quinta-feira, 31 de julho de 2014

SININHO QUER ASILO


   Por Janer Cristaldo

   Estão surgindo na imprensa, como se fossem novidade, personagens obsoletos e anacrônicos, que se pretendem inovadores e contestadores do... Do que mesmo? Da ditadura não há de ser, porque ditadura não existe no país. Do governo muito menos, pois são recebidos e defendidos por altas autoridades do PT. Da oposição tampouco, afinal são opositores. No fundo, são os abomináveis rebeldes sem causa, que só são rebeldes porque julgam que ser rebelde tem charme.

   Comentei há pouco os pronunciamentos do líder do MTST, Guilherme Boulos, que de sem-teto nada tem. Aventureiro oriundo da Fefelech - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – que se diz professor de psicanálise. Mas a meta de Boulos não é exatamente teto para os sem-teto. E sim a revolução socialista. Qual revolução socialista?

   De artigo escrito na Folha de São Paulo, deduzimos que é aquela de 1917, que de início se chamou comunista, e que estertorou em 1989, com a queda do Muro. Escreve o jovem stalinista, a propósito da morte de Plínio Arruda Sampaio:
“Figurou nessa lista ao lado de gente como Luiz Carlos Prestes, Francisco Julião (dirigente das Ligas Camponesas) e do próprio Jango, dentre outros grandes nomes que defenderam os interesses populares contra o golpe militar”.

   Ou seja, o marxismo de Boulos não é apenas pré-64. É pré-35. Data do auge do stalinismo, quando o Paizinho dos Povos queria pôr uma pata na América Latina. Só mesmo no Brasil para um espécime como este ganhar coluna na grande imprensa.

   Agora está tendo seus 15 minutos de fama uma gaúcha desocupada, Elisa Quadros – mais conhecida como Sininho - que se diz cineasta e produtora cultural e tem liderado as últimas badernas no Rio de Janeiro. A moça, munida de três galões de gasolina, queria nada menos que tocar fogo na Câmara de Vereadores. Presa com outros baderneiros - todos soltos por habeas corpus de um desembargador que não vê mal nenhum em pretender incendiar a Câmara - Sininho se diz perseguida política. Que país é este onde um cidadão não tem mais direito a incendiar uma câmara de vereadores?

    Indagada pelo Estadão sobre a acusação de ser uma das líderes da FIP (Frente Independente Popular), Sininho afirmou: “Historicamente, o Estado, o poder, precisa criar um líder para matar e criminalizar o movimento. É isso o que estão fazendo. E vão fazer com todos. Vão destruir as identidades por meio da mídia, para depois justificar prisão, tortura e assassinato. Eles precisam disso. Mas o movimento é espontâneo, não aceita esse tipo de coisa. Não adianta tentar criar o que não existe”.

Leia o artigo completo. Beba na fonte.

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