quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Assim caminha a política

A foto diz bem o clima de confraternização e articulações daquela época.

 Doutel de Andrade, eu, Esperidião Amin e Brizola.Adicionar legenda

   Por Jaison Barreto
    
   Concidentemente, foi numa segunda-feira de carnaval há 30 anos atrás que o 
Governador Esperidião Amin, Vilson Kleinübing (Pai) e eu fomos ao Rio de Janeiro.

  Do aeroporto Santos Dumont, sobrevoamos de helicóptero o Sambódromo, obra do talento de Niemeyer e da visão do Darcy Ribeiro, quando as escolas já se preparavam para os desfiles.

   O destino foi a Ilha de Brocoió, onde Brizola nos aguardava no Palácio de Brocoió, residência alternativa do Governador do Estado, localizado no meio da baía de Guanabara.

   Foi debaixo de uma jaqueira que conversamos sobre a política nacional, candidaturas direta à Presidência da República, constituinte, Presidencialismo, Parlamentarismo, Ministros Militares intocáveis, transição, realidade política de Santa Catarina, etc. etc.

   A construção da Democracia não se faz por Decreto nem por Medida Provisória. Enganam-se os que pensam a política brasileira de maneira simplória. 30 anos depois, a imprensa livre e as redes sociais podem ajudar os historiadores a contar a verdade.
   

   O amigo Adelor Lessa, sempre bem informado, sabe que quem inviabilizou mesmo a Aliança, impedindo inclusive a candidatura à prefeitura de Florianópolis do deputado cassado Evelásio Caon, leva o nome de Manoel Dias, atual Ministro do Trabalho do governo Dilma.

    Em dramática reunião na Agronômica, na última hora antes do prazo fatal, colocou-se como vice do Chiquinho Assis, jogando por terra a finalidade toda da Aliança.

    Como faz falta a presença do amigão Realdo Guglielmi, que conhecia como ninguém os políticos de Santa Catarina.

   A história do PDT foi sempre estiolada no Brasil todo, pelo mandonismo autoritário que obrigou excelentes quadros, mesmo aqui no Estado, a abandonarem a sigla. Todos conhecem os nomes.

   Crime maior está sendo cometido agora, de maneira MAQUIAVÉLICA, colocando na conta do Partido Democrático Trabalhista a responsabilidade pelo corte de direitos trabalhistas, como o do seguro desemprego, auxilio doença, etc.etc.

   Getúlio Vargas teve o Tenente Gregório, o nosso grande Brizola teve o Lupi e o Manoel Dias. Os verdadeiros trabalhistas sabem que tenho razão. O grande Brizola não merecia isso!

   Quanto às colocações do amigo Márcio Albani, lembro muito bem do comício.

   Em 1972, aliás, eu Deputado Federal e ele Prefeito de Brusque, trouxemos Fernando Henrique Cardoso, jovem sociólogo, para uma palestra no salão da Igreja Luterana.

   Cesar Moritz, depois eleito Deputado Estadual, foi convencido a mudar de time pelo expert aliciador Jorge Bornhausen. Passei um bom número de anos sem falar com ele.

   Aproveitando, coisa igual aconteceu com o bravo e vibrante, fumante de charutos cubanos, Delfim de Pádua Peixoto Filho, que não resistiu também ao talento do Kaiser e desistiu de concorrer a Deputado Federal em 77. Eu me elegi Senador e em seu lugar, foi eleito o Luiz Antônio Cechinel de Itajaí.

   Delfim, depois do curso na Assembleia Legislativa, dirige o futebol catarinense há mais de 30 anos. Foram mais um bom par de anos sem a minha amizade.

   Assim caminha a política.

   Parte de relatos do ex-senador e político ímpar de Santa Catarina. Jaison Barreto no seu facebook.

Um comentário:

Anônimo disse...

Tá parecendo o Lula.