sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Paulo Bauer e o samba do alemão doido

    Senador denuncia descaso da União com Santa Catarina mas não cita o nome da empreiteira que abandonou várias obras em Santa Catarina e foi a maior doadora privada da sua campanha ao senado em 2010.

"Eles" vão derrubar a ponte...
   Por Carol Baiana* (correspondente do Cangablog em Brasília)
  
   Ainda encontro dificuldades para entender o funcionamento intrínseco da política brasileira e o comportamento errático dos seus políticos. Um dia dizem uma coisa e no outro se desdizem. Tudo com a maior naturalidade como se mudar de opinião fosse simples como trocar de cuecas. Tudo me parece um grande samba da alemão doido, como diria Stanislaw Ponte Escura.
   Recentemente o senador catarinense Paulo Bauer, candidato tucano ao governo do estado, ocupou a tribuna do Senado para criticar o "descaso do Governo Federal com as obras de infraestrutura no seu estado. O governo da União dá pouca importância e pouca atenção para as prioridades catarinenses. A situação que Santa Catarina vive é uma situação de tristeza profunda, porque essas obras não andam”, lamentou.
   Paulo Bauer se referia ao abandono das obras de infraestrutura do novo aeroporto de Florianópolis, a paralização da duplicação da SC-403 e da recuperação da Ponte Hercílio Luz que, desde o governo Luiz Henrique da Silveira, virou uma grande fonte de renda para os políticos de plantão. Hoje conhecida popularmente como a "indústria da ponte".
   Bem, a indignação de Paulo Bauer em seu púlpito senatorial não passa de um grande jogo de cena. Ele conta o milagre mas não conta o santo. Como diria o meu colega lageano, Tio Bruda, "ele mata a cobra mas não mostra o pau".
   No caso em questão "o pau" é  a empreiteira Espaço Aberto, até recentemente queridinha dos governistas e a mais "ativa" trabalhadora no governo de Luiz Henrique da Silveira.
   Mas porque Paulo Bauer não cita o nome da empreiteira que abandona os trabalhos pelo meio do caminho depois de encher as burras com o nosso dinheiro?
   Provavelmente por que tem compromissos de "gratidão" com a empresa que foi a maior doadora privada da sua campanha para o Senado Federal em 2010. Entre outros financiadores da campanha de Paulo Bauer, a Espaço aberto aparece com um agrado de R$ 250.000,00. 
   Na época, Paulo Bauer estava associado a Luiz Henrique da Silveira e ao atual governador, Raimundo Colombo que hoje disputa a reeleeição dizendo, ao contrário do que diz seu opositor, Paulo Bauer, que "Santa Catarina está um verdadeiro canteiro de obras!". De obras paradas, provavelmente foi o que quis dizer.
     Impedidos pela direção da campanha de "bater" no governador Raimundo Colombo, a tríade tucanosocialprogressista (Paulo Bauer, Paulo bornhausen e Joares Ponticelli) tem que se contentar em bater no governo federal sob o risco de dar um tiro no pé, pois até ontem faziam parte de seu governo.

 Abaixo a prestação de contas do candidato Paulo Bauer  seus financiado em 2010:

*Carol Baiana, renomada jornalista política, é mais uma das profissionais vitima das demissões em massa da RBS que está sendo absorvida pelo Cangablog. Carol Baiana, agora mais livre para escrever, no Cangablog não tem os compromissos financeiros com o governo e seus sócios como tinha o seu antigo empregador.
   Algumas empresas encolhem e outras crescem. É o nosso caso. Estamos contratando.

4 comentários:

Anônimo disse...

Acho o cumulo isso o cara tem a cara de pau de reclamar a demora nas obras de uma das mais importante doadora de campanha dele.
No minimo ele deveria explicar o caso em seu programa de TV ao invés de ficar mentindo sobre levar remédio em casa para as pessoas.
Ja não pasta ter sido p pior secretario de educação que SC ja teve?

Anônimo disse...

ESTÁ EVIDENTE A POLÍTICA SUJA DO PAULO BAUER. ESCAPOU DA LEI DA FICHA LIMPA PR POUCO, MAS NÃO VAI ESCAPAR DA OPINIÃO DO POVO QUE QUER DISTÂNCIA DE POLÍTICOS SUJOS.

mosquito 2 disse...


Caso Paulo Bauer: a sutil diferença entre “extorsão” e “chantagem”


Fedeu.
Mas fedeu mesmo, de verdade.
Diário Catarinense publica hoje nova matéria sobre tentativa de extorsão contra o Paulo Bauer, nosso ilustríssimo senador eleito.
Fui repórter policial por quase dez anos.
E se tem uma coisa que a gente aprende sendo repórter policial, é matar a charada logo no começo.
Meu velho instinto de repórter policial me permite assertivar uma coisa: tem carroço nesse angú.
Na verdade, só de olhar essa matéria eu já tenho certeza do que aconteceu.
Já vi vários casos desses.
Infelizmente, senhoras e senhores, não poderei externar publicamente minha linha de raciocínio.
Quero vos dizer também que a principal questão do presente caso não está relacionada à mala com R$ 100 mil. Esqueçam-na. Isso não é importante.
Para ajudá-los a desvendar o mistério, peço que se concentrem em algumas expressões e informações presentes na matéria do DC:
1) “Informações pessoais”.
2) O sujeito preso era motorista da vítima. Quem é que “furta” seu dinheiro da sua casa e deixa um bilhete dizendo algo do tipo “Olá, roubei seu dinheiro. Assinado, fulano”?
3) Não houve queixa do tal furto, segundo o próprio advogado da vítima.
3) Extorsão – Procure no dicionário a palavra “extorsão”. Você verá que ela está relacionada à chantagem. Agora procure por “chantagem” no dicionário. Quando se trata de pessoas importantes, a polícia não usa a palavra “chantagem”, mas a troca por “extorsão”.
Se depois disso você não souber o que se passou, lamento, mas você não seria aprovado no teste para ingresso na excitante e instrutiva carreira de repórter policial.

Anônimo disse...

Canga, ele tambem votou a favor do aumentos de cargos comissionados dia 02 (1800 cargos) e ficou bem quieto, mas aqui em SC fala em diminuir na metade os cargos. O cara acha que a gente é burro.