quarta-feira, 1 de outubro de 2014

MAIORIA

Por Emanuel Medeiros Vieira

“Toda vez que você se encontrar do lado da maioria, é hora de parar e refletir”
(Mark Twain)

   Há luzes. Mas o ser homem (em geral, é claro) tende à mediocridade. E ao espírito de manada. Pessimismo? Olhemos ao redor.
  
   Desistência? Nunca.
   “O Espírito Sopra onde Quer”.
   Existe a hora da semeadura e a hora da colheita.
   Finitos, aspiramos à eternidade.

   O Império Romano durou quantos séculos?
   Um dia, caiu.
   Tudo passa, como folhas ao vento.
   Resta-nos a fidelidade aos valores e ao conhecimento.
ADVERSIDADES AMBIENTAIS

“Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale mais a vida. E de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira. Fica decretado que , a partir deste instante, haverá girassóis em todas janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança”                                              
(Thiago de Mello)


   Já escrevi sobre o tema. Várias vezes. 
  O assunto supera a falsa dicotomia entre crescimento econômico e preservação.

   Como observa Antonio Lins, o Brasil, com a maior diversidade biológica do planeta, está à beira da maior extinção animal da história. “Atualmente, mais de mil espécies estão em vias de desaparecer. E esse número tende a aumentar”.
   Complementando, o analista informa que, desde o século 16, o homem erradicou 322 espécies de vertebrados no mundo. Na atualidade 100 em cada milhão de vertebrados são eliminados anualmente, conforme estudo da Universidade de Stanford.

   Segundo Lins, antes a devastação estava ligada aos desastres naturais. Hoje, o homem é apontado como principal agente da extinção.

   A interferência do homem no meio ambiente foi tão grande que, pela primeira vez, ele alterou o clima do planeta.

   Acabou a época das reclamações. Algo precisa ser feito.
(Salvador, outubro de 2014)

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