segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Paulo Bauer e o TRE


   Por Leal Roubão*

   Embora ainda não tenha sido julgado seu pedido de candidatura pelo TRE, Paulo Bauer (PSDB) espera até o dia cinco de agosto para dizer oficialmente: sou candidato. 
   Começou a vida política em 1980, levando luz ao campo, pelas mãos de Jorge Konder Bornhausen, então governador nomeado pela Revolução Militar de 64.
   Um detalhe que deve ser anotado: Nestas eleições de 2014, em SC, quase todos passaram pelas mãos de JKB. Passou Raimundo, passou Bauer, passou Dário, nasceu Paulinho...
   Paulo Bauer é sócio do governo Colombo que é sócio de LHS que é sócio de JKB no mesmo governo. Ponticelli que nasceu em Pouso da Caixa, no interior de Pouso Redondo, também queria ser sócio de Raimundo e LHS. Santa Catarina nunca esteve tão unida numa eleição.    
   A classe política disputa contra o povo. 
   E deve ganhar.

* Jornalista mais premiado no ano passado, na área política e sociológica, formado na Escola das Lides Portuguesas, em Lisboa, com doutorado em Londres na Press, Less and Guess, a mais revolucionária escola de jornalismo da Europa. Contratado do Cangablog para cobertura da campanha eleitoral em SC e no Brasil.

Um comentário:

carlos tonet disse...

Caso Paulo Bauer: a sutil diferença entre “extorsão” e “chantagem”

Fedeu.
Mas fedeu mesmo, de verdade.
Diário Catarinense publica hoje nova matéria sobre tentativa de extorsão contra o Paulo Bauer, nosso ilustríssimo senador eleito.
Fui repórter policial por quase dez anos.
E se tem uma coisa que a gente aprende sendo repórter policial, é matar a charada logo no começo.
Meu velho instinto de repórter policial me permite assertivar uma coisa: tem carroço nesse angú.
Na verdade, só de olhar essa matéria eu já tenho certeza do que aconteceu.
Já vi vários casos desses.
Infelizmente, senhoras e senhores, não poderei externar publicamente minha linha de raciocínio.
Quero vos dizer também que a principal questão do presente caso não está relacionada à mala com R$ 100 mil. Esqueçam-na. Isso não é importante.
Para ajudá-los a desvendar o mistério, peço que se concentrem em algumas expressões e informações presentes na matéria do DC:
1) “Informações pessoais”.
2) O sujeito preso era motorista da vítima. Quem é que “furta” seu dinheiro da sua casa e deixa um bilhete dizendo algo do tipo “Olá, roubei seu dinheiro. Assinado, fulano”?
3) Não houve queixa do tal furto, segundo o próprio advogado da vítima.
3) Extorsão – Procure no dicionário a palavra “extorsão”. Você verá que ela está relacionada à chantagem. Agora procure por “chantagem” no dicionário. Quando se trata de pessoas importantes, a polícia não usa a palavra “chantagem”, mas a troca por “extorsão”.
Se depois disso você não souber o que se passou, lamento, mas você não seria aprovado no teste para ingresso na excitante e instrutiva carreira de repórter policial.