domingo, 4 de maio de 2014

A inofensiva ferramenta dos políticos, aparentemente

   Foram-se as manifestações do bem, esmagadas pelos arruaceiros, e poucas melhorias conseguimos no Congresso Nacional e no País. O caos da máquina pública está muito perto. Uma das mais importantes medidas não foi tomada e, com certeza, é a mola mestra da desorganização pública, da incapacidade administrativa e da corrupção. Trata-se da possibilidade até hoje considerada inofensiva pelos analistas de aproveitamento de políticos eleitos para o exercício de cargos no Poder Executivo, abrindo vaga para os suplentes. 
   Esta prática, aparentemente natural, permite a manipulação de resultados nas votações dos legislativos, possibilita descontinuidade administrativa, pois os dirigentes-políticos quase sempre abandonam seus cargos para concorrer nas eleições seguintes, e ocasiona administrações fraudulentas e ineficientes, pois o dirigente-político tem o foco na sua reeleição. Para eliminar esta alternativa de corrupção, bastaria a aprovação de lei ou emenda constitucional que proibisse esta situação. Simples assim. A eleição de um político para o legislativo deveria funcionar como um concurso público. O cidadão não pode ser eleito para uma função e ser nomeada para outra, em nenhuma hipótese. Ajudaria muito, ainda, se o prazo para descompatibilização dos candidatos a qualquer cargo nas eleições fosse ampliado para 2 (dois) anos. 
   É inimaginável a quantidade de trapaças, ajustes e conluios que o troca-troca de cargos entre políticos possibilita a cada eleição. Como temos eleições de dois em dois anos, a tramoia é quase constante. 
   Lugar de político é no cargo para o qual foi eleito. 
R. Scalabrin

4 comentários:

José Henrique Orofino da Luz Fontes disse...

Concordo. Político eleito que deseja ocupar uma função pública comissionada deveria renunciar ao mandato. Penso mais. Comissionado deveria ser inelegível para a eleição imediata ao seu comissionamento. Acabaria a farra da politicagem de secretários de estados e dos bagrinhos comissionados que se lançam candidatos de Governador a Vereador!

Léo disse...

Concordo e pratico a campanha NÃO REELEJA NINGUÉM! Mas podemos começar não votando mais em quem nem cumpre o mandato!

leila disse...

A colocação de políticos eleitos em cargos executivos é, sem dúvida, um estelionato eleitoral !!

R. Scalabrin disse...

Um agradecimento especial ao Canga pela publicação e mais especial ainda aos que se manifestaram. Percebo que não estou assim tão sozinho neste pensamento. Valeu!!