quarta-feira, 11 de junho de 2014

Tem dinheiro público, sim, senhor

A Arena Pantanal será inteira bancada  com dinheiro
 público: o governo do MT  fez um empréstimo
 de R$ 337,9 milhões com o BNDES e, além disso,
 já pagou R$ 286,3 milhões.  (Foto: Portal da Copa)
  Por Bruno Fonseca, Ciro Barros, Giulia Afiune, Jessica Mota

   Pelo menos R$ 4,8 bilhões de dinheiro público foram gastos pelos governos estaduais com as arenas da Copa do Mundo, valor que não inclui pagamentos milionários dos estados a empreiteiras em PPPs
   
   Governos estaduais usaram dinheiro público nas obras de 10 dos 12 estádios da Copa do Mundo. O gasto público estadual usado na construção das arenas soma pelo menos R$ 4,8 bilhões, segundo informações levantadas pela Pública entre o fim de maio e o início de junho no Portal da Transparência da Copa, de responsabilidade da Controladoria-Geral da União (CGU), nos contratos, diários oficiais, relatórios dos Tribunais de Contas Estaduais e acórdãos do Tribunal de Contas da União. A conta inclui as despesas relacionadas a empréstimos e investimentos diretos.
  
   Em sete arenas, os governos estaduais assumiram dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Juntos, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro pegaram R$ 2,3 bilhões em empréstimos com o banco, que serão quitados somente entre 2025 e 2027. A quantia será paga com recursos desses governos. O Rio de Janeiro também tomou um empréstimo com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) no valor de R$ 250 milhões e usou uma porcentagem de um empréstimo de R$ 1,2 bilhão com a Caixa Econômica Federal para bancar a reforma do Maracanã.

   Seis estados também firmaram parcerias público-privadas (PPPs) com empresas responsáveis pela construção e administração dos estádios, que serão remuneradas para isso. Estes contratos preveem pagamentos milionários feitos pelo poder público nos próximos anos.

   Apesar dos sucessivos contatos da Pública com as secretarias estaduais responsáveis pelas obras e com os tribunais de contas estaduais (TCEs), em apenas seis casos foi confirmado o volume de recursos que o estado injetou diretamente nas arenas. Estas informações foram divulgadas pelos estados Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso e Paraná. Leia reportagem completa na Pública.

Um comentário:

Anonimo disse...

Há tem dinheiro público nos estádios?
Agradecemos a informação.
E a onde não tem dinheiro público?
Pode ter até nos bolsos de vocês.
Vocês ou seus pais são empresários com contratos superfaturados?
Ou estão pendurados nos escalões superiores do Estado (TC(s), Assembleias, tribunais, empresas estatais etc.
Vocês não se pronunciam dessa maneira obsessiva quando o Estado constrói teatros luxuosos e até autódromos e mesmo quando o Estado joga milhões em promoções esportivas e artísticas para deleite do andar de cima.
Que se construa Teatros, e também Estádios de Futebol confortáveis e vamos parar com essa neura que já encheu o saco e vamos torcer para o Hexa.