sábado, 14 de fevereiro de 2015

Eu votei no PT! Fundei o PT! Acreditei no PT!

Dos arquivos do Serviço Nacional de Informações (SNI) os informes que arapongas enviavam semanalmente para Brasília, relatando a militância e movimentações do "elemento subversivo". O relatório completo é de chorar...de rir. 
   As discussões polêmicas e acaloradas sobre o PT e seu governo, que se dão no Facebook e outros meios de comunicação hoje, chegaram a um nível de agressão e fanatismo que já está enchendo os tubos de qualquer pessoa com razoável bom senso.

   Os defensores ferrenhos do desastroso governo petista, em sua grande maioria ou foram acometidos do "esquerdismo tardio" ou foram sodomizados pela verborrágica retórica lulista que de comunista nada tem e muito menos de esquerda. Esse cristãos novos, raivosos defensores dos ladrões, queimaram inclusive a etapa de "esquerda de botequim". Além de cegos são incultos. Cursaram as madrassas Franklinianas e, cegamente, partiram para a prática.

   Defendem - os fanatizados - o indefensável. Defendem o roubo escancarado e justificado como "apropriação revolucionária", usam argumentos como: os outros também roubaram, o Fernando Henrique também roubou...e por aí à fora! 

   Agora já estão na gêneses da roubalheira das empreiteiras: "Desde a fundação de Brasília que estas empreiteiras roubam". Só esquecem de dizer que roubam com os políticos e governos. E agora quebraram a Petrobras e o país com os 12 anos de governo petista!

   Triste e melancólico fim de um movimento social que vira partido político organizado que teve sua origem no calor da luta contra a ditadura, com promessa de paraíso terrestre com igualdade, honestidade e combate a corrupção. Melhor seria o lema bolchevista pré-revolucionário de 1917 de “paz, terra, pão, liberdade e trabalho”. Mas nem para isso tiveram competência. Falte-lhes"contiúdo", saber, leitura. 

   Mas como dizia Lula: "Aqueles que têm o privilégio de ler um belo livro de Marx ou Lenin confortavelmente deitados, evitem ditar regras aos trabalhadores". 

   Bem, de bobo não tem nada o Sr. Lula. Quanto mais ignorante o militante, mais fácil de fezer-lhes a cabeça!

   Quando falo isso, quando expresso minha indignação, quando contesto discursos e práticas que considero falsas não estou apenas contrapondo opinões políticas partidárias. Minha indignação vem da constatação baseada na experiência de coisas que vivi e pratiquei. 

   Sim, acreditei no discurso petista. Não comprei de graça. Ajudei a construí-lo. Estudei muito, discuti muito e combati na prática uma ditadura que perseguiu, torturou e matou, mas principalmente vedou a liberdade de opinião e a liberdade de expressão como querem fazer os bolivarianos petistas de agora.

   Há algum tempo já não voto mais no PT. Há muito tempo percebi que aquele PT ético, honesto, revolucionário, que vinha para ser diferente de tudo que tínhamos vivido até então, só existia na minha cabeça e no discurso mentiroso de Lula e de seus próceres. Ninguém imaginou que Dirceus e Jenoínos, companheiro de lutas, de armas e de fundação do PT, rasgariam tudo que se escreveu de bom para criar o PT, acabariam na cadeia por ladrões do povo. Sim, daqueles que prometíamos defender e levá-los ao paraíso. O dinheiro que roubaram era público, do povo, nosso!

3 comentários:

Anônimo disse...

Todo petista sonha com o dinheiro alheio! Complexo de 'Robin Hood' Em outras palavras...

Léo disse...

Votei 3 vezes no Lulla! Até ele ser eleito. Se arrependimento matasse...

Anônimo disse...

A esquerda marxista acadêmica tinha um projeto de país. A esquerda militante da teologia da libertação tinha outro projeto, igualmente progressista, para avançar em direção a uma sociedade mais justa. O movimento sindical emergente tentava trazer a luta de classes para a pauta da classe média. Alguns épicos participantes da derrotada luta armada, então liberados pela lei da anistia, achavam que tinham encontrado um novo nicho revolucionário onde pregar sua religião. E ainda havia um conjunto de cidadãos independentes e livres pensadores, que não encontravam abrigo nos projetos de partido nos incipientes PTB, no velho social democrata MDB ou na democracia cristã. Neste cenário brasileiro de 1980, que se preparava para sair da ditadura militar e ingressar na democracia, nascia o então auto denominado Partido dos Trabalhadores. Inicialmente foi objeto de ódio da esquerda tradicional, os prestistas, os stanilistas e os neo-soviéticos. Deu um trabalho danado consolidar aquela mistura toda como um partido político. Isso só foi conseguido com a chegada ao "poder", deixando pelos caminhos os desagregados ideológicos que não entendiam que o Partido precisava entregar os anéis ao capitalismo, para garantir as mãos com as quais iria abraçar o poder.