pelo Cone Sul.
La Más Puro Verso: clássica!
   Entrando na Cidade Velha encontrei a livraria La Más Puro Verso maravilhosa. Ancorada em um antigo prédio abriga um restaurante no mezanino. Ambiente extremamente agradável onde se fica rodeados de livros, imagens e música.
   Quando saímos por la Peatonal Sarandi, rumo Mercado do Porto já eram umas 2 da tarde. Chovia forte  e ventava muito.
   Chegamos ao mercado abaixo de tempo ruim. Entrar ali foi como chegar ao paraíso. Ambiente aquecido pelas dezenas de churrasqueias com fogo vivo, vinho, muita carne e hachuras. O ambiente era de conversa alta e risadas embalados por músicas de que iam do tango à milonga tocadas por músicos de rua que ficam se apresentando por ali aos sábado.    Um show!
   De repente, uma "escola de samba" puxada por uma quase mulata, linda que sambava e remexia as cadeiras deixando os uruguaios de boca aberta por onde passava. 
   Outro Show!




   Quando deixei o Mercado já passavam das 5 da tarde. A chuva havia amainado e a próxima parada seria no Teatro Solis, tomar um café cortado e depois dar um passeio pelas belas salas do teatro que invariavelmente apresenta exposições de obras de arte.
   Nom meio do caminho uma entrada na belíssima Catedral Metropolitana em frente à Plaza Constituicion. 
   Abstrair o tempo, esquecer de onde se está, de onde se vem e somente estar é uma boa prática e que me deixa em estado de graça. Flanei pelo Solis admirando sua arquitetura, obras, tapetes, paredes, lustre e, de vez em quando, parava para observar, através de suas grandes janelas, a chuva que havia voltado com força lá fora.
   
   A volta para o hotel foi em táxi. O vento que encanava pelas galerias do edifício em frente ao Portal chegou a me carregar por alguns segundo. Cosa de loco!
  
Amigos...
 Precisava descansar um pouco pois à noite tinha um encontro com o velho amigo Gerardo Alori e sua Ana. Passou o hotel por volta das 9:30h e nos levou no 62 Bar. Antigo ponto da linha 62 dos bondes de Montevidéu. Fazia a linha Pocitos-Plaza Independência.       
   Um Bouzo Tanat com reviolones, muita conversa e risadas com os amigos que não víamos há tempos. 
   Sem preço!

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