sexta-feira, 6 de março de 2015

A Economia dos Calotes Imperfeitos

Por Eduardo Guerini

Decifrando o enigma gerencial da Governanta
do Planalto Central no seu enredo de eficiência
e eficácia midiática com empulhação política
rotineira, onde contribuintes brasileiros
se  transformaram em idiotas funcionais.

   Na campanha eleitoral de 2014, o Criador (Lula) não cansa de vociferar contra os opositores que desqualificaram a Criatura (Dilma Rousseff). Afinal, a capacidade gerencial era insuperável para conduzir o Brasil na Era pós-Lula diante de um cenário de dificuldades na economia internacional.   
   
   A propaganda governamental que projetava o Brasil-Potência prestes a atingir o Olimpo   do desenvolvimento no mundo ocidental, uma questão patrocinada pelos bons ventos e o acaso temporal, com a anuência do Criador sob a batuta da Criatura. 

   Num arroubo esquizofrênico de nossa governanta, ela chegou a dizer que a Europa deveria se espelhar no modelo de desenvolvimento brasileiro e suas famosas políticas anticíclicas, com o cálculo econométrico do Ministro Guido Mantega (aquele das previsões  otimistas que nunca se realizaram) e controle do cofre do Tesouro Nacional de um auxiliar nada suspeito  - Arno Augustin, o garoto prodígio da contabilidade criativa.

   No embalo de um projeto de poder que fazia água no horizonte econômico critico, o remédio foi dosado – pedaladas fiscais e políticas do populismo caboclo, com uma horda de Cassandras alucinadas de lulo-petismo apresentando o modelo econômico continuísta como tábua de salvação. Assim, qualquer alternativa era demonizada como volta ao passado (sic) em detrimento dos avanços substantivos inquebrantáveis narrados pelos “profetas do caos”.

   Na posse da Criatura (Dilma), a sociedade brasileira estupefata assistiu as primeiras medidas ditadas pelo Ministro Chefe da Casa Civil, como primeiro ato no enredo  do estelionato eleitoral – corte em direitos sociais ,  retração nos investimentos e aplicação de uma política ortodoxa, que nem o mais ferrenho neoliberal tomaria com tamanha avidez.   

   Na condução silente da eficiente gestora surgiram alguns esqueletos que  estavam no armário. No primeiro momento, o slogan “Brasil - Pátria Educadora” ruiu pelos atrasos desde outubro de 2014 no pagamento de programas de educação. Uma gama de bolsistas começou a postar nas redes sociais reclames da falta de “regularidade no fluxo de pagamento”. 

   No segundo momento,   universidades e estudantes  do programa de Financiamento Estudantil – FIES, são submetidos ao processo de cortes e redução de acesso. Um calote orquestrado na base legal-institucional de mudanças das regras no andamento do curso.

   No programa-vitrine – PRONATEC, a novidade é o atraso no pagamento de instituições que prestaram serviço e atraso no inicio de tal política de qualificação de trabalhadores.   
Uma vez mais, o fluxo de pagamentos não funcionou devido a reordenamento das diretrizes conjunturais.

    Finalmente, o PAC- Programa de Aceleração do Crescimento, se transformou em  “elefante-branco”, com obras atrasadas, reprogramação de pagamentos e uma divida de mais de R$ 1 bilhão de reais. O resultado apimentado pela Operação Lava Jato, não poderia ser pior – desemprego e crise de solvência das grandes empreiteiras. 

   Na última esperança da pedagogia do gestor Macunaíma – com pedaladas orçamentárias,  fruto da retração econômica produzida na condução de um governo sem projeto e sem norte, não restava alternativa senão aplicar pequenos calotes e silenciar.  

   A economia imperfeita dos calotes, se transformará na guilhotina que cortará cabeças de governantes e partidos, fruto de  equações desencontradas e desiludidas, onde estelionato eleitoral é medido com réguas passadas e apoio da escória da política nacional.

   A eficácia e eficiência na gestão midiática da Criatura (Dilma) fez do cidadão brasileiro um idiota funcional.

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